Connect with us


Agro

Acordo Mercosul-União Europeia impõe novos desafios e oportunidades ao agronegócio

Publicado em

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos mais amplos tratados internacionais da atualidade, tanto pela dimensão territorial quanto pelo peso econômico envolvido. A avaliação é dos pesquisadores Décio Luiz Gazzoni e Antônio Márcio Buainain, integrantes do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), que analisam em artigo os impactos do tratado para o agronegócio e para a formação dos profissionais da área de Agronomia.

Acordo amplia mercado, mas impõe restrições

Sob a perspectiva europeia, o acordo fortalece o comércio de produtos manufaturados e alimentos com maior valor agregado, enquanto para os países do Mercosul, o foco é a expansão das exportações agropecuárias.

Apesar do avanço, o texto não cria uma zona de livre comércio plena. Após décadas de negociações, ainda há resistência de produtores rurais europeus, especialmente na França, Irlanda e Polônia, que temem os efeitos da concorrência com os países sul-americanos. Para amenizar tensões, foram incluídas cláusulas de salvaguarda destinadas à proteção dos agricultores locais.

Quatro eixos de preocupação para o setor agrícola

As restrições que ainda cercam o acordo se concentram em quatro grandes frentes:

  • Padrões ambientais e sanitários, exigindo conformidade com regras rigorosas de sustentabilidade e segurança alimentar;
  • Concorrência e custos de produção, com temores de desequilíbrio entre os mercados;
  • Impactos ambientais, que podem influenciar políticas de exportação e rastreabilidade;
  • Soberania e segurança alimentar, com ênfase na proteção das produções locais europeias.
Leia mais:  Etanol ultrapassa R$ 3 mil por metro cúbico e confirma valorização; açúcar recua no mercado internacional

Os autores alertam que os países do Mercosul precisarão cumprir rigorosamente os compromissos firmados, exigindo preparo técnico e qualificação em toda a cadeia produtiva.

Formação profissional ganha novo protagonismo

O debate sobre o papel do engenheiro agrônomo ganha força nesse novo cenário. Em um webinário promovido pela Academia Brasileira de Ciência Agronômica, especialistas discutiram as competências e habilidades necessárias para atender às novas demandas do mercado global.

Entre os temas destacados estão comércio internacional e regulação, gestão ambiental, certificação e rastreabilidade, além de métricas de sustentabilidade e competências socioemocionais.

Agronomia como motor de adaptação e inovação

A atualização curricular e a capacitação contínua são vistas como fundamentais para que os profissionais liderem as transformações no campo e aproveitem as oportunidades abertas pelo acordo comercial.

Os pesquisadores defendem que o setor agropecuário deve se posicionar de forma estratégica, adequando-se às exigências de mercados cada vez mais regulados e sustentáveis, e que o engenheiro agrônomo tem papel central nesse processo de inovação, conformidade e competitividade internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  STF retoma debate sobre distribuição de lucros por empresas com dívidas fiscais

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

Published

on

O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

Leia mais:  BNDES emprestou R$ 40,6 bilhões no primeiro semestre; 54% a mais para o agronegócio

O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

Leia mais:  Jalles Machado encerra safra 2025/26 com aumento de área, mas queda na moagem de cana-de-açúcar
Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262