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Acordo entre Mercosul e União Europeia avança e pode criar maior zona de livre-comércio do mundo

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Os embaixadores dos países que compõem a União Europeia (UE) aprovaram, nesta sexta-feira (9), a assinatura do aguardado acordo comercial com o Mercosul. A decisão, ainda provisória, representa um avanço significativo nas negociações que se estendem há mais de duas décadas.

Segundo informações da Agência Reuters, as capitais europeias têm até as 17h (horário de Bruxelas) — 13h em Brasília — para confirmar oficialmente seus votos por escrito. Até o momento, pelo menos 15 dos 27 Estados-membros da UE votaram a favor, número suficiente para aprovação, já que representam 65% da população total do bloco.

Um marco histórico para o comércio internacional

O acordo Mercosul–União Europeia é considerado o maior tratado comercial já firmado pelo bloco europeu, criando uma zona de livre-comércio com mais de 720 milhões de consumidores. Juntas, as economias envolvidas somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), o que coloca o pacto entre os mais relevantes da economia global.

O objetivo do tratado é facilitar o comércio entre os dois blocos, reduzindo tarifas e barreiras alfandegárias, promovendo maior integração econômica e estimulando investimentos bilaterais.

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Próximos passos antes da entrada em vigor

Com a aprovação provisória, a expectativa é que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, formalize a assinatura do acordo junto aos países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — nos próximos dias.

Contudo, o tratado ainda não entrará imediatamente em vigor. Antes disso, será necessária a ratificação pelo Parlamento Europeu, o que deve ocorrer nas próximas semanas. Além disso, cada país integrante do Mercosul também precisará confirmar sua adesão formal para que o pacto seja plenamente implementado.

Perspectivas para o Mercosul e o Brasil

Para o Mercosul, e especialmente para o Brasil, o acordo representa uma oportunidade estratégica de ampliar o acesso a mercados europeus, impulsionar exportações de produtos agropecuários e industriais, e fortalecer laços comerciais com uma das regiões mais ricas do mundo.

Por outro lado, o pacto também exigirá maior comprometimento com normas ambientais e padrões de sustentabilidade, pontos que têm gerado debates intensos tanto na Europa quanto na América do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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