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ABIEC celebra redução de tarifas dos EUA sobre carne bovina brasileira e vê avanço nas relações comerciais

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) classificou como “muito positiva” a decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira. Segundo a entidade, a medida representa um avanço significativo nas relações comerciais entre os dois países e demonstra confiança no diálogo técnico construído ao longo dos últimos anos.

A ABIEC destaca que a redução tarifária reconhece a importância da carne bovina produzida no Brasil, conhecida pela qualidade, regularidade e contribuição para a segurança alimentar global. Além disso, a medida traz previsibilidade ao setor exportador, fator essencial para o bom funcionamento do comércio internacional e para o planejamento das empresas brasileiras.

EUA mantêm papel estratégico nas exportações de carne bovina do Brasil

Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne bovina brasileira, com participação expressiva no volume e no valor das exportações do país. A decisão norte-americana, segundo a associação, fortalece essa parceria comercial e cria condições para uma retomada mais estável e equilibrada das vendas nos próximos meses.

Com a redução das tarifas, as indústrias exportadoras esperam ganhos de competitividade, principalmente em cortes de maior valor agregado, ampliando a presença do produto brasileiro no mercado americano — um dos mais exigentes e valiosos do mundo.

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Setor reforça compromisso com qualidade e sustentabilidade

A ABIEC reafirmou que o setor continuará trabalhando em cooperação com as autoridades brasileiras e americanas, tanto na área sanitária quanto nas questões comerciais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de exportação e consolidar o Brasil como um parceiro confiável e competitivo no cenário global.

A entidade também reforçou o compromisso das indústrias associadas com práticas sustentáveis, rastreabilidade e segurança alimentar, pilares que sustentam a reputação da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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