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A pedido do Ministério Público do Paraná, Justiça determina a interdição de imóveis construídos em loteamento clandestino no balneário Junara, em Matinhos

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A Vara da Fazenda Pública de Matinhos, no Litoral do estado, determinou liminarmente a interdição de imóveis construídos em um loteamento irregular localizado em área de preservação no Balneário Junara. A decisão atende pedido feito em ação civil pública pelo Ministério Público do Paraná, a partir do Núcleo do Litoral do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), que identificou a ocorrência de supressão de floresta nativa de Mata Atlântica na localidade e a construção de edificações sem as autorizações necessárias dos órgãos ambientais. São réus na ação o Município de Matinhos e os proprietários dos imóveis.

De acordo com a decisão liminar, deverão ser suspensas imediatamente toda e qualquer atividade de corte ou supressão de vegetação do bioma Mata Atlântica no local, assim como a movimentação de solo, obras de melhoria ou de infraestrutura. Além disso, o Cartório de Registro de Imóveis local deverá bloquear o registro de matrícula de imóveis da localidade, para evitar possíveis transações de compra e venda. Os possuidores e proprietários das edificações situadas no loteamento clandestino também deverão apresentar em Juízo todos os contratos já celebrados e não mais poderão comercializar os lotes situados na área.

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Ao Município de Matinhos, foi determinado que seja feito o cadastramento e o estudo social das famílias atualmente ocupantes dos imóveis construídos no loteamento clandestino para possível inclusão delas em programa social da Prefeitura. Outra providência é a fixação e manutenção, no prazo de cinco dias, de placa visível que informe sobre a interdição do imóvel e a proibição de construção de novas edificações.

Ao pleitear a condenação dos requeridos, o MPPR apontou os graves danos e riscos ambientais e de saúde pública decorrentes da ocupação irregular, “seja por meio da desorientada promoção de desmatamento e corte de vegetação das áreas invadidas, seja pela alteração das características geológicas decorrentes da movimentação, como pelo significativo volume diário de esgoto sanitário produzido pela invasão clandestina que acabará por penetrar no lençol freático”.

Processo número: 0004187-70.2023.8.16.0116

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná lança campanha #MundoSemBullying para escolas da rede pública estadual

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O Ministério Público do Paraná lança a segunda edição da campanha #MundoSemBullying, que visa promover, entre os dias 3 e 13 de novembro, ações de conscientização contra o bullying e o cyberbullying em escolas da rede pública estadual. 

O objetivo da ação, voltada a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, é incentivar o respeito e a empatia, orientar sobre canais de proteção e abordar a responsabilização pelas práticas. Promotores(as) e Procuradores(as) de Justiça irão realizar palestras nas unidades de ensino.

Alcance – Coordenada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente e da Educação (CAOPCAE) do MPPR, a campanha alcançou em sua primeira edição, em 2025, 37.178 alunos de 277 escolas, em 184 municípios. A iniciativa contou com a participação de 136 Promotores(as) e Procuradores(as) de Justiça.

A Campanha #MundoSemBullying  é alusiva ao Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola, instituído pela Unesco na primeira quinta-feira de novembro, e, como novidade desta nova edição, contará com a parceria do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos.

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Considerando que a campanha será desenvolvida durante o Mês da Consciência Negra, a edição de 2026 também abordará, de forma transversal, o respeito à diversidade e o enfrentamento ao racismo, ao preconceito e à discriminação no ambiente escolar.

De acordo com a Promotora de Justiça Beatriz Spindler de Oliveira Leite, que atua no CAOPCAE, a iniciativa busca fortalecer a prevenção e a proteção dos estudantes: “Queremos que eles reconheçam o bullying, compreendam os danos que a prática provoca e saibam como buscar ajuda. A campanha também convida quem presencia essas situações a apoiar a vítima e procurar um adulto de confiança, fortalecendo o respeito às diferenças e o compromisso coletivo com uma escola acolhedora e segura”. 

Fonte: Ministério Público PR

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