Educação
Reality sobre merendeiras estreia sábado (20)
O cheiro da comida feita com cuidado, o respeito às tradições e o compromisso diário com o futuro das crianças brasileiras ganham espaço na televisão a partir deste sábado, 20 de dezembro. A data marca a estreia da quarta edição do reality show Escola de Saberes que acompanha a rotina de merendeiras e merendeiros da alimentação escolar. Entre os desafios estão receitas ancestrais, preparações saudáveis e pratos que incentivam o reaproveitamento de alimentos, sempre alinhados aos princípios da alimentação escolar.
O Escola de Sabores é resultado da parceria entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC); a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE); e o Centro de Excelência Contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (WFP Brasil). A iniciativa busca valorizar o trabalho de merendeiras, merendeiros, nutricionistas e gestores que atuam na execução da política de alimentação escolar brasileira, reconhecida internacionalmente como referência.
Nesta fase, o programa vai destacar o protagonismo de profissionais de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, evidenciando como a alimentação escolar vai além do prato servido — ela é parte essencial da educação, da saúde e da segurança alimentar de milhões de estudantes em todo o país.
Ana Paula Gonçalves, merendeira em Minaçu (GO) e integrante de comunidade quilombola da região, resume a importância do seu trabalho no dia a dia das escolas: “A boa merenda transforma a vida do estudante, porque alimentar a criança é alimentar o futuro do Brasil. Ser merendeira é fazer parte da base da educação, porque criança de barriga vazia não deixa a cabeça funcionar”.
Com exibição aos sábados, às 12h, na Band, e às 21h, no canal Sabor & Arte, o reality contará com oito episódios semanais, além de reexibição aos domingos, às 20h, no canal Terraviva. A cada episódio, os participantes enfrentam desafios culinários inspirados no cotidiano das escolas, nos territórios e nos ingredientes locais, revelando a diversidade cultural e alimentar do Brasil.
Para Francisco Jorge, nutricionista escolar no município de Jordão, no Acre, a alimentação nas escolas exige sensibilidade e compromisso com as realidades locais. “A alimentação escolar é fundamental no futuro do nosso país. No nosso município temos que respeitar os hábitos alimentares e as diversidades que encontramos na região, que tem particularidades próprias”.
Além de valorizar os saberes tradicionais dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, o programa reforça a importância da Cooperação Sul-Sul no fortalecimento das políticas públicas de alimentação escolar, promovendo a troca de experiências e boas práticas entre países que adotam o modelo brasileiro como referência.
Reality – O Escola de Sabores marca uma nova etapa de um projeto que já teve três temporadas anteriores em diferentes formatos, incluindo o reality Vida de Merendeira, exibido no ano passado pelo canal Sabor & Arte. Agora, com uma estrutura competitiva aprimorada e narrativa mais ampla, a produção reafirma a alimentação escolar como um dos pilares para o desenvolvimento educacional e social do país. Produzido pela Newco, do Grupo Bandeirantes, o programa foi gravado nos estúdios da Band, em São Paulo, e conta com convidados do universo gastronômico que se juntam ao júri na avaliação das provas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
Educação
CNCA completa três anos com 66% das crianças alfabetizadas
Nesta sexta-feira, 12 de junho, o Ministério da Educação (MEC) celebra três anos do compromisso de garantir que todas as crianças brasileiras fossem alfabetizadas ao final do 2° ano do ensino fundamental, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), em conjunto com estados, municípios e Distrito Federal (DF). Desde então, o Brasil ultrapassou a meta estabelecida para 2025, chegando a 66% das crianças alfabetizadas na idade certa. Além disso, 20 estados superaram ou atingiram os objetivos previstos para o período.
Ao longo desses três anos, 5.568 municípios brasileiros e as 27 unidades federativas passaram a atuar de forma articulada para fomentar a alfabetização, aprimorar a gestão educacional e promover ações capazes de garantir que nenhuma criança fique para trás.
Instituído pelo Decreto n° 11.556/2023, consolidado em política de estado pela Lei nº 15.247/2025, o compromisso reforça que a alfabetização é um direito básico e a sustentação para toda a trajetória educacional.
Para implementação dos eixos estruturantes do CNCA, o MEC investiu R$ 1,9 bilhão na implementação da política. Os recursos foram alocados para a mobilização de mais de 7,3 mil articuladores em todos os municípios brasileiros e para a formação de aproximadamente 643 mil professores da educação infantil, bem como de cerca de 200 mil professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Além disso, mais de 174 mil cantinhos de leitura foram implantados nas escolas, fortalecendo o acesso das crianças aos livros e às práticas de leitura desde os primeiros anos de vida.
O CNCA também ampliou o uso de avaliações formativas e instrumentos de acompanhamento pedagógico, apoiando professores e redes de ensino na identificação de desafios e no planejamento de ações para garantir a aprendizagem de todas as crianças. São avanços que refletem o compromisso político e técnico de milhares de profissionais da educação em todo o território nacional.
Os resultados representam oportunidades e esforço permanente para reduzir desigualdades e promover equidade, assegurando que crianças negras, indígenas, quilombolas e de todos os contextos sociais possam desenvolver plenamente suas potencialidades. Os avanços, ao longo desses três anos, também demonstram a importância do regime de colaboração, já que o sucesso da política é resultado da atuação conjunta dos entes federativos e, sobretudo, do compromisso diário dos professores em sala de aula.
Os avanços da alfabetização no Brasil demonstram a importância da construção coletiva no desenvolvimento de políticas públicas e evidenciam que, quando o país atua de forma articulada em torno de um objetivo comum, é possível transformar desafios em conquistas. Os resultados alcançados reforçam o compromisso de seguir avançando para garantir que cada criança, em qualquer lugar do país, tenha assegurado o direito à alfabetização na idade certa e a oportunidade de construir um futuro mais justo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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