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Mais um marco histórico: Estado publica edital para a engorda da praia de Guaratuba

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O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), publicou nesta sexta-feira (19) o edital para a contratação integrada da revitalização da orla de Guaratuba, no Litoral. O regime de licitação prevê os serviços de arquitetura e engenharia, com elaboração dos projetos básico e executivo, até a execução da obra. O prazo estimado é de 24 meses a partir da assinatura da ordem de serviço. O orçamento nesse formato de contratação é sigiloso, conforme determinação legal, mas será divulgado depois da abertura das propostas.

A intervenção em Guaratuba segue o modelo aplicado em Matinhos e inclui a modernização da Praia Central, Praia de Caieiras e Prainha, em um trecho de 4,7 quilômetros. 

De acordo com os estudos técnicos que embasaram o projeto, haverá obras de engorda da faixa de areia de até 100 metros, melhorias nos sistemas de drenagem para mitigar efeitos de alagamentos e a construção de novos guias de corrente, espigões e headlands. O montante estimado é 1,1 milhão de m³ de areia na execução do alargamento, retirada de duas jazidas do próprio oceano. O maquinário usado será similar ao da Orla de Matinhos.

Além disso, estão previstos a construção e recuperação de calçadas, pavimentos, ciclovias, pistas de caminhada, iluminação, paisagismo e acessibilidade. “No dia da emancipação política do Paraná anunciamos mais uma grande obra para o nosso Litoral. Essa modernização se soma ao projeto da Ponte de Guaratuba e das obras nas rodovias para transformar a cidade. Vamos levar mais qualidade de vida a quem mora no município e atrair cada vez mais turistas para gerar desenvolvimento”, disse.

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O projeto prevê, ao todo, nove estruturas marítimas voltadas para a mitigação e controle de processos erosivos ao longo da orla, para aumentar a capacidade de vazão de água da chuva para o mar e melhorar a balneabilidade das praias. São cinco guias de corrente (dois na Praia Central e três na Prainha), dois espigões em Caieiras e dois headland (Praia Central e Prainha), com a implantação de 15.563 tetrápodes.

Já as obras de drenagem têm como objetivo facilitar o escoamento das águas acumuladas na cidade em direção ao mar e mitigar inundações e alagamentos na área urbana. Essas intervenções também buscam solucionar problemas de lançamentos indevidos de águas contaminadas no mar, que causam odores e prejudicam a balneabilidade.

Haverá readequação das estruturas de macrodrenagem e microdrenagem. Serão, ao todo, 1.740 metros de obras macrodrenagem e 3.384 metros de dispositivos de microdrenagem.

O secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, disse que a nova obra terá um impacto econômico muito grande para a cidade. “É mais uma obra que projeta o futuro do Litoral, berço da nossa história e que tem uma importância muito significativa para o Paraná”, disse.

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“Depois da revitalização da Orla de Matinhos e do início do projeto em Pontal do Paraná agora estamos dando sequência com Guaratuba. É um projeto desenvolvido por muitos técnicos e que vai mudar para sempre a história da cidade”, disse o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

“Nós vamos ter uma outra cidade com a ponte e essa revitalização das orlas. Sucesso total. E ainda com a duplicação da estrada de Garuva, que vai ser assinada amanhã, o aeroporto que está sendo ampliado, enfim, uma série de obras que vão mudar a cidade”, disse o prefeito de Guaratuba, Mauricio Lense.

REVITALIZAÇÃO URBANA – A revitalização urbanística se dará em uma área total de aproximadamente 92.400 m² e prevê 174 vagas de estacionamento, 37.827,95 m² de implantação de restinga, plantio de 165 unidades de árvores ornamentais, plantio de 119 unidades de espécies arbustivas e o plantio de 2.630 m² de grama santo agostinho.

Estão previstos também a construção e recuperação de calçadas, pavimentos, ciclovias, pistas de caminhada, iluminação, tampas em madeira, mobiliário urbano, paisagismo e acessibilidade.

Confira imagens do projeto:

ORLA GUARATUBA

ORLA GUARATUBA

gua

Foto: IAT

Fonte: Governo PR

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Planejamento e integração marcam preparação do Paraná para temporada de incêndios

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O combate aos incêndios florestais começa muito antes do surgimento das primeiras ocorrências. A preparação das equipes, o monitoramento das condições climáticas, o alinhamento entre instituições e a definição de estratégias de resposta foram alguns dos temas debatidos durante o 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), realizado terça (2), em Curitiba.

Responsável pela coordenação operacional da Operação de Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, apresentou o planejamento da corporação para 2026, além de um panorama das ações realizadas nos últimos ciclos operacionais. Segundo ele, a atuação integrada entre os órgãos começa antes mesmo das ocorrências.

“Estamos em um momento de normalidade, em que trabalhamos a prevenção, a preparação e a integração, como estamos fazendo neste simpósio. Quando ocorre uma situação de anormalidade, em que os eventos extrapolam a capacidade de resposta rotineira, precisamos estar prontos para uma atuação integrada e coordenada”, afirmou. “Esse alinhamento prévio entre as instituições é fundamental para antecipar riscos, direcionar esforços preventivos e garantir uma resposta cada vez mais eficiente durante o período de maior incidência de incêndios florestais”, ressaltou.

PLANEJAMENTO – O coronel Emmanuel detalhou as fases da OPCIF 2026. A fase inicial da operação, voltada à instrução, prevenção e preparação, ocorre entre 24 de maio e 1º de julho. Já a fase de combate se estende de 15 de junho a 30 de outubro, período em que os recursos operacionais permanecem mobilizados para resposta escalonada conforme a demanda.

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Entre as ações programadas está uma capacitação voltada ao efetivo do CBMPR com especialistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), abordando o cenário climático esperado para os próximos meses e seus reflexos sobre o comportamento dos incêndios florestais.

No simpósio, o Simepar também apresentou prognósticos que apontam para uma alta probabilidade de confirmação do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o cenário se confirme, a expectativa é de índices de chuva acima da média para a região Sul do Brasil, o que pode contribuir para uma redução das ocorrências, situação semelhante à observada em 2025, quando houve uma redução de mais de 45% nos incêndios florestais registrados em comparação com a OPCIF 2024.

INTEGRAÇÃO OPERACIONAL – O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais, federais e entidades parceiras que atuam na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Além de apresentar suas ações para 2026, as instituições compartilharam experiências e iniciativas que poderão ser incorporadas ao planejamento operacional da corporação.

Entre os destaques estiveram os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) relacionados ao manejo integrado do fogo. As apresentações abordaram técnicas como a construção de aceiros e a realização de queimas prescritas para reduzir a carga de material combustível disponível, contribuindo para prevenir incêndios de grande intensidade em áreas naturais.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou a atuação de suas brigadas especializadas em diferentes regiões do País, enquanto a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) destacou campanhas educativas voltadas à conscientização da população sobre os riscos dos incêndios em vegetação.

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Já a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil apresentou investimentos de R$ 51,7 milhões destinados ao fortalecimento da estrutura de resposta a incêndios florestais. Entre os recursos estão novos veículos 4×4, equipamentos de proteção individual, motobombas, tanques flexíveis para armazenamento de água, além de robôs de combate a incêndio e aeronaves que poderão ser empregados em ocorrências de grande porte.

TREINAMENTO CONJUNTO – Outro destaque da programação apresentada pelo CBMPR foi a realização de exercícios integrados com os Corpos de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A iniciativa segue diretrizes do grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e busca fortalecer a interoperabilidade entre as corporações da região Sul.

Um dos treinamentos ocorrerá em agosto, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e será voltado ao combate a incêndios florestais. A atividade envolverá uma queima previamente planejada e controlada, permitindo o treinamento das equipes e, ao mesmo tempo, a execução de ações de manejo do material combustível, contribuindo para a prevenção de incêndios de grandes proporções.

Segundo o coronel Emmanuel, a integração construída durante o simpósio é fundamental para que as instituições estejam preparadas para atuar de forma coordenada quando necessário. “A prevenção e a preparação acontecem agora. Quando o incidente ocorre, a integração já precisa estar consolidada para que a resposta seja rápida, eficiente e segura para todos os envolvidos”, concluiu.

Fonte: Governo PR

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