Paraná
UEPG abre concurso para contratação de 65 professores; inscrições começam em janeiro
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) publicou nesta quinta-feira (18) o edital de abertura de concurso público para docentes, não titulares, integrantes da carreira do Magistério Público do Estado do Paraná. São ofertadas 65 vagas, distribuídas em 56 áreas de conhecimento, e as inscrições vão de 14 de janeiro a 10 de fevereiro. É o primeiro concurso para professores efetivos em uma década – o último certame aconteceu em 2016.
“Este concurso docente é histórico”, diz o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto. “Não apenas por retomar a reposição dos professores aposentados, fortalecendo assim o quadro próprio, depois de uma década sem abertura de vagas para efetivos, mas principalmente por ser fruto de uma construção coletiva de critérios para alocar as vagas nos Departamentos. Demonstra a maneira participativa de fazer gestão que defendemos em todas as áreas”.
O reitor destaca ainda que a reposição periódica de vagas geradas por aposentadoria e exoneração será uma prática corriqueira a partir deste concurso para corrigir assimetrias e valorizar áreas estratégicas.
A pró-reitora de Gestão de Pessoas, Eliane Rauski, diz que houve um esforço significativo da comunidade universitária para a preparação deste concurso, que incluiu a atualização do regulamento e a definição de critérios para alocação das vagas – que foram amplamente discutidos e construídos de forma coletiva com os Departamentos dos diferentes Setores de Conhecimento.
“Como inovação, adotou-se como primeiro critério a busca pela equidade interna, estabelecendo a proporção de 80% de docentes efetivos e 20% de docentes em regime Cres, o que se mostrou uma diretriz mais justa e equilibrada. Essa concepção permite que os Departamentos planejem estratégias mais efetivas de verticalização do ensino, uma vez que a defasagem anteriormente existente nesse critério limitava a criação e o fortalecimento de programas de mestrado e doutorado”, explica.
“Embora ainda haja pontos específicos a serem ajustados, o novo modelo já possibilitou uma distribuição mais adequada das vagas entre os cursos, representando um avanço importante para o desenvolvimento acadêmico e institucional da UEPG”, acrescenta.
Além disso, o processo contemplou a destinação de novas vagas para Departamentos de ensino responsáveis pela abertura de novos cursos de graduação: Arquitetura e Urbanismo, Nutrição e Psicologia.
CONCURSO – O concurso será realizado em etapas eliminatórias e classificatórias. A fase eliminatória inclui prova escrita com leitura pública e questões objetivas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, prova didática com arguição e, quando aplicável, prova prática. Já a etapa classificatória consiste na avaliação de títulos e do plano de trabalho. Para avançar entre as fases, o candidato deve obter nota mínima de 7,0 em cada etapa.
As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no período definido no cronograma do edital. A taxa de inscrição é de R$ 480, com possibilidade de isenção para candidatos que se enquadrem nos critérios previstos em lei, como inscritos no CadÚnico, doadores de sangue, medula óssea ou leite humano, além de eleitores convocados pela Justiça Eleitoral.
O edital prevê a reserva de vagas, com 10% destinadas a candidatos negros (pretos e pardos) e 5% a pessoas com deficiência, conforme a legislação vigente. Do total ofertado, sete vagas são reservadas para candidatos negros e três para pessoas com deficiência, seguindo critérios específicos de destinação entre as áreas de conhecimento. Como novidade neste certame, será realizado um sorteio, no dia 13 de janeiro, para definir a alocação das vagas destinadas às cotas entre as áreas de conhecimento que ofertam apenas uma vaga.
Todo o processo seletivo será conduzido pela Comissão Coordenadora do Concurso Público de Provas e Títulos para Docentes da UEPG (CCCPPD), que é composta por representantes de todos os setores de conhecimento, dos servidores, dos Conselhos e da Fundação de Apoio.
O professor Silas Moro, que preside a Comissão, assinala que é um momento importante para a UEPG. “É um momento de abertura para ingresso de novos profissionais, professores que vão contribuir e agregar para o trabalho desenvolvido na instituição, seja em nível de ensino, de pesquisa, de graduação ou pós-graduação”, aponta.
“Quando eu digo carreira, na realidade, é uma vida dedicada à instituição. A grande maioria, nós sabemos, fica durante longos e longos anos na instituição, fazendo parte da nossa família. Então, é um importante momento, é um anseio grande da comunidade. Desde 2016, nós não tínhamos concurso e com este edital pretendemos preencher todas aquelas vagas pendentes e dar estrutura para os trabalhos desenvolvidos pelos cursos da instituição e todas as outras atividades ligadas a eles”, diz.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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