Connect with us


Economia

Programa do MDIC para renovação de máquinas já estimulou investimentos privados de R$ 4,7 bi

Publicado em

Lançado em 2024 pelo MDIC, o programa de Depreciação Acelerada para renovação do parque industrial brasileiro já estimulou investimentos privados de R$ 4,7 bilhões em compra de máquinas e equipamentos novos por 24 setores da indústria – do químico ao metalúrgico, passando por biocombustíveis, produtos alimentícios, papel e celulose, veículos, móveis, madeira, minerais, têxteis e farmacêuticos, entre outros.

As informações constam do Painel de Monitoramento do programa, publicado na página do MDIC e atualizado nesta quarta-feira (17/12). O volume de investimentos é 3 vezes superior ao total de benefícios concedidos até aqui, de R$ 1,6 bilhão.

“Isso demonstra não só o acerto e a efetividade do programa, como também reflete a retomada dos investimentos industriais a partir da Nova Indústria Brasil (NIB)”, afirma o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. “Máquinas novas e modernas dão mais produtividade e competitividade aos vários setores que aderiram ao programa, promovendo ainda eficiência energética e mais segurança aos trabalhadores”.

A boa política industrial se faz assim, com os recursos do estado estimulando investimentos em inovação. Esse, aliás, é um dos pilares da Nova Indústria Brasil”, afirmou o ministro. “No caso da depreciação acelerada, é um investimento que se traduz diretamente em inovação e sustentabilidade, já que máquinas novas têm maior eficiência energética; e também em mais segurança para os trabalhadores, além de ganhos de produtividade e competitividade”.

Leia mais:  Discurso do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin na Sessão Solene no Congresso Nacional - Acordo Mercosul - União Europeia

A depreciação acelerada é um mecanismo que funciona como antecipação de reconhecimento de despesa para as empresas. Toda vez que adquire um bem de capital para o seu ativo imobilizado, o empresário pode abater seu valor nas declarações futuras de IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) e de CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), decorrente da perda de valor do bem pelo desgaste de uso, ação da natureza e obsolescência.

Em condições normais, esse desconto é feito no prazo médio de 10 anos. Com o programa do governo, o abatimento pode ser feito em apenas duas etapas – 50% no primeiro ano, 50% no segundo.

Ao todo, o programa prevê R$ 3,4 bilhões desse tipo de crédito para as indústria, para ser abatido em duas vezes, o que pode levar a investimentos totais de cerca de R$ 10 bilhões em compras de máquinas e equipamentos novos.

“Não é renúncia fiscal, mas antecipação do benefício já previsto em lei, atrelada a novos investimentos, como fica claro com o Painel”, esclarece Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC) do MDIC. “Esse é um programa fundamental para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil, assim como as recentes linhas de crédito de R$ 12 bilhões lançadas pelo BNDES e pela Finep com o mesmo objetivo”, completa.

Leia mais:  Alckmin: decisão da Suprema Corte dos EUA é muito importante para aumentar parceria comercial

Transparência

A publicação do Painel de Monitoramento do programa, criado pela Lei 14.871/2024 e regulamentada pelo Decreto 12.175/2025, cumpre os princípios da transparência e da publicidade sobre resultados da política pública.

Entre os dados apresentados pelo Painel, estão:

  • Valor da renúncia fiscal utilizada, por atividade econômica (CNAE);
  • Número de requerimentos recebidos pela Receita Federal do Brasil (RFB) e seu status (deferido ou em análise), sem identificação da empresa requerente;
  • Quantidade de requerimentos deferidos por atividade econômica (CNAE), por município, unidade da federação (UF) e região;
  • Total de investimentos privados resultante dos benefícios.

De acordo com as regras da Lei e do Decreto, a aquisição de máquinas com direito ao benefício precisa ser feita até 31 de dezembro de 2025.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Comentários Facebook

Economia

MDIC e CGU debatem sobre transparência e gestão de ativos intelectuais no setor público

Published

on

A Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), realiza, no próximo 12 de maio, em Brasília (DF), evento voltado ao fortalecimento do registro e da mensuração de ativos de propriedade intelectual produzidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).

A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) e reforça a agenda do governo federal para ampliar a transparência, a governança e o uso estratégico das tecnologias desenvolvidas no setor público.

Para o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, organizar esses ativos é parte central da política de desenvolvimento. “O Brasil investe na geração de conhecimento e inovação. Precisamos garantir que esse ativo seja bem gerido, tenha transparência e gere resultado para a economia e para a sociedade”, afirmou.

Na prática, o debate trata de um tema central: como dar mais visibilidade às tecnologias criadas com recursos públicos e ampliar seu potencial de gerar inovação, parcerias e soluções concretas.

Transparência e melhor uso das tecnologias públicas

Leia mais:  Presidente Lula assina decreto que moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador

Grande parte das tecnologias desenvolvidas no Brasil nasce dentro de universidades, institutos de pesquisa e centros de inovação públicos, responsáveis por cerca de 30% das propriedades intelectuais geradas.

O desafio é garantir que essas tecnologias sejam bem registradas, acompanhadas e utilizadas de forma estratégica.

O evento vai discutir:

  • como qualificar o registro dessas tecnologias
  • como ampliar a transparência sobre seu uso
  • como orientar decisões sobre sua aplicação

Do conhecimento à aplicação

Um dos pontos centrais do encontro é diferenciar dois processos importantes:

  • valoração, quando a tecnologia recebe um preço para negociação com o setor privado
  • mensuração, quando ela é registrada como patrimônio da instituição que a desenvolveu

Essa distinção contribui para uma gestão mais organizada e segura, facilitando parcerias e ampliando as chances de que essas inovações cheguem ao mercado.

Pedro Ivo também destacou o impacto direto na competitividade. “Quando organizamos melhor esses ativos, aumentamos a capacidade de transformar conhecimento em inovação, atrair investimentos e gerar emprego de qualidade”, disse.

Fortalecimento da inovação e da governança

Leia mais:  Discurso do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin na Sessão Solene no Congresso Nacional - Acordo Mercosul - União Europeia

Voltado a gestores de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), contadores e auditores internos, o encontro reforça o papel dessas áreas na organização e no aproveitamento das tecnologias produzidas.

A iniciativa também contribui para o desenvolvimento de uma agenda ainda pouco explorada no Brasil: a construção de conhecimento técnico sobre como registrar e acompanhar o valor das inovações públicas.

Ao avançar nessa agenda, o governo federal fortalece a governança, amplia a confiança nas instituições e potencializa o impacto econômico e social das tecnologias desenvolvidas com recursos públicos.

Serviço:

Evento: Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) – Desafios de mensuração de PI por ICT pública
Data: 12 de maio
Local: Auditório Anadyr de Mendonça, Sede da CGU – Brasília (DF)
Horário: 9h às 12h20

Inscrições:
https://forms.cloud.microsoft/pages/responsepage.aspx?id=_tl4ZiEJfUGEEV8cGN77u8SDpTNGk6RDjAXknHxC7MRUQVYyQzVOTlVPQUQzSlVQNlRCTkJBUDVXVS4u&route=shorturl

Transmissão:
https://www.youtube.com/cguoficial

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262