Agro
Ibovespa inicia semana em alta com dados econômicos fracos e Braskem sob os holofotes; ações do agronegócio mantêm estabilidade
Mercado financeiro abre em alta com foco na economia brasileira
O Ibovespa, principal índice da B3 – Bolsa de Valores do Brasil, iniciou a segunda-feira (15) em alta, impulsionado por um cenário de atividade econômica mais fraca e pela perspectiva de cortes na taxa básica de juros (Selic).
Por volta das 10h40, o indicador avançava 0,7%, alcançando aproximadamente 162 mil pontos, refletindo o otimismo moderado dos investidores diante da expectativa de estímulos monetários para o próximo ano.
Atividade econômica desacelera, mas reforça expectativa por cortes na Selic
O Banco Central divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) — uma prévia do PIB — recuou 0,25% em outubro, na comparação com setembro, já considerando os ajustes sazonais.
Apesar da retração, o dado foi interpretado pelo mercado como um sinal positivo para o início de uma nova fase de afrouxamento monetário. Analistas avaliam que o Copom pode começar a reduzir os juros já no primeiro trimestre de 2026, o que tende a estimular os investimentos e o consumo.
Braskem se destaca após acordo de venda
Entre os destaques corporativos, a Braskem voltou a liderar as atenções do mercado após o anúncio de que a Novonor fechou um acordo para vender sua participação na petroquímica à IG4.
A operação reacende as discussões sobre o futuro da companhia e movimenta o setor de energia e petroquímica, que tem forte peso no índice.
Dólar em queda favorece ativos brasileiros
O dólar comercial recuava cerca de 0,4%, sendo cotado a R$ 5,39 no mesmo horário. O movimento reforça o cenário favorável para o mercado de ações, uma vez que a desvalorização da moeda norte-americana estimula o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil.
Bolsas globais operam de forma mista
No exterior, os mercados operam de maneira mista nesta segunda-feira. Investidores aguardam novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente os dados de inflação e emprego, que podem influenciar a política monetária do Federal Reserve (Fed).
O desempenho internacional tende a impactar diretamente o apetite ao risco dos investidores e, consequentemente, o comportamento da bolsa brasileira.
Setor do agronegócio mantém ritmo estável na B3
Entre as empresas ligadas ao agronegócio, o desempenho segue estável nesta abertura de semana. Companhias como BrasilAgro (AGRO3) e outras do setor agrícola mantêm volumes de negociação consistentes, com atenção redobrada ao impacto do clima e da logística nas próximas safras.
O agronegócio continua sendo um dos pilares de sustentação da economia brasileira, e o mercado financeiro segue atento às oportunidades no setor, especialmente diante da valorização das commodities agrícolas.
Panorama técnico e perspectivas
O Ibovespa oscilava entre 160,7 mil e 162,1 mil pontos, mantendo a tendência positiva observada nas últimas semanas. Analistas avaliam que o índice pode fechar o ano com desempenho sólido, impulsionado pela melhora do ambiente macroeconômico e pelas expectativas de retomada do crescimento em 2026.
Próximos pontos no radar dos investidores
O mercado acompanha com atenção:
- As decisões do Copom sobre a taxa Selic;
- Os indicadores econômicos dos EUA, que podem influenciar os juros globais;
- As novas movimentações corporativas, como fusões e aquisições;
- E o desempenho de setores-chave, como commodities, financeiro e agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra
O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.
Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.
Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.
A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.
Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.
As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.
Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.
Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.
O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.
Fonte: Pensar Agro
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