Agro
Governo Federal divulga subvenção de até R$ 167 milhões para equalização de preços do arroz e do trigo
O Governo Federal publicou as Portarias Interministeriais MAPA/MF/MPO/MDA nº 31 e nº 32, que definem os parâmetros para a concessão de subvenção econômica, na forma de equalização de preços, para o arroz em casca da safra 2024/2025 e para o trigo em grãos da safra 2025/2026. As medidas visam garantir renda aos produtores, estimular o escoamento da produção nacional e contribuir para o equilíbrio do mercado agrícola.
A subvenção será operacionalizada por meio do pagamento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), ofertados em leilões públicos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no âmbito da Política de Garantia dos Preços Mínimos (PGPM).
Para o arroz em casca, o montante de recursos destinado à política é de até R$ 100 milhões. Os Preços Mínimos vigentes foram fixados em R$ 63,64 por saca de 50 kg para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em R$ 80,00 por saca de 60 kg para o estado do Paraná e para as demais Unidades da Federação das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste.
No caso do trigo em grãos, o volume total de recursos previsto é de até R$ 67 milhões. O benefício está condicionado ao escoamento do produto, in natura ou processado, para fora da Unidade da Federação de produção. A subvenção será concedida apenas ao trigo produzido no Brasil, quando o preço de mercado estiver abaixo do Preço Mínimo vigente para a safra, conforme definido na Portaria MAPA nº 780, de 2025.
Poderão participar dos leilões do Pepro os produtores rurais e as cooperativas de produtores rurais. Já nos leilões do PEP, poderão participar, no caso do trigo, as indústrias moageiras e os comerciantes de cereais, e, no caso do arroz, as indústrias e os comerciantes de cereais.
O que é Pepro e PEP?
Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor rural ou sua cooperativa que arrematar o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab. Esse prêmio visa complementar o valor recebido pela venda de um produto para que ele atinja o valor do Preço Mínimo.
Já o PEP, o comprador, que pode ser uma usina de beneficiamento ou um comerciante de borracha, arremata o prêmio equalizador em leilão eletrônico realizado pela Conab e deve pagar o preço mínimo ao produtor rural.
A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é uma importante ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional.
Informação à imprensa
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Agro
Tecnificação da reprodução bovina impulsiona produtividade e competitividade da carne brasileira no mercado global
A pecuária brasileira vem intensificando o uso de tecnologias voltadas à reprodução animal como estratégia para aumentar produtividade, melhorar a padronização dos rebanhos e atender às crescentes exigências dos mercados internacionais de carne bovina. O movimento ocorre em um cenário de maior rigor em critérios sanitários, ambientais e de rastreabilidade, especialmente por parte de grandes importadores globais.
O Brasil, um dos principais exportadores mundiais de carne bovina, deve manter sua liderança no comércio internacional em 2026, com embarques estimados em cerca de 4,27 milhões de toneladas equivalente carcaça (tec), segundo projeções do USDA. Apesar da posição de destaque, o setor enfrenta pressão crescente por maior eficiência produtiva e previsibilidade na cadeia pecuária.
Reprodução bovina se consolida como pilar estratégico da pecuária moderna
De acordo com o médico-veterinário Bruno Freitas, o avanço das tecnologias reprodutivas tem impacto direto sobre os indicadores zootécnicos e sobre a qualidade dos animais destinados ao abate.
“A reprodução animal exerce papel fundamental dentro da pecuária de cria moderna. Quando conseguimos aumentar a eficiência reprodutiva do rebanho, também avançamos em aspectos ligados à uniformidade dos lotes, ganho de desempenho, melhor aproveitamento genético e maior previsibilidade produtiva, fatores que impactam diretamente a qualidade da carne”, afirma o especialista.
Segundo ele, a evolução do manejo reprodutivo permite que a pecuária brasileira avance não apenas em volume de produção, mas também em qualidade e consistência do produto final, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados compradores.
IATF lidera avanço tecnológico e já representa mais de 90% das inseminações no país
Entre as principais ferramentas adotadas nas propriedades brasileiras está a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), que se tornou um dos pilares da reprodução bovina moderna.
Dados da ASBIA indicam que a técnica já responde por mais de 90% das inseminações realizadas no Brasil, refletindo a rápida expansão da biotecnologia reprodutiva no campo.
Além da IATF, ganham espaço protocolos sanitários mais estruturados, programas de suplementação estratégica e ferramentas de gestão reprodutiva. Essas tecnologias permitem maior controle das estações de monta, melhor organização dos partos e aumento das taxas de prenhez, resultando em rebanhos mais produtivos e uniformes.
Pecuária orientada por dados avança em eficiência e sustentabilidade
A adoção de tecnologias reprodutivas também está associada à transformação da gestão pecuária, que passa a ser cada vez mais orientada por dados, planejamento e controle técnico.
Segundo Bruno Freitas, a reprodução deixou de ser uma etapa isolada do sistema produtivo e passou a integrar uma estratégia mais ampla dentro das fazendas.
“Hoje, a pecuária brasileira trabalha cada vez mais orientada por dados, planejamento e gestão técnica. A reprodução deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a integrar uma estratégia produtiva mais ampla, alinhada às demandas de sustentabilidade, rentabilidade e qualidade exigidas pelos mercados consumidores”, destaca.
Indústria veterinária amplia investimentos em inovação e biotecnologia
O avanço da reprodução bovina também tem sido impulsionado pelo setor de saúde animal, que vem ampliando investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A Ourofino Saúde Animal, por exemplo, investe entre 7% e 8% da receita líquida anual em inovação, com foco em soluções voltadas à produtividade e saúde do rebanho.
O portfólio da empresa inclui tecnologias aplicadas à reprodução, como protocolos de IATF e transferência de embrião em tempo fixo (TETF), além de suplementação mineral e soluções de suporte ao desempenho produtivo.
Entre os destaques está o Sincromais, tecnologia voltada ao manejo reprodutivo que atua no metabolismo dos animais e contribui para o aumento da fertilidade em rebanhos de reprodução.
Eficiência reprodutiva será determinante para competitividade da carne brasileira
Para especialistas do setor, o fortalecimento da reprodução bovina deve seguir como prioridade estratégica da pecuária nacional nos próximos anos, especialmente diante da crescente exigência dos mercados internacionais por carne de maior qualidade e rastreabilidade.
Nesse contexto, a capacidade de aumentar produtividade sem ampliar área, reduzir ciclos produtivos e elevar a previsibilidade da produção será decisiva para manter a competitividade da carne brasileira no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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