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Soja vive semana de contrastes: demanda interna aquece no Brasil, enquanto incertezas na China pressionam Chicago

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Mercado interno ganha ritmo com alta na demanda e preços firmes

O mercado da soja no Brasil registrou um aumento nas negociações no segmento spot na última semana, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O movimento foi impulsionado pela maior demanda para completar cargas nos portos brasileiros e pela nova estimativa da Conab, que reduziu a projeção dos estoques de passagem em relação ao relatório anterior.

Esse contexto reforçou a valorização dos prêmios de exportação e sustentou os preços internos. De acordo com a Conab, os embarques da safra 2024/25 — que se encerra neste mês — devem atingir recorde histórico de 106,97 milhões de toneladas, alta de 0,3% sobre o relatório anterior. Dados da Secex indicam que 98,88% desse volume já foi embarcado até 5 de dezembro.

Regiões produtoras mostram estabilidade e cautela nas vendas

No Rio Grande do Sul, o cenário segue incerto, com preços variando entre R$ 132 e R$ 136 por saca no interior e R$ 142 no porto, segundo a TF Agroeconômica. A resistência de produtores locais em vender reflete a busca por melhores condições de mercado diante do clima ainda instável.

Em Santa Catarina, o foco dos produtores é o armazenamento estratégico, como forma de defesa diante dos riscos climáticos e da lentidão no embarque nos portos. Em São Francisco do Sul, a saca de soja é negociada a R$ 142,52, com leve queda de 0,08%.

No Paraná, a volatilidade logística influencia diretamente os preços. Em Paranaguá, a soja é cotada a R$ 141,82 por saca, enquanto no interior, os valores variam de R$ 130 a R$ 133, dependendo da praça. O armazenamento também tem sido adotado como estratégia de proteção.

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O Mato Grosso do Sul apresenta estabilidade nos preços, com cotações ao redor de R$ 128,20 por saca em Dourados, Campo Grande e Maracaju. Já em Chapadão do Sul, o preço ficou em R$ 123,56.

No Mato Grosso, principal estado produtor, a soja mantém leve valorização, com médias entre R$ 119,85 e R$ 122,70 por saca em municípios como Sorriso, Rondonópolis e Primavera do Leste.

Chicago opera de lado, com traders à espera de novos fundamentos

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos da soja iniciaram a semana operando em campo misto e com estabilidade. Por volta das 7h35 (horário de Brasília) desta segunda-feira (15), o contrato de janeiro registrava alta de 1,50 ponto, cotado a US$ 10,78 por bushel, enquanto o vencimento de maio caía 0,25 ponto, a US$ 10,96.

Segundo analistas, os traders aguardam novos fatores de impulso, e até que isso ocorra, os preços devem seguir laterais. A melhora das condições climáticas no Brasil reduziu os riscos para a safra, o que trouxe leve pressão às cotações. Além disso, a demanda chinesa ainda incerta mantém o mercado contido.

Os futuros de farelo e óleo de soja também registraram leves altas no início da sessão, acompanhando o comportamento cauteloso do complexo da oleaginosa.

Pressão externa: incertezas na China e oferta global derrubam cotações

Apesar do leve fôlego observado no início da semana, o mercado internacional encerrou os últimos dias sob pressão, refletindo o baixo ritmo de compras da China e o avanço da oferta global.

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Na última sessão, o contrato de soja com vencimento em janeiro recuou 1,53%, encerrando a US$ 10,76 por bushel, enquanto o março caiu 1,45%, a US$ 10,86. No acumulado semanal, a soja perdeu 2,58% — cerca de 28,50 cents por bushel.

O farelo teve leve alta de 0,13%, enquanto o óleo de soja registrou queda de 1,48%, cotado a US$ 50,07 por libra-peso.

A pressão sobre os preços está ligada à perda de fôlego após a trégua tarifária entre EUA e China, com o mercado atento à promessa de compra de até 12 milhões de toneladas do grão por parte dos chineses. Até o momento, os números oficiais apontam para 3,37 milhões de toneladas já adquiridas, enquanto projeções indicam que 50% a 60% da meta já teria sido atingida.

Além disso, o avanço da colheita recorde no Brasil e a redução dos impostos de exportação na Argentina aumentam a percepção de oferta no mercado internacional, ampliando a pressão baixista sobre as cotações em Chicago.

Panorama geral: mercado dividido entre força doméstica e incerteza global

Enquanto o mercado interno brasileiro mantém preços firmes e boas perspectivas de exportação, o mercado internacional enfrenta um cenário de volatilidade.

A combinação de produção robusta na América do Sul, dúvidas sobre a demanda chinesa e fatores macroeconômicos globais deve continuar definindo o rumo das cotações da soja nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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