Brasil
MMA retoma Comitê Nacional de Zonas Úmidas em reunião extraordinária
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, nos dias 10 e 11 de dezembro, a 3ª Reunião Extraordinária do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU), atividade que marcou a retomada oficial do colegiado e a posse de seus novos integrantes. O encontro foi realizado no edifício-sede do ministério, em formato híbrido, com representantes de órgãos federais, estaduais, municipais, academia, setor produtivo, sociedade civil, povos e comunidades tradicionais de sítios Ramsar do Brasil.
A retomada do CNZU ocorre após sua instituição pela Portaria GM/MMA nº 1.413, de 4 de junho de 2025, que redefiniu a estrutura, as competências e a composição do comitê, reforçando seu papel estratégico na conservação e no uso sustentável das zonas úmidas brasileiras, ecossistemas localizados entre ambientes terrestres e aquáticos, sejam eles continentais, costeiros, naturais, artificiais permanentes ou não.
Para a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Rita Mesquita, “as zonas úmidas sustentam a vida, regulam o clima e garantem segurança hídrica. Revitalizar o CNZU é reafirmar que sua proteção é estratégica para o futuro do país”, afirmou.
Segundo o “Inventário das Áreas Úmidas Brasileiras: distribuição, ecologia, manejo, ameaças e lacunas de conhecimento”, publicado em 2024, cerca de 20% do território brasileiro é coberto por áreas úmidas. O país reúne aproximadamente 12% da água doce do mundo. Somente o rio Amazonas é responsável por descarregar em torno de 20% de toda a água doce do planeta no oceano.
O Brasil também abriga as maiores zonas úmidas do mundo. Elas estão, principalmente, nas planícies amazônicas, no grande Pantanal do alto rio Paraguai e nos maiores manguezais contínuos do mundo na foz do rio Amazonas, que, juntamente com os rios Negro e Juruá, foram reconhecidos como os maiores Sítios Ramsar no mundo.
No total, o Brasil possui 27 desses sítios de zonas úmidas designados pela Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, conhecida como Convenção de Ramsar.
Entre as atribuições do CNZU, estão subsidiar a implementação da Convenção de Ramsar, acompanhar a Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Zonas Úmidas, indicar áreas prioritárias para conservação e recuperação, e promover a integração entre políticas de biodiversidade, recursos hídricos, clima e recuperação da vegetação nativa em áreas úmidas.
Durante a reunião, foi realizada a posse dos novos membros, designados pela Portaria de Pessoal GM/MMA nº 1.095, de 3 de dezembro de 2025, que atualizou a representação do Comitê em suas diversas categorias, incluindo órgãos governamentais, setor produtivo, meio acadêmico, organizações não governamentais ambientalistas e os representantes dos sítios Ramsar.
“A nova composição do CNZU amplia vozes e conhecimentos. Essa diversidade é fundamental para construir soluções mais justas, representativas e eficazes para as áreas úmidas.”, ressaltou a coordenadora-geral do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade da SBIO/MMA, Nadinni de Matos Sousa.
Agenda da reunião
A pauta incluiu a apresentação da nova estrutura e das competências do CNZU, bem como o alinhamento das ações em andamento no MMA relacionadas às áreas úmidas, que envolvem a SBio, a Secretaria Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SQA) e a Secretaria Nacional de Mudança do Clima (SMC).
O colegiado também recebeu informes sobre a participação brasileira na 15ª Conferência das Partes da Convenção de Ramsar, discutiu propostas para a Campanha do Dia Mundial das Áreas Úmidas 2026, e avaliou interfaces com a COP15 da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).
Outro destaque da reunião foi o debate da minuta do Regimento Interno do CNZU, que organizará o funcionamento do colegiado, bem como a definição do calendário de reuniões ordinárias para 2026.: 14 e 15 de abril; 11 e 12 de junho; e 15 e 16 de setembro de 2026.
Foi também lançado um material de divulgação da importância do colegiado por parte da organização Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan ).
Composição ampla e participação social
Presidido pela Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, o Comitê reúne representantes de 23 segmentos distintos previstos na portaria de criação, o que garante diversidade institucional, científica e territorial, além da participação de povos e comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil. A nova composição reforça o compromisso do Brasil com a gestão integrada das zonas úmidas, ecossistemas fundamentais para a regulação climática, segurança hídrica, manutenção da biodiversidade e promoção de modos de vida sustentáveis.
Informações completas sobre o CNZU, suas competências, documentos e composição estão disponíveis aqui.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Em Goiás, Lula e Padilha inauguram Hospital Universitário de Catalão e visitam unidade referência em cirurgias robóticas em Rio Verde
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Leonardo Barchini, estiveram em Goiás, nesta terça-feira (2), para a inauguração do Hospital Universitário de Catalão (HUUFCAT). A unidade, que antes funcionava como hospital regional, passa a integrar a rede federal de hospitais universitários, com foco em assistência, ensino, pesquisa e extensão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A agenda no estado também incluiu visitação ao Hospital Municipal Universitário de Rio Verde (HMU), unidade 100% SUS, que realizou, em janeiro deste ano, a primeira cirurgia robótica da região Centro-Oeste.
“Não tem nenhum país no mundo que tem um sistema público tão completo como o nosso. Toda mulher e todo homem, independente do berço em que nasceu, da religião, da cor, do time de futebol, quando tiver doente, vai ter o mesmo tratamento do presidente da república. O que nós queremos é tratar o povo com respeito, e a educação e a saúde são duas áreas que nós não abrimos mão neste país”, ressaltou o presidente Lula.
Para garantir o funcionamento do novo modelo, o Ministério da Saúde recompôs o teto de Média e Alta Complexidade (MAC) da gestão estadual, com investimento anual de R$ 61,2 milhões destinado à abertura, estruturação e pleno funcionamento do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão. Além disso, a pasta destinou R$ 27 milhões para a aquisição de equipamentos médico-hospitalares, contemplando a estruturação da Central de Material e Esterilização (CME), a compra de tomógrafo e aparelho de raio-X, além de camas hospitalares elétricas e aparelhos para o centro cirúrgico e as Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
“Aquilo que era apenas um prédio se transforma, hoje, em atendimento, internações e cuidado à saúde. Esse hospital passa a funcionar porque o Governo do Brasil assume a gestão, garante a contratação de profissionais, os insumos e os recursos necessários para os atendimentos. A partir das próximas semanas, a unidade começa a receber pacientes e ampliar, de forma gradual, a assistência à população do interior de Goiás”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Vinculado à Universidade Federal de Catalão, o HU-UFCAT aumenta a oferta de serviços de saúde na região Centro-Sudeste de Goiás, com atendimento nas áreas clínica, cirúrgica e materno-infantil. O prédio, originalmente projetado para funcionar como hospital regional, foi adaptado para se tornar um hospital universitário, com a implantação consolidada entre 2024 e 2026. O local está já está equipado, e terá os serviços implantados gradualmente em quatro fases. A estrutura contará com:
• 166 leitos de internação, incluindo 30 leitos de UTI adulto e 25 leitos de cuidados intensivos neonatais;
• 40 leitos de observação e recuperação pós-anestésica.
• 22 consultórios ambulatoriais;
• seis salas cirúrgicas;
• três salas de endoscopia;
• duas salas obstétricas;
• parque de diagnóstico por imagem com ressonância magnética, tomógrafo, raio-X, mamógrafo e ultrassom;
• serviços de cardiologia, incluindo eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e teste ergométrico.
Alta tecnologia no Hospital Municipal Universitário de Rio Verde
O presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Goiás, também visitaram o Hospital Municipal Universitário (HMU) de Rio Verde, unidade 100% SUS que realizou a primeira cirurgia robótica da região Centro-Oeste, em janeiro deste ano. A tecnologia permite maior precisão dos movimentos cirúrgicos por meio de braços articulados e visão tridimensional em alta definição, contribuindo para procedimentos menos invasivos, recuperação mais rápida dos pacientes e redução do tempo de internação.
O Hospital Municipal Universitário de Rio Verde é referência em inovação tecnológica e assistência especializada. Atualmente, atende 700 mil habitantes de 28 municípios, sendo o maior hospital da região. Integrado à Universidade de Rio Verde (UniRV), o local reúne assistência, ensino, pesquisa clínica e inovação tecnológica em saúde, com programas de residência médica e multiprofissional. A estrutura conta com oito salas cirúrgicas modernas, sistema robótico Da Vinci X, hemodinâmica integrada, tomografia computadorizada, ressonância magnética e outros serviços de alta complexidade.
Em 2026, o Ministério da Saúde destinou um incremento de R$ 24 milhões anual no Teto MAC direcionado ao HMU. O reforço no financiamento integra uma trajetória de ampliação dos investimentos federais na saúde de Rio Verde. Entre 2022 e 2026, os repasses do Teto MAC para o município cresceram 248%, passando de R$ 38,2 milhões para R$ 133,2 milhões por ano. O aumento fortalece a rede de saúde local, amplia a capacidade de atendimento e garante maior acesso da população a serviços especializados sem necessidade de deslocamentos para outros centros.
Regulamentação da profissão de sanitaristas
Ainda em Rio Verde, o ministro da Saúde entregou carteiras profissionais a sanitaristas. A profissão foi regulamentada no último dia 7 de abril e representa um avanço estratégico para o fortalecimento do SUS, ao ampliar e consolidar políticas públicas de saúde, como vigilância epidemiológica, planejamento em saúde e gestão de serviços.
Camila Marques
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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