Agro
Plantio de melancia avança no RS; áreas sem irrigação podem sofrer perdas
Cultivo de melancia se intensifica em novembro no Rio Grande do Sul
O plantio de melancia no Rio Grande do Sul registrou avanço significativo em novembro, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Na regional de Pelotas, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento da cultura, e produtores estudam ampliar a área cultivada devido aos bons preços da safra anterior. Em Capão do Leão, onde a comercialização ocorre diretamente ao consumidor, o plantio foi concluído, totalizando 15 hectares.
Desenvolvimento da cultura avança, mas seca preocupa
Na regional de Soledade, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo, pegamento e formação dos frutos. O boletim destaca que, apesar do progresso predominante na cultura, a sequência de dias secos gera preocupação entre os produtores.
Em Rio Pardo, a falta de chuvas tem efeitos mistos: favorece a qualidade dos frutos e o crescimento das plantas, mas o solo começa a apresentar sinais de ressecamento, o que pode ocasionar perdas caso não haja precipitações nos próximos dias. Além disso, o clima seco contribui para a incidência de doenças.
Colheita inicia de forma gradual e deve se intensificar
A colheita da melancia começou em pequenas áreas plantadas mais cedo e deve ganhar ritmo entre o final de novembro e a primeira quinzena de dezembro.
Segundo a Emater/RS-Ascar, as regiões de Rio Pardo, Câmara Geral e Encruzilhada do Sul concentram a produção comercial mais expressiva, com uma área plantada estimada em 1.800 hectares.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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