Agro
Plantio do milho verão ultrapassa 70% no Brasil, com destaque para o avanço em Minas Gerais e Sul do país
Plantio do milho avança no país, mas ritmo varia por região
O plantio do milho da primeira safra (milho verão) segue avançando em ritmo constante nas principais regiões produtoras do Brasil. De acordo com o boletim de acompanhamento de lavouras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o último sábado (5), 71,3% das áreas previstas para o ciclo 2025/26 já haviam sido semeadas.
O percentual representa um avanço em relação aos 65,9% registrados na semana anterior, embora ainda esteja ligeiramente abaixo dos 72,2% observados no mesmo período do ano passado. Em contrapartida, o ritmo atual supera a média dos últimos cinco anos (69,1%), indicando boa evolução das atividades em campo.
Paraná conclui plantio; Minas Gerais e Nordeste aceleram semeadura
Entre os estados monitorados, o Paraná lidera o andamento das lavouras com 100% da área já plantada, seguido por Santa Catarina (98,9%), São Paulo (90%), Rio Grande do Sul (87%), Minas Gerais (85,2%), Bahia (71%) e Goiás (70%). Já nos estados do Maranhão e Piauí, o processo ainda está no início, com apenas 4% das áreas semeadas.
De acordo com a Conab, o retorno das chuvas em Minas Gerais foi determinante para acelerar o ritmo da semeadura, enquanto na Bahia, Maranhão e Piauí os trabalhos seguem avançando, ainda que sob condições climáticas irregulares.
Clima favorece o Sul, mas falta de chuva afeta o Rio Grande do Sul
O clima também tem influenciado o andamento do plantio nas regiões Sul e Sudeste. A falta de chuvas no Rio Grande do Sul interrompeu temporariamente as atividades de semeadura, mas, por outro lado, favoreceu os tratos culturais no Paraná, onde as lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo.
Em Santa Catarina, o plantio está praticamente concluído e as lavouras se desenvolvem de forma satisfatória, com condições climáticas estáveis e boa expectativa de produtividade.
Situação das lavouras no campo
De acordo com o levantamento da Conab, 9,7% das áreas estão na fase de emergência, 60,5% em desenvolvimento vegetativo, 19,1% em floração, 10,2% em enchimento de grãos e 0,5% já atingiram a maturação.
Esses números refletem a diversidade climática e o avanço desigual das lavouras entre as regiões produtoras, influenciadas principalmente pelo comportamento das chuvas nas últimas semanas.
Perspectiva
A Conab destaca que o avanço das chuvas nas próximas semanas será essencial para definir o ritmo final da semeadura e o desempenho do milho verão 2025/26. Estados do Centro-Oeste e do Sudeste ainda têm potencial de ampliação do plantio, enquanto o Sul deve monitorar de perto a disponibilidade hídrica para garantir boas condições de desenvolvimento das lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja recua na Bolsa de Chicago e no mercado físico com pressão do petróleo, geopolítica e logística no Brasil
O mercado da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (7), tanto na Bolsa de Chicago quanto no mercado físico brasileiro, em um movimento influenciado principalmente pelo recuo do petróleo, pelas incertezas geopolíticas e pelas condições da safra norte-americana. O cenário reforça a volatilidade das commodities agrícolas diante de fatores externos e internos que seguem pressionando as cotações.
Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja operaram em queda no início da manhã, com perdas entre 1,50 e 3 pontos. O contrato de julho voltou a perder o patamar de US$ 12,00 por bushel, sendo negociado a US$ 11,93. O vencimento de setembro ficou em US$ 11,66. O farelo e o óleo de soja também registraram recuos, ainda que mais moderados do que na sessão anterior, sem quedas superiores a 0,3%.
Geopolítica entre EUA e Irã aumenta volatilidade nos mercados
O principal fator de pressão segue sendo o ambiente externo, com destaque para as expectativas em torno de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha com atenção as negociações que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, o que impactaria diretamente o fluxo global de petróleo e, consequentemente, as commodities.
O avanço das discussões provocou forte reação nos mercados na véspera, com queda generalizada em grãos e energia. No entanto, analistas reforçam que o cenário ainda é instável e sujeito a reversões rápidas, mantendo a volatilidade como principal característica do mercado neste momento.
Além disso, o bom andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, aliado às condições climáticas favoráveis, contribui para limitar movimentos de alta na soja, ampliando a pressão baixista.
Outro ponto de atenção dos traders é o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim nos próximos dias, que pode trazer novos direcionamentos para o comércio global de commodities.
Soja também cai no Brasil com clima adverso e gargalos logísticos
No mercado brasileiro, a pressão internacional se soma a fatores internos, como problemas climáticos, gargalos logísticos e custos elevados de transporte.
Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja encerraram a sessão anterior em queda na CBOT, com o vencimento de maio recuando 1,40%, para US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, para US$ 11,9475. O farelo de soja também recuou 0,97%, enquanto o óleo caiu 2,46%, refletindo o impacto direto da retração do petróleo.
Clima e logística pressionam preços no mercado físico brasileiro
No Rio Grande do Sul, a colheita da soja já atingiu 79% da área, mas segue marcada por forte preocupação com a estiagem, que pode causar perdas de até 50,4% em algumas regiões. A falta de diesel também tem prejudicado a operação de colheitadeiras e elevado os custos produtivos.
As cotações no estado refletiram esse cenário: em Nonoai, a soja caiu 1,75%, para R$ 112,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande o preço ficou em R$ 129,00, recuo de 0,77%.
Em Santa Catarina, o mercado apresentou maior estabilidade, sustentado pela demanda da cadeia de proteína animal. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 112,00 e em Rio do Sul a R$ 118,00. No porto de São Francisco, o preço ficou em R$ 130,00.
No Paraná, houve recuo de 1,79% em Jacarezinho e Londrina, com a saca a R$ 110,00, enquanto o aumento do custo do frete para Paranaguá, pressionado pelo diesel, adiciona tensão ao mercado.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou queda de 4,50%, para R$ 106,00, refletindo disputa logística com o milho. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída em 100%, com destaque para o aumento no frete entre Sorriso e Miritituba, que recuou 2,97%, para R$ 306,67 por tonelada.
Mercado segue volátil e atento ao cenário global
O conjunto de fatores reforça um ambiente de elevada volatilidade para a soja, com o mercado ainda altamente dependente de decisões geopolíticas, movimentos do petróleo, clima nos Estados Unidos e gargalos logísticos no Brasil.
A expectativa dos analistas é de que o comportamento dos preços siga sensível a novas notícias envolvendo o Oriente Médio e ao desenrolar da safra norte-americana nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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