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Educação

Comissão para educação quilombola avalia avanços da Pneerq

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O Ministério da Educação (MEC) promoveu a 6ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional para a Educação Escolar Quilombola (Coneeq) entre 2 e 3 de dezembro. No primeiro dia, a programação foi marcada por debates sobre educação escolar quilombola em interface com a educação antirracista, com a apresentação do balanço das ações de 2025 da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) na condução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq)

Na ocasião, foi apresentado o “Caderno Primeiras Infâncias Antirracistas para Quilombolas”, produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com apoio do MEC. O material faz parte da Estratégia Primeira Infância Antirracista, desenvolvida pelo Unicef em colaboração com o Governo do Brasil, que objetiva sensibilizar profissionais da educação, assistência social e saúde sobre os impactos do racismo no desenvolvimento infantil. 

“Produzir e disseminar materiais como esse é uma das diretrizes da Pneerq para contribuir com a superação das desigualdades étnico-raciais na educação e para proporcionar o reconhecimento de saberes e práticas das comunidades quilombolas, como forma de valorizá-los local e nacionalmente, e promover autoestima individual e coletiva”, afirmou a diretora de Políticas de Políticas de Educação Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola do MEC, Clélia Mara. 

Na sequência, a Comissão promoveu diálogo sobre o papel das defensorias públicas no monitoramento e na implementação da Pneerq, por meio das ações das ouvidorias externas e da participação social. A apresentação foi realizada pelo ouvidor da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e coordenador do Centro de Formação em Educação Quilombola da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rodrigo Medeiros.No período da tarde, a embaixadora da política, Joana Maria Santos, apresentou a exposição “Educação quilombola como estratégia contracolonial”, destacando os ensinamentos de Antonio Nego Bispo e práticas educativas vivenciadas na Roça de Quilombo, no município de São João do Piauí. Joana pontuou que o processo pedagógico na educação escolar quilombola deve evidenciar como o aprendizado se fortalece quando está conectado ao território, à natureza, aos saberes tradicionais e às necessidades da comunidade. 

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Joana Maria Santos também citou a realização no Piauí do 1º Curso de Aperfeiçoamento em Educação Escolar Quilombola e da abertura do Centro de Formação em Educação Quilombola Nego Bispo, em execução pelo Instituto Federal do Piauí, enquanto dois espaços estratégicos para avançar na pauta da Pneerq. Encerrando sua apresentação, a embaixadora ressaltou a força da ancestralidade na construção do presente: “O que fizemos aqui, assim como o que fizeram aqueles que nos antecederam, não se repete, nós continuamos a luta pela educação quilombola.” 

No segundo dia do encontro, o subsecretário da Secadi, Cleber Vieira, explicou as mudanças previstas para a composição e o funcionamento da Coneeq para os anos de 2026 e 2027, reafirmando o compromisso do MEC em tornar as comissões mais eficientes. Cleber também apresentou a consulta pública sobre a regulamentação da Lei 14.914/2024, que institui a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), e sua relação com o Programa Bolsa Permanência (PBP) do MEC, com destaque para a necessidade de assegurar o pagamento a estudantes quilombolas em todos os cursos em que estejam matriculados. 

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No encerramento dos trabalhos, a comissão realizou o planejamento das ações para 2026, com destaque para o lançamento do Programa Nacional de Educação Escolar Quilombola, como parte da Pneerq. 

Coneeq – Vinculada à Secadi, a Comissão Nacional para a Educação Escolar Quilombola atua na formulação e no fortalecimento de políticas públicas voltadas para essa modalidade de ensino. O colegiado reúne representantes do MEC e de movimentos sociais, universidades, institutos federais e outras instituições, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias como a formação de professores e a ampliação do atendimento em áreas essenciais, com foco na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola do Conselho Nacional de Educação (Resolução n°08/2012) e demais ações voltadas à garantia do direito à educação das comunidades quilombolas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC comemora 24 anos da Lei de Libras

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O Ministério da Educação (MEC) celebra, nesta sexta-feira, 24 de abril, os 24 anos da Lei de Libras (Lei nº 10.436/2002), que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda brasileira. 

Para reforçar seu papel na inclusão dessa população nos sistemas educacionais, o MEC participou da sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem aos 24 anos da Lei de Libras. A pasta foi representada pela diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos, Patrícia Rezende-Curione. Ela destacou que a norma é uma conquista histórica do povo surdo e um avanço fundamental na garantia dos direitos linguísticos no Brasil – mais do que comunicação, trata-se de assegurar aos surdos acesso à educação, à cultura, à informação e à participação social em sua própria língua. 

“A Libras não é apenas um instrumento de comunicação, mas expressão de identidade, cultura e cidadania. Reconhecê-la como política de Estado é garantir que os direitos linguísticos das comunidades surdas sejam efetivados em todas as esferas”, destacou. 

Ações – Desde 2023, o MEC reafirma seu compromisso com a consolidação da educação escolar bilíngue de surdos e o respeito aos direitos linguísticos, identitários e culturais de cada estudante. Para isso, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), tem promovido ações em prol dos mais de 60 mil estudantes surdos em todo o Brasil. 

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Dentre as iniciativas, destaca-se o programa Rede Nacional de Formação Continuada de Professores (Renafor), com investimentos de mais de R$ 5 milhões para o custeio e o pagamento de bolsas. A rede oferece cursos de formação continuada para a educação bilíngue de surdos, em parceria com instituições federais de ensino superior (IES). Em 2025, foram realizados 20 cursos de formação continuada com 4.925 vagas disponíveis, além de um curso de capacitação com 350 vagas e dois projetos de boas práticas, com campeonatos artísticos e literários, realizados em escolas que apresentam estudantes surdos. 

Entre os 19 objetivos do Novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036, está o de nº 10, dedicado à educação especial inclusiva e à educação bilíngue de surdos. São listadas, ao todo, quatro metas principais e 31 estratégias para assegurar o acesso, a permanência e a aprendizagem do público surdo nas instituições de ensino, garantindo o uso das Libras como sua primeira língua de instrução. 

A Educação Bilíngue de Surdos também integra o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Equidade, no eixo do Programa Diversidades. Em 2025, 133 escolas bilíngues e escolas com turmas e classes bilíngues de surdos foram beneficiadas, com repasse total de mais de R$ 321 mil. 

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Para fins de construção do primeiro Marco Referencial de Equidade na Educação, o Ministério da Educação está elaborando a Política de Educação Bilíngue de Surdos. Com esse intuito, mantém diálogo com instituições da sociedade civil e pesquisadores, por meio da Comissão Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (CNEBS), instituída pela portaria nº 993/2023. A comissão presta consultoria e assessoramento para subsidiar o MEC na elaboração, no acompanhamento e na avaliação da política. 

Em 2024, no âmbito da Cnebs, foi publicada a Resolução nº 13/2024, que instituiu o grupo de trabalho da política, com o objetivo de trazer contribuições específicas relacionadas à oferta, ao fortalecimento, ao monitoramento e à avaliação de políticas públicas para essa modalidade de ensino. 

Outra ação promovida pelo MEC foi a Jornada de Formação para Gestores da Educação Bilíngue de Surdos, realizada em outubro de 2025. O evento, voltado aos gestores das secretarias da educação e diretores de escolas com classes e turmas bilíngues ou escolas bilíngues de surdos, proporcionou um espaço de diálogo formativo sobre a Política de Educação Bilíngue de Surdos. A Jornada buscou conhecer de perto a realidade de seus atores, além de difundir as políticas públicas voltadas à educação bilíngue de surdos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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