Agro
Colheita de pêssegos avança no RS com variação de preços e preocupação com mosca-das-frutas
A colheita de pêssegos segue em ritmo acelerado em diversas regiões do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O avanço das lavouras tem ampliado a oferta de frutas e provocado oscilações nos preços, que variam conforme a localidade, o estágio das cultivares e a qualidade dos frutos.
Caxias do Sul registra preços mais acessíveis e alta oferta
Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater/RS-Ascar informou que a disponibilidade de frutas em mercados e fruteiras aumentou, resultando em preços mais competitivos.
Os produtores estão em plena safra de pêssegos e nectarinas, com a comercialização ocorrendo tanto dentro do estado quanto em mercados das regiões Sudeste e Nordeste.
Os valores variam entre R$ 3,50 e R$ 6,00 por quilo, conforme a variedade e o destino da fruta. A boa produtividade tem garantido um abastecimento estável, mas os técnicos alertam para a necessidade de atenção constante com o manejo fitossanitário.
Pelotas enfrenta pragas e preços abaixo do esperado
Na região de Pelotas, as cultivares precoces estão em fase final de colheita, com produção considerada satisfatória pelos técnicos. A variedade Citrino já encerrou a safra.
Apesar do bom volume, a Emater/RS-Ascar chama a atenção para a presença da mosca-das-frutas, que tem se multiplicado em áreas sem rescaldo de colheita, causando grande preocupação entre os produtores.
Os preços médios estão em R$ 2,10 por quilo para pêssegos tipo I e R$ 1,85 para tipo II, valores considerados abaixo do esperado. Além disso, o setor enfrenta falta de caixarias e atrasos na descarga das frutas pelas indústrias, fatores que dificultam o escoamento da produção.
Soledade lida com podridão-parda e avanço da mosca-das-frutas
Na região administrativa de Soledade, as variedades de ciclo intermediário estão em fase de colheita. A produção e a qualidade têm se mantido adequadas nas propriedades que realizam manejo técnico e preventivo.
No entanto, o tempo seco e as altas temperaturas favoreceram o surgimento de podridão-parda e o aumento da incidência da mosca-das-frutas. Técnicos da Emater reforçam que o manejo preventivo e complementar é essencial para preservar a qualidade dos frutos e evitar perdas no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de trigo segue em alta com oferta restrita no Brasil e maior dependência de importações
O mercado brasileiro de trigo manteve viés de alta ao longo da semana, sustentado por fundamentos como oferta doméstica restrita, dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade e aumento da dependência do mercado externo. O ritmo de negociações seguiu pontual, refletindo o desalinhamento entre compradores e vendedores e a postura cautelosa da indústria.
De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o cenário continua marcado pela escassez de produto, especialmente nos padrões mais elevados de qualidade. Esse fator tem sido determinante para manter os preços firmes, mesmo com baixa fluidez nas negociações.
Demanda ativa no Paraná eleva preços e amplia divergência entre compradores
No Paraná, a semana foi caracterizada por uma demanda mais aquecida, embora com comportamento heterogêneo entre os agentes do mercado. Moinhos com estoques mais confortáveis operaram com indicações de preços mais baixas, enquanto compradores que necessitam recompor estoques aceitaram pagar valores mais elevados.
Segundo Bento, esse diferencial de preços explica a baixa fluidez nas negociações. Ainda assim, há uma tendência de convergência gradual nas cotações, à medida que o mercado busca equilíbrio.
Rio Grande do Sul registra negociações pontuais e valorização por qualidade
No Rio Grande do Sul, o comportamento foi semelhante, com negociações pontuais e sustentação das cotações. O mercado segue ajustado, com vendedores mantendo posição firme e compradores atuando de forma seletiva.
A diferenciação por qualidade se intensificou no estado, ampliando o prêmio pago por lotes de melhor padrão, o que reforça o cenário de valorização para produtos com maior aptidão para panificação.
Oferta insuficiente amplia dependência de importações
A restrição de oferta também evidencia um descompasso relevante entre disponibilidade e demanda, especialmente no Paraná. O volume disponível no mercado interno é significativamente inferior à necessidade da indústria, o que reforça a dependência de importações.
Nesse contexto, a Argentina tende a ganhar protagonismo como principal fornecedora de trigo ao Brasil. No entanto, limitações relacionadas à qualidade do produto argentino podem restringir a oferta efetiva de trigo panificável.
Segundo o analista, a preocupação com o padrão do produto disponível para exportação ganha importância estratégica, pois influencia diretamente a formação de preços e a disponibilidade de suprimento no mercado interno.
Mercado internacional reage a tensões geopolíticas e clima nos EUA
No cenário externo, o mercado de trigo foi impactado por fatores geopolíticos e climáticos. A valorização na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da semana refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio e as preocupações com as condições climáticas nas Planícies dos Estados Unidos.
O risco de interrupções logísticas e o clima adverso nas áreas produtoras mantiveram o viés de alta nas cotações internacionais.
Câmbio limita repasse de alta ao mercado interno
Apesar do cenário altista, o câmbio atuou como fator de contenção no mercado doméstico. A valorização do real, com o dólar abaixo de R$ 5,00, reduziu o custo de importação do trigo e limitou repasses mais intensos aos preços internos.
De acordo com Bento, esse movimento ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante de fundamentos que indicam pressão de alta. A redução no custo de internalização do produto importado tem sido um elemento importante para conter avanços mais expressivos nas cotações no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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