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Mercado financeiro descarta corte da Selic em janeiro; expectativa é de redução a partir de fevereiro

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O mercado financeiro deixou de apostar, em sua maioria, em um corte da taxa básica de juros (Selic) em janeiro. É o que revela o Boletim Focus, divulgado nesta semana pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa feita com mais de 100 instituições financeiras nos últimos 30 dias.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, nível mais alto em quase duas décadas, definido pelo BC para conter a inflação. A expectativa predominante é de que a redução do juro comece somente em fevereiro, quando a taxa poderia ser ajustada para 14,5% ao ano.

Copom deve manter a Selic inalterada em reunião desta semana

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta semana para definir a taxa básica, mas o consenso no mercado é de que o juro será mantido. Apesar de algumas instituições ainda considerarem a possibilidade de corte, a maioria acredita que a redução só ocorrerá no próximo mês, refletindo um mercado dividido, mas cauteloso.

Como o Banco Central define a taxa de juros

O BC atua pelo sistema de metas de inflação. Quando as projeções estão dentro da meta, é possível reduzir os juros; se estão acima, o Copom tende a manter ou elevar a Selic. Desde o início de 2025, a meta central foi fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

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Em junho, a inflação ficou seis meses consecutivos acima da meta, levando o BC a divulgar uma carta pública explicando os motivos e reforçando a estratégia de política monetária.

Projeções indicam inflação acima da meta nos próximos anos

Ao definir a Selic, o Banco Central analisa projeções futuras de inflação, não apenas os números recentes, pois os efeitos da mudança na taxa demoram de seis a 18 meses para se refletir plenamente na economia. Atualmente, o BC já considera o cenário para o segundo trimestre de 2027.

Segundo o Boletim Focus, a inflação oficial projetada para os próximos anos é:

  • 2025: 4,40%
  • 2026: 4,16%
  • 2027: 3,8%
  • 2028: 3,5%

Esses números permanecem acima da meta central de 3%, reforçando a expectativa de cautela do BC na redução da Selic.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto

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A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.  

Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total. 

Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). 

Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). 

No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%). 

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CÁLCULO 

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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