Paraná
Carreta Saúde da Mulher chega à última parada do trajeto e atenderá Morretes e região
A Carreta Saúde da Mulher, projeto da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), chega à sua 13ª e última parada em Morretes, no Litoral do Paraná, entre os dias 8 e 12 de dezembro. A etapa final do programa, que percorreu todas as regiões do Estado, tem como meta realizar mais de 1,5 mil atendimentos, entre consultas e exames, beneficiando mulheres de cinco municípios da região.
A unidade móvel estará na Praça Rocha Pombo, no Centro, próximo à Prefeitura de Morretes. As consultas e exames também atenderão moradoras de Guaraqueçaba, Matinhos, Pontal do Paraná e Antonina. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado em descentralizar o acesso à saúde, levando diagnósticos de alta qualidade para mais perto das cidadãs paranaenses, especialmente aquelas que vivem em regiões mais distantes dos grandes centros.
A unidade móvel é equipada para oferecer uma gama de exames preventivos e diagnósticos importantes para a saúde feminina, como mamografia bilateral para rastreamento (mulheres de 40 a 74 anos) e diagnóstica, coleta de material do colo do útero para exame citopatológico (Papanicolau, de 25 a 64 anos), e ultrassonografias transvaginal, de mamas e de tireoide, além de orientações de promoção de saúde e autocuidado.
Com o objetivo de oferecer agilidade no diagnóstico, os resultados dos exames de ultrassom são entregues na hora. Os demais exames possuem prazos definidos, sendo a mamografia liberada em até 5 dias e a citopatologia em 15 dias. Para participar, as mulheres interessadas devem realizar o agendamento no sistema do município de residência, sendo necessário apresentar a guia de encaminhamento e o pedido médico para a efetivação do atendimento.
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RESULTADOS – A parada em Morretes encerra um roteiro de sucesso que já contabilizou mais de 15 mil atendimentos de mulheres de 74 municípios desde seu lançamento em setembro, cumprindo o objetivo de percorrer todas as regiões do Paraná.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça que a ação é fundamental para alcançar quem mais precisa e enfatiza que a Carreta Saúde da Mulher é a materialização do cuidado e do olhar do Estado para as mulheres, levando o diagnóstico precoce para as diversas regiões do Paraná.
“A ação da Sesa tem como objetivo atender as mulheres que, por um motivo ou outro, não têm tempo ou não conseguem chegar às unidades de saúde, garantindo que a prevenção e o diagnóstico precoce sejam acessíveis a todas”, explica.
PARANÁ ROSA – Neste ano, além dos atendimentos da Carreta Saúde da Mulher, as ações da campanha Paraná Rosa também contaram com a distribuição de 150 mil exemplares da Cartilha Saúde da Mulher nas 22 Regionais de Saúde do Paraná, com foco em prevenção autocuidado e direitos; a projeção do filme “Câncer com ascendente em virgem” seguido de bate-papo com especialistas, que foi visto por mais de 7,7 mil mulheres; e a 1ª Corrida da Vigilância em Saúde em Curitiba, um evento gratuito com 5 mil vagas, programado para o dia 14 de dezembro.
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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