Brasil
MTE e UEMS certificam 381 imigrantes em cursos de Língua Portuguesa no Mato Grosso do Sul
Imigrantes de nove nacionalidades receberam, nesta semana, os certificados de conclusão da segunda turma dos cursos básico e intermediário de Língua Portuguesa, oferecidos pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do programa UEMS Acolhe, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MS). Ao todo, 381 alunos finalizaram a formação no estado, sendo 24 deles no pólo “Espaço do Saber”, localizado na sede da SRTE-MS.
Os participantes representam diferentes realidades e origens — Argélia, Bolívia, Cuba, Egito, Haiti, Indonésia, Timor-Leste, Paraguai e Venezuela — e compõem um grupo que encontrou no curso gratuito uma oportunidade de ampliar o domínio do idioma português e fortalecer o processo de integração no Brasil. A formação contou com carga horária de 60 horas, distribuídas ao longo de 15 semanas, e ofertou duas modalidades: o nível básico, para iniciantes, e o intermediário, destinado a alunos já familiarizados com o idioma.
Formação que fortalece trajetórias
O certificado emitido é oficial e também pode ser utilizado para fins de naturalização brasileira, etapa importante para muitos dos participantes. Entre eles está a venezuelana Genesis Betancourt, 39 anos, que vive no Brasil há nove anos com a família. “Eu já montei meu negócio, consegui trazer todos os meus familiares. Não faz mais sentido voltar para a Venezuela. No meu país, não conseguimos conquistar nada”, relatou ela, emocionada ao receber o documento que representa a construção de uma vida definitiva no país.
Esta foi a segunda turma formada no “Espaço do Saber”, inaugurado neste ano como ambiente permanente de aprendizagem da SRTE-MS. A primeira certificação ocorreu em julho. Para o superintendente regional do Trabalho em MS, Alexandre Cantero, o espaço simboliza mais do que um local de ensino. “O Espaço do Saber foi criado a muitas mãos, com o objetivo de ser um ambiente permanente de qualificação e dignidade para quem busca oportunidades no mercado de trabalho. A parceria com a UEMS dá vida a essa missão”, destacou.
Além da unidade da Superintendência, o curso também foi ofertado em polos distribuídos em bairros de Campo Grande e nos municípios de Dourados, Cassilândia, Nova Andradina, Naviraí, Sidrolândia e Corumbá. Cerca de 237 colaboradores voluntários envolvidos na iniciativa também receberam a certificação.
Acolhimento, qualificação e trabalho
Lançado em fevereiro de 2025, o Espaço do Saber é uma ação estratégica do MTE, por meio da SRTE-MS, voltada ao fortalecimento de políticas públicas de qualificação. O objetivo é oferecer cursos de português e formações profissionalizantes tanto para imigrantes quanto para brasileiros, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa responde a um cenário urgente: Mato Grosso do Sul é uma das principais portas de entrada de migrantes no país, muitos deles sem domínio do idioma e sem qualificação formal para acessar o mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, o estado convive com um déficit de mão de obra qualificada: somente no último ano, 24.280 vagas de emprego ficaram abertas nos setores da indústria, comércio e serviços, segundo a Funtrab.
Para o superintendente Alexandre Cantero, o projeto reforça o papel do MTE na promoção do trabalho decente. “Essa ação está totalmente alinhada à agenda do trabalho decente do Estado brasileiro. O projeto contribui para a formação de cidadãos, reduz vulnerabilidades sociais e apoia diretamente o setor produtivo”, avaliou.
Brasil
Ministério da Saúde institui Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente para fortalecer o cuidado em todo o SUS
O Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 11.527, de 9 de junho de 2026, que institui a Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente (PNQSP). A iniciativa estabelece diretrizes para promover um cuidado seguro, de qualidade, equitativo e centrado nas pessoas em todos os serviços que integram o Sistema Único de Saúde (SUS).
A nova política representa um marco para a saúde pública brasileira ao consolidar uma visão ampliada da qualidade do cuidado e da segurança do paciente, com foco em qualificar toda a jornada do usuário na Rede de Atenção à Saúde, desde o primeiro atendimento até o acompanhamento contínuo do tratamento.
Para o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHUD), Fernando Figueira, a política consolida uma mudança importante na forma de pensar e organizar o cuidado em saúde.
“A qualidade e a segurança do paciente não são responsabilidades de um único profissional ou serviço. Elas precisam estar presentes em toda a trajetória assistencial. Esta política fortalece uma cultura de cuidado baseada no respeito às pessoas, na prevenção de riscos e na busca permanente por melhores resultados em saúde. É um avanço importante para que cada cidadão se sinta acolhido, protegido e seguro ao utilizar o SUS”, destaca Fernando Figueira.
A implementação da PNQSP ocorrerá de forma progressiva e pactuada entre União, estados e municípios, respeitando as diferentes realidades dos territórios brasileiros. O objetivo é consolidar uma cultura permanente de melhoria da qualidade, capaz de gerar resultados mais seguros, eficientes e humanizados para toda a população.
Cuidado seguro em toda a rede
A PNQSP reconhece que a segurança do paciente deve estar presente em todos os serviços de saúde, desde a Atenção Primária à Saúde até os hospitais de alta complexidade, passando pelos ambulatórios especializados, serviços de urgência e emergência, atenção domiciliar, atenção materno-infantil e demais pontos da Rede de Atenção à Saúde.
Isso significa promover práticas que contribuam para um cuidado mais seguro, como a identificação correta dos pacientes, a prevenção de infecções relacionadas à assistência, a segurança no uso de medicamentos, a redução de riscos em procedimentos e cirurgias e a melhoria da comunicação entre profissionais de saúde.
Também garante que as informações acompanhem o paciente ao longo do tratamento e que as transições entre os diferentes serviços ocorram de forma coordenada, contribuindo para o acesso oportuno e melhores resultados em saúde.
Além disso, prevê o fortalecimento dos Núcleos de Segurança do Paciente, estruturas responsáveis por promover ações de prevenção, monitoramento e melhoria contínua da qualidade nos serviços de saúde. Além disso, estabelece estratégias para qualificação permanente dos profissionais, incentivo à inovação, uso de tecnologias digitais e monitoramento de indicadores capazes de orientar decisões e aprimorar o cuidado.
Para a coordenadora-geral de Atenção Hospitalar, Luisa Frazão, a política reforça um compromisso permanente com o fortalecimento do Cuidado Centrado na Pessoa.
“A Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente amplia a compreensão de que qualidade e segurança não são atributos de um serviço isolado, mas de toda a Rede de Atenção à Saúde. Nosso desafio é garantir que cada pessoa receba um cuidado seguro, coordenado e resolutivo, independentemente do local onde acessa o SUS. Para isso, fortalecemos a participação dos pacientes, a gestão de riscos, o uso de evidências e a integração entre os serviços de saúde”, destaca Luisa Frazão.
Qualidade e acesso lado a lado
A instituição da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente dialoga diretamente com os esforços do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população aos serviços especializados por meio do Programa Agora Tem Especialistas.
O programa tem promovido a ampliação da oferta de consultas, exames, cirurgias e tratamentos especializados em todo o país, reduzindo o tempo de espera e fortalecendo a capacidade de atendimento do SUS. Nesse cenário, a nova política surge como uma ferramenta estratégica para assegurar que a expansão do acesso aconteça acompanhada de qualidade, segurança e coordenação do cuidado.
Patricia Coelho
Comunicação Institucional SAES
Fonte: Ministério da Saúde
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