Economia
Alckmin: Brasil voltou ter políticas públicas que dão resultado
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fez um balanço das ações do governo federal em várias áreas ao participar nesta quinta-feira (4/12), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, em Brasília (DF).
Alckmin lembrou que o país avançou ao retomar políticas públicas essenciais para setores coo educação, saúde, segurança, habitação e indústria, entre outros, com foco na inclusão, sustentabilidade e inovação.
Leia aqui a íntegra do discurso.
“Para onde a gente olhar, nós vamos verificar que o nosso país avançou. Saímos do negacionismo para um governo que segue a ciência e protege a vida. O Brasil voltou a ter políticas públicas que dão resultado”, afirmou.
O vice-presidente ressaltou o protagonismo do Brasil na transição energética e os avanços da política industrial, incluindo a reabertura de fábricas que haviam fechado em governos anteriores. “A indústria voltou a investir, abrir plantas e gerar empregos”, disse o vice-presidente”.
Ele ressaltou os esforços do país na transição energética, citando o potencial brasileiro nessa área. “Enquanto no mundo inteiro a luta é para chegar em 2050 com 40% de energia renovável, nós temos, na matriz energética brasileira, 53%”.
Alckmin também comentou sobre os avanços no comércio exterior, com aumento das exportações mesmo com o tarifaço imposto pelos EUA. Nessa questão, ele lembrou ainda o avanço nas negociações e a eliminação gradual de tarifas.
“O presidente Lula, na sua conversa com o presidente Trump e na defesa intransigente do interesse do nosso país, foi avançando. Na primeira rodada, tirou celulose. Depois tirou ferroníquel, foi indo para zero ou 10%. Depois, tirou madeira serrada e macia. Depois tirou tipos de armário. E, na última, foi o maior avanço: café, carne, frutas e outros produtos”, celebrou.
Ao encerrar sua participação, Alckmin falou sobre a importância do Conselho e da liderança do presidente Lula.
“Agradeço ao presidente Lula, que salvou a democracia brasileira com sua liderança, com seu trabalho, que se fez ouvir, ser respeitado e deu ainda mais grandeza ao nosso país”, concluiu.
A plenária
O evento debateu políticas estratégicas e diretrizes de governo formuladas em diálogo com a sociedade civil. Os temas foram:
• Anteprojeto da Lei Geral de Direito Internacional Privado
• Estratégia de Compras Públicas Sustentáveis
• Balanço da COP30
• Guia das Duplicatas Escriturais
Em seu discurso, o presidente Lula afirmou que poucos acreditavam que o país chegaria ao terceiro ano de governo em uma situação tão sólida quanto a atual.
“Quando fizemos a 1ª reunião deste conselho, ninguém acreditava que nós pudéssemos chegar ao mês de dezembro de 2025 numa situação confortável como essa que estamos”, declarou.
Na reunião, foi apresentado ao presidente o Anteprojeto da Lei Geral de Direito Internacional Privado, concebido para modernizar e unificar normas até então dispersas e garantir maior segurança jurídica em casos transnacionais, com atenção especial a consumidores e grupos vulneráveis.
Também foi apresentada ao presidente a Estratégia de Compras Públicas Sustentáveis, que reuniu o novo decreto do tema, o Plano de Ação 2026 e a consulta pública do plano quinquenal, reafirmando o papel das aquisições governamentais como instrumento de desenvolvimento ao integrar valor público, inclusão social e estímulo à indústria nacional.
O encontro apresentou ainda o Guia das Duplicatas Escriturais, voltado à redução do custo do crédito por meio de maior transparência e segurança no uso de recebíveis como garantia, além de fomentar a competição entre financiadores.
A pauta contemplou o balanço das atividades do Conselho na COP30, incluindo o lançamento de produtos voltados à ciência amazônica, à Agenda Positiva do Agro e ao Portfólio de Investimentos Sustentáveis, plataforma que mapeou mais de 2.780 projetos associados à transformação ecológica em setores estratégicos da economia.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
MDIC lança iniciativa para acelerar tecnologias voltadas à resiliência climática
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, em Porto Alegre (RS), uma iniciativa para conectar empresas, instituições científicas e tecnológicas, universidades, startups e governos com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e a adoção de soluções inovadoras voltadas ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.
O projeto foi apresentado na última terça-feira (18/06) e é financiado pelo programa Euroclima e implementado pelo MDIC, com apoio da Fundação para a Internacionalização das Administrações Públicas (FIAP). A iniciativa prevê a realização de rodadas de negócios, conexões entre ofertantes e demandantes de tecnologias e a articulação de parcerias entre atores nacionais e europeus, com foco em soluções aplicadas à infraestrutura resiliente rural e urbana.
Durante a abertura do evento, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, destacou a importância da inovação e da cooperação para ampliar a capacidade de resposta do país aos desafios climáticos.
“A resiliência climática é também uma agenda de competitividade. Precisamos fortalecer os mecanismos que conectam conhecimento, tecnologia e investimento para transformar desafios em oportunidades de desenvolvimento sustentável e inovação para o país”, explicou.
Embora tenha alcance nacional, a iniciativa foi concebida a partir das lições aprendidas com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando a necessidade de ampliar capacidades institucionais e tecnológicas voltadas à prevenção, mitigação e resposta a eventos climáticos extremos.
Na ocasião, também foi apresentado o edital “Conexões em Infraestrutura Rural e Urbana”, lançado pelo MDIC para identificar ofertantes e demandantes de soluções tecnológicas voltadas à resiliência climática. A chamada contempla áreas como monitoramento hidrometeorológico, sistemas de alerta precoce, drenagem urbana inteligente, soluções baseadas na natureza, energia resiliente, mobilidade para evacuação e gestão inteligente de resíduos. As inscrições estão abertas até 3 de julho.
Cooperação para a inovação climática
O projeto reúne parceiros nacionais e internacionais, entre eles a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa faz parte do programa Euroclima, voltado ao fortalecimento da cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe na agenda climática.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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