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Agro

Rio Grande do Sul autoriza operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil

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A C.B Bioenergia recebeu, nesta segunda-feira (24), a Licença de Operação emitida pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), autorizando o início das atividades da primeira usina de etanol de trigo do país, localizada em Santiago (RS).

De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, a liberação confirma que o empreendimento atendeu a todas as exigências ambientais para iniciar suas operações.

Produção sustentável e diversificada

Instalada em uma área de 150 mil metros quadrados, a unidade terá capacidade de produção superior a 1.300 m³ mensais de álcool hidratado e 1.140 m³ mensais de álcool neutro.

Além do biocombustível, a usina também fabricará 810 toneladas de DDGS e 2.160 toneladas de WDGS por mês — subprodutos aproveitados na formulação de rações animais, o que contribui para o aproveitamento integral da matéria-prima e reduz o desperdício no processo produtivo.

Processo de produção abrange múltiplos grãos

O processo produtivo autorizado pela licença engloba todas as etapas, desde a recepção e pesagem das matérias-primas — que incluem triticale, cevada, trigo, centeio e milho — até as fases de moagem, fermentação, destilação, retificação, condensação e armazenamento do álcool.

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Essa diversidade de insumos amplia a flexibilidade operacional da planta e reforça o potencial da região na produção de bioenergia renovável.

Valorização da agricultura e incentivo à bioenergia

Representantes da Sema e da Fepam destacaram que o novo empreendimento é um marco para o setor de biocombustíveis no Rio Grande do Sul, ampliando a produção sustentável e agregando valor à cadeia agrícola local.

Segundo comunicado da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, a utilização de derivados não alimentícios da agricultura e a diversificação das fontes de energia reforçam o compromisso do Estado com alternativas de menor impacto ambiental e com o fortalecimento do setor de bioenergia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

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Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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