Brasil
Ministra Luciana Santos participa de ato que marca a ampliação da capacidade de produção da Refinaria Abreu e Lima
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ato que marcou a expansão da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca, município pernambucano. A iniciativa amplia a capacidade de processamento de petróleo do País, reafirmando o compromisso do Governo do Brasil com o desenvolvimento e a busca pela autossuficiência na produção de combustíveis.
“Isso significa soberania nacional. Isso significa que o Brasil, para além de ter a capacidade de explorar o seu óleo, é capaz de refiná-lo. E, com isso, a gente diminui a importação e gera emprego e renda para o nosso povo e para a nossa gente”, enfatizou a ministra Luciana Santos.
Com o aumento da capacidade, a planta será capaz de atender 17% da demanda nacional de diesel. “Daqui vai sair diesel S10. Setenta porcento desses 260 mil barris por dia aqui serão diesel S10, com quase nenhuma emissão de enxofre”, detalhou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. O parque fabril ainda vai produzir gasolina, GLP e nafta.
A RNEST é considerada a refinaria mais moderna da Petrobras, que vai investir cerca de R$ 12 bilhões para a conclusão do Trem 2 e outras atividades de manutenção do Trem 1, o que deve adicionar 130 mil barris por dia de capacidade de processamento da planta. A estimativa é de que a refinaria alcance, ao fim do projeto, em 2029, 260 mil barris diários.
“A RNEST faz parte dessa trajetória de investimentos, o que se traduz em maior segurança energética e menor dependência da importação de combustíveis. Dessa maneira, ela vai ajudar o Brasil a se tornar superavitária na produção de gás, do GLP, nos próximos 10 anos”, ressaltou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A construção do Trem 2 deve gerar cerca de 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo do empreendimento, sendo que cerca de 5,7 mil trabalhadores já estão em atividade na obra. A concepção da instalação segue diretrizes internacionais e incorpora tecnologias de menor impacto ambiental, com alto nível de confiabilidade, qualidade dos produtos, baixo custo de manutenção, baixo consumo energético, uso otimizado de água e máxima segurança operacional.
Na solenidade, o presidente Lula reafirmou o compromisso de recuperação da soberania energética do Brasil e a valorização da Petrobras como patrimônio nacional. “A gente vai fazer a Petrobras continuar servindo ao Brasil. Fazer isso aqui é apenas a demonstração de que este País é soberano e tem na Petrobras a sua mais importante empresa”, exaltou o presidente.
O ato também foi marcado pela assinatura de um contrato para a construção de uma usina fotovoltaica na Abreu e Lima. Com investimento da ordem de R$ 80 milhões, a usina possibilitará a diminuição do consumo de gás natural da refinaria.
Também marcaram presença no evento os ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; da Casa Civil, Rui Costa; da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; e da Previdência Social, Wolney Queiroz; a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra; o prefeito do Recife, João Campos; parlamentares; e outras autoridades.
Brasil
Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente
O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.
Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.
Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.
Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.
A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Painéis temáticos
No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.
O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.
No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.
No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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