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Quando a colheita encontra a mesa: Cestas Solidárias celebra resultados com encontro anual

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Colocar em contato produtores de alimentos orgânicos com os consumidores interessados nesse padrão de qualidade. Esse foi o foco do Encontro Anual de Consumidores e Agricultores do Projeto Cestas Solidárias, na Estação de Pesquisa em Agroecologia do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A atividade reuniu mais de 40 participantes em um momento de integração, troca de experiências e visita às vitrines de fruticultura e coleção de melíponas (abelhas-sem-ferrão), instaladas na Estação. O evento, no domingo (30), também contou com café e almoço coletivo, fortalecendo o vínculo entre os grupos que participam do projeto.

O Cestas Solidárias é uma iniciativa do IDR-Paraná que aproxima agricultores agroecológicos e consumidores por meio da organização de grupos de consumo. Os participantes se unem para adquirir, semanalmente, cestas de verduras e frutas orgânicas da estação. Os agricultores, por sua vez, se comprometem com a produção e a entrega dos alimentos em local e horário previamente definidos. O projeto atua há mais de dez anos na Região Metropolitana de Curitiba e vem ampliando sua abrangência.

Para o coordenador do projeto e agrônomo do IDR-Paraná, Ivo Melão, o encontro reforça o compromisso de todos os participantes. Segundo ele, esse encontro motiva o engajamento entre os grupos e com a agroecologia. “Temos a expectativa de aumentar o número de grupos de consumo e trazer produtores que estão em processo de transição agroecológica. A comercialização ainda é um gargalo para muitos agricultores, e esse é um momento de traçar planos para avançar em um projeto que vem dando certo”, destacou.

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Durante a programação, foi apresentado o resultado do questionário aplicado aos consumidores, com o objetivo de avaliar pontos fortes e identificar melhorias. As propostas abarcaram a inclusão de frutas nativas nas cestas, parcerias entre agricultores orgânicos para a oferta de itens extras e ações para ampliar a diversidade alimentar que chega aos consumidores. Os participantes também contribuíram com sugestões para fortalecer a rede e qualificar as entregas, bem como promover ainda mais as visitas de consumidores nas propriedades dos produtores.

REDE DE CONSUMO FORTALECIDA – Valdevino Lorenzi, um dos agricultores mais antigos a integrar o Cestas Solidárias, fez um balanço positivo das atividades em 2025. “Foi um ano bastante produtivo e evoluiu muito em vários aspectos. Os grupos permaneceram ativos, sem desistências, aumentou a produção e aumentou o número de pessoas. Estou satisfeito e muito otimista”.

O projeto facilita o acesso a alimentos orgânicos e é importante para consumidores que não têm como chegar aos lugares onde feiras orgânicas acontecem. O acesso facilitado somado aos valores atrativos dos produtos amplia o alcance positivo do projeto, como destacou a consumidora Lourdes Aparecida.

“A cesta é ainda melhor porque a pessoa não precisa sair atrás. E o preço é bom. Na meia cesta, gasto R$ 22 por semana e vem bastante item, dá para consumir bem”, contou. Ela também destacou que o projeto ajuda a despertar para a importância de cuidar da alimentação e da saúde, especialmente após a pandemia.

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A psicóloga Alexandra Consuelo, outra consumidora, pretende seguir incentivando e divulgando o Cestas Solidárias. “A proposta que vivenciamos aqui ampliou muito meu conhecimento sobre a rede que existe para fazer chegar até nós alimentos de qualidade, vindos da agricultura familiar. Acho esse trabalho fantástico. Quero aprender mais para divulgar e colaborar para que mais pessoas tenham acesso”, afirmou.

Interessados em participar do Cestas Solidárias devem entrar em contato pelo WhatsApp no número (41) 3544-8136. Caso ainda não exista um grupo na região desejada, é possível formar um novo com amigos, colegas, vizinhos ou familiares. Geralmente, com cerca de 10 pessoas já é possível iniciar. Em seguida, o IDR-Paraná promove um encontro de sensibilização e outro de aproximação com agricultores interessados, quando são definidas regras como a composição das cestas, valores, horários e locais de entrega.

Para saber mais sobre o programa Cestas Solidárias acesse AQUI.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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