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300 projetos: feira destaca inovação de alunos da rede estadual com altas habilidades

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Um espaço para compartilhar ideias inovadoras e discutir novas formas de pensar a escola, a sociedade e o meio ambiente. Essa é a proposta da quarta edição da Feira Científica de Altas Habilidades e Superdotação (FENAAH/S) que acontece esta semana, desde esta segunda (1º) até quarta-feira (03), em Foz do Iguaçu, Oeste do Estado.

A iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), viabilizada por meio do Departamento de Educação Inclusiva (Dein), acontece desde 2022 e tem como principal objetivo integrar técnica, ciência e cultura como forma de impulsionar o processo de ensino-aprendizagem e o hábito da investigação na educação básica e profissional. 

Nesta edição, a Feira conta com a exposição de 300 projetos, desenvolvidos por cerca de 700 estudantes, do 5° ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, englobando oito grandes áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Ciências Naturais, Ciências Exatas, Ciências Agrárias, Ciências da Saúde, Tecnologias e Robótica. 

“A FENAAH/S é, acima de tudo, uma consagração do nosso modelo de educação”, comemora o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “A valorização do aluno enquanto agente transformador é capaz de despertar um potencial imenso de desenvolvimento, o que pode ser comprovado pela qualidade altíssima dos projetos apresentados aqui”.

O evento se configura como um espaço fundamental para estimular a pesquisa e o intercâmbio de conhecimentos entre estudantes e professores dos programas de Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD), fortalecendo a relação entre a universidade e a educação básica inclusiva. Hoje, o Paraná conta com cerca de 12 mil estudantes identificados como de AH/SD, atendidos por cerca de 300 Salas de Recursos Multifuncionais em toda a rede.

“O Governo do Estado tem investido sistematicamente na infraestrutura das escolas para atendimento a esses alunos e em projetos de robótica e programação”, destaca o diretor de Educação da Seed-PR, Anderfábio de Oliveira. O resultado, segundo ele, pode ser verificado na expansão da Feira desde sua primeira edição.

PROJETOS INOVADORES – Os projetos apresentados na Feira vão desde análises qualitativas e pesquisas quantitativas até a criação de soluções tecnológicas para o dia a dia das escolas e da comunidade.

É o caso do projeto apresentado pelos alunos do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, Noroeste do Paraná.

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Partindo de um desafio cotidiano, a gestão consciente de recursos hídricos, eles desenvolveram uma forma de reutilização da chuva captada como forma de reduzir o consumo de água. “A ideia surgiu de discussões que tivemos na disciplina de Ciências da Natureza, a partir do ODS 12, e da integração com a disciplina de robótica”, explica o aluno do 8° ano, Luiz Otávio Cabral Tis.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, estabelece metas para a produção e o consumo sustentáveis.

Utilizando microcontroladores – o Arduíno Uno e o ESP32 – a equipe produziu uma maquete que simula a captação e o armazenamento automatizados de água da chuva, para posterior reutilização de forma não potável, como irrigação de hortas e limpeza. Eles ainda pretendem aprimorar o projeto para a feira do ano que vem.

“Nós queremos desenvolver um aplicativo para acompanhar em tempo real o funcionamento do sistema de captação e também encontrar uma solução para deixar a água própria para o consumo”, detalha Victor Emanuel dos Santos, também do 8° ano.

Se aplicado em larga escala, o projeto teria capacidade de representar uma economia de quase 50% no consumo de água em meses mais chuvosos, como abril e maio.

CIÊNCIA DESDE CEDO – Um destaque especial na FENAAH/S é a categoria Pequenos Cientistas, dedicada a projetos de alunos do 5º ao 7º ano.

Um dos projetos apresentados nesta edição foi intitulado Impactos Sociais e Ambientais das Usinas Eólicas, desenvolvido pelos alunos Jhonatan Mezzalira e Laura Scolari Lopes Pedroso, ambos com 13 anos e alunos do 7º ano do Fundamental do Colégio Estadual de Dois Vizinhos, Oeste do Estado.

Eles analisaram os impactos à flora, à fauna, ao ambiente e às comunidades do entorno de usinas eólicas, como a que existe em Palmas, na região Sul. O projeto buscou apontar formas de mitigar os efeitos ambientais dessas instalações.

“A princípio, a gente tinha pensado em analisar comparativamente fontes de energia renováveis”, conta Laura. Mas com o tempo eles decidiram mudar o foco da pesquisa. “Sempre se fala na energia eólica destacando seus aspectos positivos, mas sem que se leve em conta os impactos que ela traz para o meio ambiente e para a sociedade”, reflete a pequena cientista.

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Foi cursando a disciplina eletiva de Escrita Científica, ofertada no contraturno escolar, que os dois tiveram contato com a FENAAH/S e decidiram desenvolver o projeto.

“Na disciplina nós aprendemos a escrever relatórios e artigos científicos, por exemplo, o que nos preparou para a feira e, pensando no futuro, também para a faculdade”, pondera Jhonatan.

“Incentivar a produção científica desde cedo é uma maneira de ajudar não apenas no enriquecimento curricular e na suplementação da educação do aluno de Altas Habilidades”, reflete a chefe do Depin, Maíra Tavares de Oliveira. “É também uma forma de ajudar no desenvolvimento deles, ao promovermos sua inclusão e participação ativa”, finaliza.

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OUTROS EVENTOS – Em paralelo à feira de exposições, acontece o 1° Seminário de professores para Altas Habilidades e Superdotação, um ambiente de troca de boas práticas, trazendo temas relacionados ao desenvolvimento dos alunos de (AH/SD). Participam do seminário cerca de 170 professores e técnicos pedagógicos, que terão palestras com professores universitários e especialistas da área.

Além disso, na quarta-feira, haverá o campeonato de Robôs Sumô, em que alunos de robótica colocam robôs produzidos por eles mesmos para se enfrentar em batalhas justas e amigáveis.

SOBRE A FENAAH/S – Realizada desde 2022, quando foram apresentados 99 trabalhos, a FENAAH/S estimula a produção científica desde cedo. Os alunos participantes produzem suas pesquisas com rigor acadêmico, estabelecendo hipóteses, aplicando metodologias e desenvolvendo as propostas com base em bibliografia especializada, observação empírica e atividades práticas.

PRESENÇAS – Na abertura da edição 2025 estiveram presentes a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu, Veridiana Antoniazzi Lucini, e o superintendente do Paraná Educação (Preduc), Carlos Tamura, além de representantes da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (Seti), de universidades e autoridades locais.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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