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Política Nacional

Delegados pedem investimentos na segurança e valorização da carreira

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Senadores e profissionais de segurança pública cobraram nesta segunda-feira (1º) mais investimentos na área e a valorização da carreira dos delegados de polícia. Eles participaram de uma sessão especial do Senado que destacou o Dia Nacional do Delegado de Polícia, comemorado anualmente no dia 3 de dezembro.

A homenagem foi sugerida pelo senador Humberto Costa (PT-PE) por meio do requerimento REQ 259/2025.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) presidiu a sessão. Ele declarou que os delegados de polícia realizam um trabalho muitas vezes “invisível”, mas de grande complexidade e responsabilidade.

— O delegado é a figura que chega aonde a lei encontra a sua primeira fronteira: o fato. É ali, seja de dia ou noite, dia útil ou feriado, que essa autoridade encara o crime, organiza a investigação, protege as vítimas, dá início ao processo de responsabilização e assegura que o Estado não seja força bruta. São os primeiros intérpretes da legalidade. Eles decidem rumos, protegem garantias, evitam arbitrariedades e encontram a prova que permitirá ao Judiciário fazer justiça — disse Izalci.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que já atuou como delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, a celebração da data não é apenas simbólica, mas serve para valorizar o trabalho árduo, os riscos e as responsabilidades da função, que envolve muitas vezes investigações complexas, decisões delicadas e proteção de direitos.

— Hoje celebramos não apenas uma categoria, mas uma verdadeira instituição de garantias de direitos. Estamos falando em uma instituição formada por mulheres e homens que assumem diariamente o compromisso de fazer valer a lei, proteger vidas e assegurar justiça à população — afirmou.

Valorização da carreira

Presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Luciano Soares Leiro cobrou mais recursos para a segurança pública. Ele disse que, em 2024, a Polícia Federal bloqueou R$ 5,6 bilhões do crime organizado, mas o orçamento médio anual da instituição foi de apenas R$ 1,5 bilhão nos últimos anos. Para Luciano, a Polícia Federal “traz muito mais do que efetivamente recebe”.

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Para Edvandir Felix de Paiva, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, essa desvalorização da instituição tem impactado negativamente na composição do quadro de servidores da carreira. Segundo ele, para que a polícia tenha a mais alta capacidade técnica, é preciso selecionar “as melhores cabeças” no mercado. Para isso, argumenta, é preciso melhorar a atratividade da carreira por meio da aprovação de leis que valorizam o elemento humano da polícia.

— Quando a nossa carreira diminui a sua força e a sua atratividade, nós perdemos as melhores cabeças para outras carreiras. No último concurso para delegado de Polícia Federal nós tivemos a menor quantidade de participantes histórica. Isso sinaliza que a nossa carreira está perdendo atratividade. Infelizmente, nós vivemos um momento de perda de talentos — lamentou.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Distrito Federal, Saulo Lopes, também cobrou mais investimentos na área. Ele lembrou que o crime organizado transnacional e o crime cibernético usam cada vez mais tecnologia, o que torna necessário investir em mais recursos para o seu enfrentamento. Segundo ele, a Polícia Civil do Distrito Federal recuperou cerca de R$ 500 milhões em 2025.

— O investimento na polícia judiciária é um investimento direto na cidadania. É nesse contexto que assume relevância a necessidade de prever em lei a destinação de recursos para os fundos das polícias civis, especialmente nos casos em que são elas as responsáveis diretas pelas investigações que recuperam bens, valores e patrimônio ilícito. Isso representa a justiça federativa, a racionalidade administrativa e o fortalecimento institucional. Representa, sobretudo, respeito ao trabalho de quem está na linha de frente da investigação e da proteção da sociedade — defendeu Saulo.

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PL Antifacção

Parte dos convidados manifestou preocupação com o projeto PL 5.582/2025, projeto de lei que cria um novo marco legal para o combate ao crime organizado no Brasil. Conhecido como Projeto Antifacção, o texto está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Segundo eles, o projeto veio do Ministério da Justiça com muitos pontos positivos, mas, durante a tramitação na Câmara dos Deputados, recebeu alterações que o desconfiguraram, inclusive em relação à atuação da Polícia Federal.

— As mudanças chegaram até a reduzir o papel da Polícia Federal no enfrentamento das organizações interestaduais e transnacionais, como o PCC e o Comando Vermelho, com indicativos também de prejuízo às ações conjuntas e coordenadas com integração e inteligência entre as forças de segurança — alertou Maria do Socorro Santos Nunes Tinoco, presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.

Além disso, eles argumentaram que a diminuição dos recursos destinados à Polícia Federal devido à repartição de fundos federais, conforme proposto no projeto, irá causar prejuízos significativos à atuação da instituição. Por isso, os convidados afirmaram que o Senado precisa resgatar trechos do projeto que estavam no projeto original do governo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Chefes dos Três Poderes participam da posse de Nunes Marques no TSE

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O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, participou da posse de Nunes Marques e André Mendonça como presidente e vice-presidente, respectivamente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia aconteceu na noite desta terça-feira (12). 

Davi integrou a mesa da solenidade ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Nunes Marques e André Mendonça, que também são ministros do STF, vão comandar o TSE por dois anos. 

Eleições 2026

Em seu primeiro discurso como presidente do TSE, Nunes Marques declarou que o papel da Justiça Eleitoral é organizar, orientar e fiscalizar as eleições, para que sejam limpas e transparentes. Ele também disse que o primeiro desafio da gestão serão as eleições deste ano e o enfrentamento de notícias falsas (fake news) e possíveis abusos no uso da inteligência artificial (IA).

Nunes Marques acrescentou que há um aumento exponencial do uso inadequado de IA.

— Devemos estar atentos às novas tecnologias, que, quando mal usadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático — disse o recém empossado.

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Além deles, participaram da cerimônia a ministra do STF Cármen Lúcia (que até então era a presidente do TSE); o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o procurador-geral da República e procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet; e o ex-presidente da República e do Senado José Sarney. 

Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e integra o STF desde 2020, quando assumiu o cargo de ministro da Suprema Corte (na vaga aberta com a saída de Celso de Mello) após indicação do então presidente da República Jair Bolsonaro.

Antes disso, Nunes Marques exerceu a advocacia por 15 anos, atuou no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e foi desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. 

André Mendonça também tem 53 anos e também foi indicado ao STF por Bolsonaro (ele assumiu o cargo em 2021). Mendonça nasceu em Santos (SP) e, ao longo da carreira, foi chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) e ministro da Justiça e Segurança Pública.  

Mulheres no poder

Primeira mulher a presidir o TSE (entre 2012 e 2013), Cármen Lúcia despediu-se do cargo pela segunda vez reafirmando seu compromisso com a democracia e com a ocupação de espaços de poder por mulheres.

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— Somos igualmente patriotas e queremos estar ao lado e participar do que pode trazer algum benefício à sociedade. Continuarei sempre ao lado da Justiça Eleitoral — declarou ela.

Também compareceram à cerimônia os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli; os ex-ministros do STF Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski; ministros e ex-ministros do TSE. representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e das Forças Armadas; deputados federais e senadores.

Com informações do TSE

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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