Agro
Dólar opera com leve alta e Ibovespa renova máxima; mercado acompanha falas de Galípolo e Powell
Dólar inicia o dia com variação controlada
Na manhã desta segunda-feira (1º), o dólar comercial era negociado próximo de R$ 5,33, com leve alta em relação ao fechamento da última sexta-feira. O contrato futuro de janeiro — o mais negociado na B3 — também apresentava pequena oscilação, refletindo o compasso de espera dos investidores antes de novas sinalizações do Banco Central do Brasil (BCB) e do Federal Reserve (Fed).
A atenção do mercado local se volta para a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, em um evento da XP, em São Paulo. Sua fala pode indicar a visão da autoridade monetária sobre o câmbio e o ritmo de cortes da taxa Selic.
O Banco Central também realiza nesta manhã leilão de 50 mil contratos de swap cambial, voltados à rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2026 — medida que ajuda a manter a liquidez e reduzir pressões sobre o câmbio.
Bolsa sobe e renova patamar histórico
O Ibovespa abriu o pregão em alta, acompanhando o otimismo dos investidores com o cenário externo e interno. Na sexta-feira (29), o principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com ganho de 0,45%, aos 159.072 pontos, acumulando avanço de 6,37% em novembro e expressivos 32,25% no ano.
O movimento reflete o apetite por risco diante da perspectiva de juros mais baixos em 2025, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, além da entrada de recursos estrangeiros na bolsa.
Projeções do Boletim Focus reforçam cenário de estabilidade
De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central, a expectativa de inflação para 2025 recuou levemente de 4,45% para 4,43%, enquanto para 2026 a projeção passou para 4,17%.
A taxa de câmbio esperada para o fim deste ano permanece em R$ 5,40, e a Selic é projetada em 15% ao ano.
Essas projeções sinalizam um ambiente de estabilidade monetária, o que tende a reduzir a volatilidade nos mercados e favorecer setores ligados ao agronegócio e à exportação, altamente sensíveis às variações cambiais.
No radar: falas de Galípolo e Powell
Além de Galípolo, os investidores acompanham com atenção o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que deve ocorrer ainda nesta segunda-feira. A expectativa é de que Powell comente o cenário de inflação nos Estados Unidos e os próximos passos da política monetária norte-americana.
Qualquer indício de manutenção dos juros altos por mais tempo pode fortalecer o dólar globalmente e pressionar moedas emergentes, como o real.
Panorama geral
O mercado financeiro começa dezembro com um tom de cautela e expectativa. O dólar opera com leve alta, enquanto a bolsa segue em trajetória de valorização, sustentada pelo otimismo com os fundamentos econômicos e a melhora nas projeções de inflação.
Para o setor do agronegócio, a movimentação cambial segue sendo um ponto de atenção, especialmente para exportadores de commodities, que dependem diretamente da cotação do dólar para definição de preços e margens de lucro.
Resumo do mercado (01/12/2025 – 10h)
- Dólar comercial: R$ 5,33 (+0,10%)
- Ibovespa: 159.072 pontos (+0,45%)
- Boletim Focus: IPCA 2025 em 4,43% | Câmbio a R$ 5,40 | Selic a 15%
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Entregas de fertilizantes crescem em janeiro e indicam aquecimento da demanda no agro
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro totalizaram 3,87 milhões de toneladas em janeiro de 2026, registrando crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em janeiro de 2025, o volume comercializado havia sido de 3,67 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos.
Mato Grosso lidera consumo de fertilizantes no país
O estado de Mato Grosso manteve a liderança nas entregas, concentrando 29,7% do volume total nacional, o equivalente a 1,14 milhão de toneladas.
Na sequência, aparecem Goiás, com 468 mil toneladas, Paraná (400 mil toneladas), São Paulo (357 mil toneladas) e Minas Gerais, com 320 mil toneladas.
Produção nacional recua no início do ano
Apesar do avanço nas entregas, a produção nacional de fertilizantes intermediários apresentou queda em janeiro. O volume produzido foi de 497 mil toneladas, retração de 23% em comparação com as 647 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025.
Importações crescem e reforçam abastecimento
As importações seguiram em alta, alcançando 3,16 milhões de toneladas em janeiro de 2026. O volume representa crescimento de 5,4% frente ao mesmo período do ano anterior, quando foram importadas cerca de 3 milhões de toneladas.
O aumento das compras externas segue sendo fundamental para atender à demanda interna, diante da redução na produção nacional.
Porto de Paranaguá concentra maior entrada de fertilizantes
O Porto de Paranaguá, principal porta de entrada de fertilizantes no país, movimentou 786 mil toneladas no período, o que representa alta de 9,5% em relação a janeiro de 2025, quando o volume foi de 718 mil toneladas.
O terminal respondeu por 24,8% do total desembarcado em todos os portos brasileiros, conforme dados do sistema Siacesp/MDIC.
Cenário aponta demanda aquecida no agronegócio
O crescimento nas entregas e nas importações indica um início de ano com demanda aquecida por insumos agrícolas, refletindo o planejamento das safras e a necessidade de reposição de estoques.
Por outro lado, a queda na produção nacional reforça a dependência do mercado brasileiro em relação às importações para garantir o abastecimento interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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