Agro
Oferta elevada pressiona preços do frango em novembro, apesar do bom desempenho do consumo
O setor de avicultura de corte enfrentou um mês de novembro desafiador, com quedas nos preços tanto no atacado quanto nos mercados independentes de frango vivo. Apesar do bom desempenho do consumo, a ampla oferta de cortes exerceu forte pressão sobre as cotações, segundo análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado.
“O consumo evoluiu bem ao longo do mês, mas o volume elevado de produtos no mercado acabou pesando na formação dos preços. Com a dinâmica mais fraca no atacado, o frango vivo não conseguiu se sustentar”, explicou Iglesias.
Expectativa de recuperação com reabertura da China e aumento da demanda de fim de ano
Iglesias destacou ainda que o principal fato positivo do mês foi a reabertura do mercado chinês para a carne de frango brasileira, o que pode impulsionar as exportações e o consumo no curto prazo.
“As expectativas se voltam agora para dezembro, quando o poder de compra das famílias tende a aumentar e as festividades estimulam o consumo”, completou o analista.
Preços dos cortes congelados e resfriados caem em São Paulo
De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados de frango no atacado paulista registraram recuos ao longo de novembro:
- Peito: de R$ 11,00 para R$ 10,60/kg
- Coxa: de R$ 8,10 para R$ 7,70/kg
- Asa: de R$ 11,10 para R$ 10,30/kg
Na distribuição, as quedas também foram observadas:
- Peito: de R$ 11,20 para R$ 10,80/kg
- Coxa: de R$ 8,30 para R$ 7,90/kg
- Asa: de R$ 11,30 para R$ 10,50/kg
Nos cortes resfriados, o comportamento foi semelhante. No atacado, o preço do quilo do peito caiu de R$ 11,10 para R$ 10,70; a coxa passou de R$ 8,20 para R$ 7,80; e a asa, de R$ 11,20 para R$ 10,40. Já na distribuição, o peito desvalorizou de R$ 11,30 para R$ 10,90; a coxa de R$ 8,40 para R$ 8,00; e a asa de R$ 11,40 para R$ 10,60.
Mercado regional mostra estabilidade em alguns estados e recuos em outros
O levantamento mensal da Safras & Mercado aponta que, nas principais praças do país, o desempenho variou:
- Minas Gerais: frango vivo estável em R$ 5,60/kg;
- São Paulo: recuo de R$ 6,40 para R$ 6,00/kg;
- Santa Catarina: queda de R$ 4,75 para R$ 4,70/kg;
- Oeste do Paraná: leve alta de R$ 4,90 para R$ 5,00/kg;
- Rio Grande do Sul: queda de R$ 4,75 para R$ 4,70/kg.
No Centro-Oeste, os preços se mantiveram estáveis:
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,55/kg;
- Goiás: R$ 5,55/kg;
- Distrito Federal: R$ 5,60/kg.
Já no Nordeste e Norte, o mercado apresentou recuos mais expressivos:
- Pernambuco: de R$ 8,00 para R$ 7,40/kg;
- Ceará: de R$ 8,30 para R$ 7,50/kg;
- Pará: de R$ 8,50 para R$ 8,20/kg.
Exportações mantêm ritmo, mas preço médio recua em relação a 2024
As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis (frescas, refrigeradas ou congeladas) somaram US$ 523,98 milhões em novembro (considerando 14 dias úteis), com média diária de US$ 37,42 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
No período, o país embarcou 323,68 mil toneladas, o que representa média diária de 23,12 mil toneladas, com preço médio de US$ 1.618,80 por tonelada.
- Em relação a novembro de 2024, houve:
- Queda de 13,2% no valor médio diário;
- Alta de 0,6% na quantidade média embarcada;
- Redução de 13,8% no preço médio da tonelada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais
As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.
O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.
Exportações de açúcar caem em junho
Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.
A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo
O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.
Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.
Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços
Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.
Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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