Agro
Bagé se torna a capital da olivicultura e recebe especialistas do Brasil e do Uruguai para debater o futuro do azeite e do olivoturismo
Bagé sediará três grandes eventos sobre olivicultura
De 4 a 6 de dezembro, o município de Bagé (RS) será palco de um dos mais importantes encontros da olivicultura sul-americana. Durante três dias, a cidade sediará o 1º Seminário Binacional de Olivicultura do Bioma Pampa, o 6º Encontro Estadual de Olivicultura e o 1º Simpósio Nacional de Olivoturismo.
A programação é promovida pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), pela Associação dos Olivicultores do Uruguai (Asolur), pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pela Prefeitura de Bagé.
Os eventos terão agenda técnica, cultural e comercial, com temas que incluem produção de azeite, olivoturismo, mudanças climáticas e integração internacional.
Especialistas de cinco países confirmam presença
A programação reunirá especialistas e autoridades do Brasil, Uruguai, Argentina, Itália e Espanha, além de lideranças governamentais dos dois países organizadores.
Entre os confirmados estão o ministro da Ganadería do Uruguai, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, secretários estaduais da Agricultura e do Turismo, representantes do Conselho Oleícola Internacional e do Banco Interamericano de Fomento para a América Latina e Caribe (CAF).
Rio Grande do Sul consolida posição estratégica na olivicultura
O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, destacou que a realização conjunta dos três eventos reforça o papel do Rio Grande do Sul como referência na produção de azeite de oliva.
“Bagé se transforma na capital nacional da olivicultura. A presença de lideranças e especialistas mostra a importância da integração entre países vizinhos para fortalecer a cadeia produtiva na América do Sul”, afirmou Obino.
Olivoturismo ganha destaque como novo produto do agronegócio
Um dos principais temas da programação será o olivoturismo, segmento que combina produção agrícola e experiência turística. Obino explica que o objetivo é fortalecer o turismo rural e o ecoturismo, promovendo novas oportunidades de negócios e estimulando a permanência dos jovens no campo.
“Queremos debater o olivoturismo como produto estratégico para o Rio Grande do Sul e para o Brasil. É uma forma de valorizar a produção e gerar renda nas propriedades”, ressaltou.
O simpósio contará com uma mesa-redonda de produtores brasileiros e cases internacionais, incluindo experiências da Intendência de Maldonado, no Uruguai, reconhecida como referência em agroturismo e desenvolvimento regional.
Mudanças climáticas e sustentabilidade estão no centro dos debates
Os painéis técnicos do Seminário Binacional de Olivicultura e do Encontro Estadual de Olivicultura vão abordar desafios climáticos, manejo sustentável e inovação tecnológica na cadeia produtiva.
Entre os destaques está a palestra do Dr. Juan Antonio Polo Palomino, do Conselho Oleícola Internacional, que tratará dos impactos das mudanças climáticas nos olivais e das certificações de créditos voluntários de carbono.
Outro convidado internacional, o espanhol Javier Hidalgo, apresentará uma análise sobre rentabilidade, sustentabilidade e cenários atuais da olivicultura mundial.
Os debates também incluirão temas como mitigação de estresse abiótico, manejo nutricional das oliveiras, controle fitossanitário e os efeitos do herbicida 2,4-D, que tem causado perdas em diversas culturas no Rio Grande do Sul.
Programação integrada e troca de experiências
O 1º Simpósio Nacional de Olivoturismo acontece no dia 4 de dezembro, em paralelo ao seminário principal, mas com programação complementar, permitindo que os participantes acompanhem as duas agendas.
O evento deve gerar debates sobre políticas públicas, integração Brasil–Uruguai, ecoturismo e desenvolvimento regional, fortalecendo o intercâmbio entre produtores, técnicos e autoridades dos países envolvidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produtividade no campo: 3 fatores essenciais que aumentam o rendimento e o lucro da lavoura
Produtividade agrícola depende de decisões ao longo de todo o ciclo produtivo
A busca por maior produtividade no campo não está relacionada apenas ao uso de insumos ou tecnologias isoladas. O desempenho da lavoura é resultado de um conjunto de decisões que começam antes do plantio e seguem até a colheita, envolvendo manejo do solo, disponibilidade hídrica e uso de tecnologias de precisão.
Especialistas destacam que enxergar a propriedade como um sistema integrado é fundamental para alcançar melhores resultados e maior rentabilidade.
1. Preparo do solo é a base da produtividade agrícola
O primeiro fator determinante para o sucesso da lavoura é o preparo adequado do solo. A correção da acidez, o equilíbrio nutricional e a melhoria da estrutura física são etapas essenciais para garantir condições ideais ao desenvolvimento das plantas.
Um solo bem manejado favorece o crescimento das raízes, melhora a retenção de água e aumenta a eficiência na absorção de fertilizantes. Além disso, reduz riscos de compactação, erosão e perdas produtivas ao longo do ciclo.
Segundo o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, Elidio Torezani, o solo é o ponto de partida da produtividade.
“Se o solo não estiver equilibrado, a planta não consegue expressar todo o seu potencial produtivo”, afirma.
2. Manejo da água garante estabilidade e previsibilidade na produção
A água é um dos principais fatores que limitam a produtividade agrícola. Tanto o déficit quanto o excesso hídrico podem comprometer o desenvolvimento das culturas e reduzir o potencial produtivo.
Por isso, o manejo adequado da irrigação é considerado estratégico para garantir estabilidade na produção, especialmente em regiões com variação climática.
Com o uso de sistemas de irrigação, o produtor consegue suprir a demanda hídrica da planta nos momentos críticos, reduzindo o estresse e promovendo crescimento mais uniforme.
“O controle da água traz previsibilidade. O produtor deixa de depender apenas do clima e passa a ter mais domínio sobre a lavoura”, explica Torezani.
3. Irrigação por gotejamento aumenta eficiência no uso da água
Entre as tecnologias disponíveis, a irrigação por gotejamento se destaca pela alta eficiência no uso da água e dos nutrientes.
O sistema aplica a água diretamente na região das raízes, em pequenas quantidades e de forma controlada, reduzindo perdas por evaporação e lixiviação. Essa precisão permite maior aproveitamento hídrico e melhor desempenho das culturas.
Quando associada à fertirrigação, a tecnologia também potencializa o uso de fertilizantes, contribuindo para plantas mais vigorosas e produtivas.
“O gotejamento fornece exatamente o que a planta precisa, no momento certo. Isso impacta diretamente na produtividade final”, destaca o engenheiro agrônomo.
Eficiência no manejo define o resultado da safra
A combinação entre solo bem estruturado, manejo hídrico eficiente e uso de tecnologias como a irrigação por gotejamento forma a base da agricultura de alta produtividade.
Em um cenário de custos elevados e maior exigência por eficiência, a tomada de decisão ao longo do ciclo produtivo se torna determinante para garantir rentabilidade e sustentabilidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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