Educação
MEC participa de encontro nacional do PET
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), participou da mesa de abertura do 30º Encontro Nacional dos Grupos do Programa de Educação Tutorial (Enapet), na última sexta-feira, 21 de novembro, na Universidade de Brasília (UnB). O evento, que contou com apoio financeiro da pasta, ocorreu até domingo (23), com o tema “Inteligência artificial e direitos humanos: desafios éticos para o século XXI”. Participaram do encontro centenas de bolsistas do Programa de Educação Tutorial (PET), que são estudantes e professores tutores de todas as regiões do Brasil.
O diretor de Políticas e Programas de Educação Superior, Adilson Santana de Carvalho, representou o MEC e reiterou o compromisso do ministério com a melhoria da gestão do PET e o permanente diálogo com os representantes de integrantes do programa. Ele também destacou a importância do PET para a formação acadêmica, a permanência e a conclusão dos estudantes na educação superior.
Carvalho ainda citou as conquistas ocorridas na atual gestão, como a criação de 45 novos grupos do PET e o esforço do MEC para aumentar o investimento necessário para atender a uma média mensal de 11 mil bolsistas, somente do PET. “O Ministério da Educação está trabalhando na reorganização administrativa do programa, incluindo melhorias no sistema de pagamento das bolsas, atualização do portal de informações e revisão da legislação”, afirmou.
Tanto o decano de Ensino de Graduação da UnB, Tiago Araújo Coelho, quanto o vice-reitor da UnB, Marcio Muniz, comentaram sobre a importância do PET para a formação dos estudantes, que é de altíssima qualidade. Para o vice-reitor, a longevidade do Enapet demonstra sua consolidação e o programa do MEC é muito importante para a formação, articulação e principalmente para o protagonismo estudantil no país.
“O PET é historicamente um programa que forma lideranças. Daqui sairão muitos líderes. Ele estimula a autonomia intelectual, o pensamento crítico e desenvolve competências acadêmicas, científicas e sociais de forma profunda. Permite que os estudantes vivenciem, em toda a sua plenitude, a tríade da universidade brasileira: a junção do ensino, pesquisa e extensão. Por isso, o PET também cria comunidades de aprendizagem, solidariedade, apoio mútuo e compromisso público. É por isso que ele continua e continuará sendo relevante, especialmente em tempos de rápidas transformações no campo do conhecimento e das tecnologias”, ressaltou Muniz.
UnB no Sisu 2026 – Na ocasião da abertura do Enapet, o retorno da UnB ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do MEC foi comemorado pelo diretor do MEC, Adilson Carvalho, e pelos gestores da universidade. “Agradeço o esforço da UnB, com todo o trabalho técnico realizado, para que essa importante instituição volte a ofertar vagas já na próxima edição do Sisu, em janeiro de 2026. A presença da UnB no Sisu fortalece a democratização do acesso ao ensino superior, que é uma marca dos governos do presidente Lula, especialmente em universidades federais de ponta, o que tem sido tangível por meio do Sisu”, ponderou Carvalho.
Ao se referir à decisão da UnB de voltar a aderir ao Sisu, Marcio Muniz destacou que a decisão foi baseada em evidências de dados, a partir do levantamento de todos os dados de ingresso na UnB, em 25 anos, realizado pelo decano de Ensino de Graduação da UnB, Tiago Araújo Coelho, e sua equipe. “O impacto da saída da UnB do Sisu, em 2019, é mais do que evidente, principalmente para os nossos cursos de licenciaturas. Então, esse retorno, agora lento e gradual, mas que eu sei que será total. É uma das medidas que tenho certeza de que é das mais acertadas”, analisou. Ao fazer referência ao tema do evento, o vice-reitor destacou o novo curso de bacharelado em inteligência artificial. “Esse curso deve começar no primeiro semestre de 2026, já dentro do arcabouço de nosso retorno ao Sisu”, anunciou.
Na cerimônia, a representante do Comitê Nacional de Programas de Educação Tutorial (Cenapet), Adriana de Oliveira Weber, professora tutora do PET em Alagoas, elogiou os esforços da comissão organizadora para a realização do evento e destacou a importância do apoio financeiro do MEC para concretizar o projeto. A professora tutora do PET de serviço social da UnB e representante da Comissão Organizadora do evento, Valdenízia Bento Peixoto, saudou com entusiasmo os presentes, traçou um breve histórico sobre a UnB e comentou sobre os esforços empenhados por ela e sua equipe na realização do 30º Enapet. Vinicius Benites de Souza, que representou os estudantes, listou uma série de reivindicações e lembrou dos “petianos que não conseguiram viajar para participar do evento”.
Debate – Além da cerimônia de abertura, o MEC participou de mesas de discussões e do painel Convergências e Desafios Interdisciplinares entre o PET e o PET-Saúde, sendo representado neste último pelo coordenador-geral de Relações Estudantis e Serviços Digitais, Artur Antônio dos Santos, que sublinhou o compromisso da pasta em fomentar a integração e a interdisciplinaridade entre as políticas de educação e saúde no âmbito universitário. A interseção entre o PET do MEC e o do Ministério da Saúde (MS), que são dois programas distintos do governo federal, foi o foco central do painel. A coordenadora-geral de Integração Ensino-Serviço-Comunidade do MS, Emille Sampaio Cordeiro, enriqueceu a discussão ao falar sobre o PET-Saúde. Já a estudante e bolsista do PET da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Fernanda Rocha Macedo, completou o painel.
O MEC também disponibilizou um estande próprio, localizado na ala norte do Instituto Central de Ciências (ICC-Norte) da UnB, dedicado à divulgação de suas ações e ao acolhimento dos participantes.
PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC apresenta sistema do CadEJA a gestores
O Ministério da Educação (MEC) apresentou, nesta terça-feira, 28 de abril, o sistema do Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA) a gestores educacionais de todo o país. A atividade ocorreu em formato de live, transmitida pelo canal do MEC no YouTube, e foi realizada em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). A iniciativa integra o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA).
O objetivo do encontro foi apresentar o funcionamento da plataforma, destacar seus benefícios e incentivar o uso da ferramenta pelas redes de ensino. Durante a transmissão, gestores municipais puderam conhecer as principais funcionalidades do sistema e como ele tem potencial de apoiar o planejamento da oferta de educação de jovens e adultos (EJA).
As duas principais interfaces do CadEJA foram detalhadas: a área de registro de demanda, destinada a pessoas que desejam voltar a estudar, e o painel do gestor, que reúne informações sobre os estudantes que buscam vagas. As informações são organizadas de forma simples e acessível, o que facilita o planejamento das ações das redes de ensino.
Para a diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos do MEC, Ana Lucia Sanches, a criação do CadEJA representa um avanço importante para a consolidação do direito à educação em todas as etapas da vida. “Essa é uma conquista histórica. O CadEJA nasce dessa vontade coletiva e intensa de melhorar a educação de jovens e adultos pelo Brasil, ouvindo gestores, dirigentes municipais e equipes da EJA por todo o país”, destacou.
Plataforma – O CadEJA é uma plataforma do governo federal que reúne informações sobre a oferta e a demanda por matrículas na educação de jovens e adultos em todo o país. Por meio da ferramenta, qualquer cidadão brasileiro com 15 anos ou mais, sem escolaridade completa, pode registrar o interesse em voltar a estudar de maneira prática e acessível, facilitando o encaminhamento posterior para matrícula nas redes públicas de ensino.
O processo é simples e pode ser feito diretamente na plataforma ou com auxílio de intermediadores. O questionário é rápido e conta com suporte em áudio. Após o registro da demanda, o gestor da rede de ensino pode visualizar os dados e buscar a oferta mais adequada. A partir disso, a rede entra em contato com o interessado para orientar o processo de matrícula.
Além disso, o CadEJA oferece um painel exclusivo para gestores, com recursos que permitem acompanhar a demanda por EJA, visualizar a oferta georreferenciada de turmas, integrar dados de diferentes áreas e monitorar a relação entre oferta e demanda da modalidade. A ferramenta também contribui para aprimorar a gestão e fortalecer o controle social das políticas de educação de jovens e adultos.
Pacto EJA – A iniciativa integra o Pacto EJA, política coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). O pacto reúne ações voltadas à superação do analfabetismo, à elevação da escolaridade da população e à ampliação da oferta de matrículas de EJA nos sistemas públicos, inclusive para pessoas privadas de liberdade, além da expansão da modalidade integrada à educação profissional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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