Paraná
23,7 mil vagas de emprego: Cascavel e RMC puxam as frentes de trabalho no Paraná
O Paraná inicia a semana com de emprego disponíveis nas Agências do Trabalhador. A maior parte das oportunidades se concentra nos setores de produção, agroindústria, comércio e serviços, refletindo o aquecimento do mercado de trabalho no Estado. As funções com mais vagas são alimentador de linha de produção (6.569), abatedor (1.443), magarefe (1.001) e operador de caixa (814).
A regional com maior volume de vagas nesta semana é Cascavel, que reúne 5.705 oportunidades. A agroindústria é o principal motor da região, com destaque para 1.848 vagas de alimentador de linha de produção, além de grande demanda por abatedores e magarefes. Em seguida, no Interior, aparece Campo Mourão, com 3.907 vagas, também impulsionada pela indústria de alimentos. A região concentra 1.421 vagas de alimentador de produção, 600 de magarefe e 329 para auxiliar nos serviços de alimentação.
Na sequência, Foz do Iguaçu aparece com 2.388 vagas, movimentada pelos setores de produção, varejo e serviços, incluindo 864 vagas de alimentador de produção e diversas oportunidades para operadores de caixa e repositores.
A Região Metropolitana de Curitiba soma 4.196 vagas, distribuídas entre produção, comércio e serviços gerais. Somente a Agência de Curitiba conta com 734 oportunidades, com grande procura por operadores de telemarketing, faxineiros, atendentes de lojas e auxiliares de alimentação.
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Em Londrina, são 2.197 vagas, refletindo um cenário equilibrado entre varejo, indústria e serviços. A região registra forte demanda por repositores, vendedores e costureiros. Pato Branco tem 1.347 vagas, abrangendo setores como produção, comércio e serviços gerais. Já Umuarama reúne 1.012 oportunidades, com destaque para a indústria de abate e funções operacionais.
Além das vagas gerais, a plataforma Master Job amplia o volume de oportunidades qualificadas. Em Curitiba, são 24 vagas para profissionais com formação técnica ou superior, abrangendo áreas como enfermagem, administração, elétrica, mecânica, psicologia, manutenção e tecnologia. Na Região Metropolitana de Curitiba, são 10 vagas com exigência de graduação completa. Somando Capital e RMC, o Master Job também oferece 9 vagas de estágio nas áreas de Administração, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Logística, Pedagogia e Tecnologia da Informação.
Segundo o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná, Do Carmo, o grande número de vagas demonstra a confiança das empresas na economia do Estado e o fortalecimento das políticas públicas de empregabilidade. “Estamos ampliando cada vez mais o acesso da população às vagas de emprego e aproximando o trabalhador das oportunidades reais do mercado. Esse volume de vagas mostra que o Paraná segue firme na geração de trabalho e renda, e nossa rede de Agências do Trabalhador está preparada para atender quem busca uma colocação ou recolocação profissional”, afirma.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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