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Concurso Café Qualidade Paraná: vencedores de 2025 saem na semana que vem

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Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), os cafeicultores do Paraná estão se especializando na produção de cafés especiais. O Estado já é referência nacional nesse tipo de cultura. Geralmente o grão é cultivado em propriedades de agricultores familiares, que têm buscado aumentar a qualidade do produto, que se distingue pela complexidade sensorial e o equilíbrio entre doçura, acidez e corpo.

Essas características são obtidas por meio de uma produção cuidadosa, que inclui grãos selecionados, cultivo em condições específicas, colheita no ponto ideal, e um rigoroso processo de torra e classificação, que garante ausência de defeitos.

Os melhores cafés do Paraná em 2025 serão conhecidos na terça-feira (25). O concurso Café Qualidade Paraná vai anunciar os vencedores deste ano em uma cerimônia no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. É a 23ª edição do certame que celebra a qualidade do café paranaense e valoriza os produtores e as regiões cafeeiras do Estado. É a terceira maior premiação do gênero no Brasil, atrás apenas de concursos realizados em Minas Gerais e Espírito Santo, maiores produtores nacionais de café.

O concurso é promovido pela Câmara Setorial do Café do Paraná, formada pelo Sistema da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina e Associação dos Funcionários do Iapar.

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Concorreram ao prêmio deste ano 130 lotes, com representantes de nove regiões produtoras do Paraná. Foram selecionados 96 lotes na categoria de processamento natural, ou via seca, que envolve a secagem do fruto inteiro, e 34 lotes processados pelo método cereja descascado ou via úmida, em que a polpa é removida antes da secagem do grão. Após a análise física, que verificou tamanho, cor e defeitos dos grãos, 108 lotes avançaram para a avaliação sensorial, sendo 80 da categoria natural e 28 processados pelo método cereja descascado.

SELEÇÃO – A seleção dos lotes finalistas é feita por 10 extensionistas do IDR-Paraná com formação de Q-Grader em café arábica e ocorre em duas fases. A primeira avalia as características físicas dos grãos, de acordo com a Classificação Oficial Brasileira (COB), para identificar defeitos como quebras ou danos causados por insetos. Na segunda fase, a prova de xícara, os cafés são julgados segundo critérios da Associação de Cafés Especiais (SCA, na sigla em inglês), que considera atributos como aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e equilíbrio.

Os lotes dos cinco primeiros colocados em cada categoria serão adquiridos com base na cotação da B3 (Bolsa de Valores do Brasil) do dia anterior ao evento, acrescida de um ágio mínimo de 50%, mediante a entrega da saca de café para a confecção da edição dos melhores cafés do Paraná.

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Os valores da premiação variam de R$ 4 mil para o quinto colocado até R$ 9 mil para o campeão. Neste ano, os campeões regionais também receberão um prêmio no valor de R$ 4mil. Os prêmios serão pagos pelo Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) e o Sistema FAEP está patrocinando a vinda dos cafeicultores para Curitiba.

O concurso Café Qualidade Paraná também é patrocinado pelo Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Grupo Bratac Seda, Integrada Cooperativa Agroindustrial, Sociedade Rural do Paraná, Grupo Dois Irmãos, Fetaep (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná), Ceal (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) e Ceasa (Centrais de Abastecimento do Paraná).

Serviço:

23º Concurso Café Qualidade Paraná – Premiação dos Vencedores

Data: 25 de novembro

Horário: 18h

Local: Museu Oscar Niemeyer, situado na Rua Marechal Hermes, 999 Centro Cívico

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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