Agro
Fenagro 2025 promete movimentar R$ 120 milhões e reunir 200 mil visitantes em Salvador
A Bahia se prepara para sediar a Fenagro 2025 – Feira Internacional da Agropecuária da Bahia, o maior evento do setor no Norte e Nordeste do país. A feira será realizada entre os dias 29 de novembro e 7 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador, reunindo produtores, empresas e profissionais do agronegócio em uma programação intensa de nove dias.
Promovida pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), e organizada pelo Grupo A Tarde com produção da On Line Entretenimento, a Fenagro chega à nova edição com foco em inovação, sustentabilidade e valorização do campo.
Evento celebra a força do agro baiano
Segundo o secretário da Seagri, Pablo Barrozo, a feira busca reconhecer o trabalho de quem vive da terra, fortalecer os negócios rurais e difundir conhecimento.
“Ao trazer para a capital um pouco das riquezas do campo e da agricultura, a Fenagro aproxima o público urbano do mundo rural e reforça o papel do agro na economia e na cultura baiana”, destacou Barrozo.
O secretário também enfatizou que o evento é uma oportunidade para apresentar um setor produtivo que alia crescimento, inovação e sustentabilidade.
Expectativa é bater recorde de público e negócios
Com expectativa de superar as edições anteriores, a Fenagro 2025 deve receber mais de 200 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 120 milhões em negócios. As transações devem incluir vendas de máquinas, animais, insumos e contratos de parceria.
Ao longo dos nove dias, o público contará com uma programação diversificada que inclui palestras, cursos, painéis e exposições, reafirmando o evento como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro.
Feira reunirá 600 expositores e 3 mil animais
Nesta edição, a Fenagro contará com 600 expositores de 12 estados brasileiros e mais de 3 mil animais, entre bovinos, equinos, caprinos e ovinos. O evento reforça seu caráter nacional e se consolida como um espaço de intercâmbio de experiências e oportunidades de negócios.
O tradicional Pavilhão do Governo reunirá mais de 40 órgãos estaduais e federais, oferecendo atendimento ao público, capacitação e serviços voltados ao desenvolvimento rural.
Pavilhão do Governo destacará inovação e capacitação
No Pavilhão do Governo, os visitantes poderão conhecer os avanços e potencialidades de diferentes setores produtivos, como chocolate, sisal, leite, grãos, carne, mel, citrus, pesca e florestas plantadas.
A programação contará com palestras, oficinas e atividades práticas, com foco em capacitação técnica, sustentabilidade e estímulo à geração de novos negócios. O público também poderá acompanhar demonstrações do processamento do cacau à produção de chocolate e tecnologias aplicadas à pecuária leiteira e ao manejo florestal sustentável.
Experiências interativas e atrações para toda a família
A Fenagro também contará com espaços voltados à educação e à interação do público. Um dos mais procurados é o Museu de Anatomia Animal, exposição itinerante com modelos em tamanho real de animais, voltada a fins educativos e científicos. A iniciativa é promovida pela Sociedade Baiana de Medicina Veterinária, em parceria com a Ufba, Unime e Unifacs.
Outro destaque é a Cozinha Show, onde chefs e cozinheiros convidados apresentam receitas preparadas ao vivo com ingredientes da agricultura familiar baiana. O espaço celebra o trabalho dos produtores locais e valoriza a gastronomia regional, transformando o evento em uma experiência sensorial que mistura sabores, histórias e cultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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