Brasil
MCTI e CNPq abrem chamada pública para fortalecimento do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), uma chamada pública para o fortalecimento do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA). O anúncio foi feito durante a mesa redonda Clima e Biodiversidade Amazônica, na Casa da Ciência, em Belém (DF), na quarta-feira (19).
Serão selecionados até cinco projetos conjuntos Brasil-França que contribuam para ciência, tecnologia e inovação sobre a Amazônia. A chamada está estruturada em cinco eixos: biodiversidade (monitoramento e conservação); saberes indígenas e comunidades locais; cobertura florestal e observação da Terra; biodiversidade, saúde e alimentação (one health); e bioeconomia inclusiva.
O edital prevê recursos combinados: bolsas da Capes e custeio do CNPq de até R$1,4 milhão cada, e até €400 mil do IRD. A chamada recebe propostas até 20 de fevereiro de 2026. O envio deve ser feito pela Plataforma Integrada Carlos Chagas.
Clima e Biodiversidade Amazônica
A mesa redonda Clima e Biodiversidade Amazônica debateu a coleta de dados e os impactos das mudanças climáticas na Amazônia. O encontro contou com a participação de representantes de diversas entidades brasileiras e internacionais, entre elas MCTI, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), CFBBA, AmazonFace, CBERS, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OCTA), e o Instituto Inter-Americano para Pesquisa de Mudanças Globais (IAI).
Casa da Ciência
A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.
Brasil
MMA aprova nova regra para registro de resultados de REDD+ no Brasil
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+), aprovou uma resolução que define os procedimentos para o registro, na contabilidade nacional, de pagamentos por resultados de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) para entidades elegíveis. A decisão foi tomada durante a 7ª Reunião Ordinária da CONAREDD+, realizada na última terça-feira (26/5).
A definição inclui situações específicas em que os resultados do Brasil de REDD+ não tenham sido positivos ou mesmo submetidos à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).
O mecanismo de REDD+ prevê acesso a financiamento para estados e outras entidades que reduzirem desmatamento e emissões de gases do efeito estufa, mesmo quando o cenário nacional não estiver favorável.
Na prática, com a resolução aprovada, cria-se uma flexibilidade contábil para registro de pagamentos por REDD+, permitindo que estados e programas jurisdicionais aproveitem resultados já reconhecidos anteriormente, mesmo em cenários de desempenho nacional desfavorável. No entanto, é necessário respeitar os limites de pagamento definidos pela CONAREDD+ e as regras de contabilidade climática internacional.
O texto também estabelece que, no caso de programas jurisdicionais de REDD+ com abordagem de mercado, somente poderão ser utilizados limites de captação recebidos a partir de 2013. A resolução passa a valer a partir da data de sua publicação, o que deve acontecer nas próximas semanas.
Grupos de Trabalho
Durante a reunião, o colegiado também aprovou a proposta de resolução que prorroga por mais dois anos a vigência dos três Grupos de Trabalho Técnico da CONAREDD+: sobre Salvaguardas, sobre Repartição de Benefícios, e sobre Mensuração, Relato e Verificação. Os membros também analisaram as propostas de atualização do Regimento Interno da CONAREDD+.
“Para nós, é uma satisfação poder fazer parte e coordenar esse espaço de diálogo e construção coletiva em torno de REDD+ em um momento muito importante para essa agenda no Brasil”, salientou o secretário nacional de Mudança do Clima do MMA e presidente da CONAREDD+, Aloísio de Melo.
Próximos passos
A reunião também contou com informes sobre a atualização da Estratégia Nacional para REDD+ (ENREDD+). A Secretaria–Executiva da CONAREDD+ anunciou a conclusão do processo de contratação da consultoria responsável pela revisão da estratégia nacional, conduzida por um consórcio formado pelas organizações WWF e Laclima (Latin American Climate Lawyers Initiative For Mobilizing Action).
Além disso, foram apresentados avanços relacionados ao Sistema de Informações sobre Salvaguardas (SISREDD), incluindo a elaboração de novos indicadores e a preparação do terceiro Sumário de Salvaguardas do Brasil, previsto para ser submetido ainda em 2026.
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