Agro
Segurança no campo: uso de EPIs é fundamental para proteger trabalhadores que aplicam defensivos agrícolas
Uso de defensivos exige atenção redobrada à segurança
O uso de defensivos agrícolas é indispensável para o controle de pragas e doenças nas lavouras, mas requer práticas seguras para evitar riscos à saúde. Entre as principais medidas de proteção está o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), fundamentais para reduzir a exposição dos trabalhadores durante a aplicação dos produtos.
Com esse foco, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) lançou mais um episódio da série “Conversando com o Especialista”, intitulado “Segurança na Aplicação de Defensivos”. O conteúdo traz a participação do pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC), Hamilton Ramos, que explica os principais cuidados no processo e destaca o papel dos EPIs como barreira final de proteção.
EPI é a última linha de defesa do trabalhador
De acordo com Ramos, o equipamento de proteção deve ser escolhido com base em critérios técnicos, equilibrando proteção e conforto térmico, para garantir que o trabalhador use o material de forma contínua e eficaz.
“No uso de defensivos agrícolas, saber utilizar o EPI é essencial, pois ele representa a última barreira de segurança para o trabalhador”, ressalta o pesquisador.
Ele alerta ainda que equipamentos de baixa qualidade ou inadequados podem, ao contrário do esperado, aumentar o risco de exposição. Por isso, a escolha correta dos materiais é tão importante quanto o uso constante durante o manejo dos produtos.
Regulagem e capacitação são essenciais na aplicação
Além do uso dos EPIs, Ramos destaca a necessidade de máquinas bem reguladas e calibradas, operadas por profissionais capacitados e treinados. O especialista explica que os equipamentos de proteção devem atuar sobre as exposições residuais, ou seja, após a adoção de outras medidas de segurança no processo.
“Precisamos entender os cenários de trabalho e as formas de exposição para selecionar corretamente o EPI. O módulo traz o que há de mais moderno em qualidade e seleção de equipamentos”, afirma Ramos.
Sindiveg oferece plataforma gratuita de cursos sobre segurança no campo
Para ampliar o acesso à informação e incentivar boas práticas no uso de defensivos agrícolas, o Sindiveg mantém uma plataforma on-line gratuita com diversos cursos e treinamentos. Os conteúdos abordam temas como:
- Uso correto e seguro de defensivos agrícolas;
- Boas práticas no campo;
- Relação entre agricultura e apicultura;
- Controle biológico de pragas.
Os cursos incluem emissão de certificados de capacitação, reforçando o compromisso da entidade com a formação técnica e a segurança dos trabalhadores rurais.
O pesquisador Hamilton Ramos é responsável pelo Módulo 1 do curso “Uso correto e seguro”, que detalha o controle de riscos e o uso adequado dos EPIs. O conteúdo foi desenvolvido com base nas normas e legislações mais recentes e inclui o Manual de Segurança de Aplicação de Agroquímicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportação de milho do Brasil deve cair em 2025/26 com pressão dos EUA, Argentina e dólar mais fraco
O mercado brasileiro de milho enfrenta um cenário mais desafiador para as exportações na temporada 2025/26. A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina no mercado global, somada ao fortalecimento do real frente ao dólar, levou o Itaú BBA a reduzir sua estimativa para os embarques brasileiros do cereal.
Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco revisou a projeção de exportação de milho do Brasil de 44 milhões para 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.
Caso a previsão se confirme, o volume ficará abaixo do registrado na temporada passada, quando o Brasil exportou 41,6 milhões de toneladas e manteve a posição de segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Argentina.
Concorrência internacional reduz competitividade do milho brasileiro
De acordo com a análise do Itaú BBA, o milho brasileiro enfrenta atualmente uma disputa mais intensa no mercado internacional, principalmente diante da elevada oferta dos Estados Unidos e da Argentina.
Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade do cereal brasileiro nas exportações, tornando o produto nacional relativamente mais caro para compradores internacionais.
O cenário cambial, combinado com a maior disponibilidade global do grão, vem limitando o avanço dos embarques brasileiros e pressionando a participação do país no comércio internacional de milho.
Segunda safra preocupa mercado
Outro fator de atenção está relacionado à produção brasileira, especialmente à segunda safra, responsável pela maior parte da colheita nacional de milho.
Segundo o Itaú BBA, a oferta brasileira deverá ser menor do que o esperado inicialmente, após ajustes negativos nas estimativas da safrinha.
A segunda safra de milho está agora projetada em 110 milhões de toneladas, enquanto a produção total brasileira foi estimada em 138 milhões de toneladas, volume que representa queda anual de 2%.
O banco destaca que, apesar de o mercado interno ainda apresentar oferta relativamente confortável e estoques considerados adequados, novas revisões negativas podem alterar significativamente o equilíbrio do setor.
Mercado doméstico pode reter mais milho
O relatório também alerta que eventuais perdas adicionais na segunda safra podem incentivar retenção do cereal no mercado doméstico, reduzindo ainda mais o potencial exportador do Brasil.
Segundo o banco, caso a quebra da safrinha se intensifique, o mercado tende a manter estímulos de preços para segurar o milho internamente, priorizando o abastecimento nacional.
Esse movimento pode impactar diretamente os embarques brasileiros, especialmente em um momento de forte competição internacional e custos logísticos ainda elevados.
Brasil segue como protagonista global no milho
Mesmo com a redução nas projeções de exportação, o Brasil continua entre os principais players globais do mercado de milho.
O país mantém forte participação no comércio internacional graças ao avanço tecnológico no campo, à expansão da segunda safra e à elevada capacidade produtiva do Centro-Oeste.
No entanto, o cenário para 2025/26 mostra um ambiente mais competitivo e sensível às condições climáticas, ao câmbio e às oscilações da demanda global.
Analistas do setor seguem monitorando principalmente:
- o desenvolvimento final da segunda safra;
- o comportamento do dólar;
- a competitividade frente aos Estados Unidos e Argentina;
- o ritmo da demanda chinesa;
- e os estoques globais do cereal.
A expectativa é de manutenção da volatilidade nos preços e ajustes constantes nas projeções ao longo dos próximos meses, conforme o avanço da colheita e das negociações internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Polícial5 dias agoPCPR cumpre ordem judicial de afastamento cautelar de dois funcionários públicos em Palmital
-
Esportes7 dias agoFluminense confirma chegada de Hulk, que assina até 2027
-
Política Nacional7 dias agoRepresentantes de farmacêuticos e donos de farmácias divergem sobre piso salarial
-
Brasil5 dias agoMTE institui Comitê Gestor para fortalecer política de incubação de cooperativas populares
-
Polícial5 dias agoPMPR reforça operações e amplia policiamento na região central
-
Política Nacional7 dias agoCâncer do colo do útero: debate enfatiza importância da vacinação contra o HPV
-
Política Nacional4 dias agoSenado atua contra desinformação com checagem de dados e conteúdo confiável
-
Educação7 dias agoMEC certifica trabalhadores em projeto de reconhecimento de saberes
