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Mapa discute cooperação global para reduzir superpoluentes

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou nesta terça-feira (18) de um painel no Super Pollutants Pavilion, espaço dedicado a debates sobre metano e outros poluentes climáticos de vida curta durante a COP30. O auditor fiscal federal agropecuário, Luis Rangel, representou o Mapa em uma conversa com especialistas da Climate and Clean Air Coalition (CCAC), Climate Eats, representantes da Nigéria e de outros países, com foco na cooperação internacional para acelerar a transição rumo a uma pecuária mais sustentável.

Rangel destacou que o Brasil tem lições valiosas a compartilhar e também muito a aprender na relação Sul-Sul, sobretudo devido à diversidade da própria pecuária brasileira. Ele enfatizou que o país reúne diferentes perfis de produtores, desde agricultores familiares até grandes fazendas, com realidades de crédito, desafios ambientais e sistemas produtivos heterogêneos.

Segundo ele, essa diversidade exige soluções múltiplas para tratar questões como manejo de resíduos, fermentação entérica, intensificação sustentável, encurtamento do ciclo produtivo e uso de aditivos alimentares já adotados no país. Rangel apresentou ainda o papel dos instrumentos de crédito, que vão desde o microcrédito para o pequeno produtor, passando pelo Pronaf e Pronamp, até linhas maiores para médios e grandes produtores.

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O auditor fiscal federal agropecuário lembrou que 98% dos municípios brasileiros têm atividade pecuária, o que reforça a importância de fortalecer métricas e aprimorar dados de emissões. Para ele, avançar do tier 2 para o tier 3 será decisivo para melhorar a precisão nos inventários e orientar políticas públicas mais eficientes.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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