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Agro

Palmito pupunha do Vale do Ribeira conquista selo de indicação geográfica

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) celebra a mais nova indicação geográfica (IG) do Estado de São Paulo: a indicação de procedência do palmito pupunha do Vale do Ribeira, reconhecida nesta terça-feira (18) pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O Mapa desenvolve uma política de fomento às IGs por entender que elas criam diferenciação de mercado, ampliam a renda de produtores e agroindústrias e contribuem para a sustentabilidade ambiental, econômica e social dos territórios.

Com o novo registro, São Paulo passa a contar com 12 IGs – nove delas relacionadas ao agro. No caso da pupunha do Vale do Ribeira, os produtores que desejarem utilizar o selo devem seguir as práticas tradicionais da região, descritas no caderno de especificações elaborado junto aos agricultores e aprovado pelo Inpi.

De acordo com o superintendente do Mapa em São Paulo, Estanislau Steck, os produtores ligados à IG são agricultores familiares. Cerca de 1.800 produtores que cultivam aproximadamente 10 mil hectares de pupunha, segundo a Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale).

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O Mapa acompanha a iniciativa desde 2019. Nesse ano, a Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP) realizou a primeira reunião com os produtores em Registro para apresentar os conceitos de IG e visitou as instalações de processamento de palmito da Apuvale.

Bem adaptado ao clima quente e úmido da região desde sua introdução nos anos 1940, o palmito pupunha tem como diferencial a capacidade de rebrota, permitindo múltiplas colheitas sem retirada da palmeira. Essa característica o torna uma alternativa sustentável em comparação a espécies como juçara e palmeira-real, antes exploradas de forma extrativista.

A IG abrange produtores de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Iporanga, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. A sede da Apuvale fica em Registro. O selo contempla palmito em haste, o minimamente processado e o processado.

A pupunha em conserva poderá utilizar a identificação em formatos como tolete, rodelas, estirpe de palmeira, picado, bandas, espaguete, arroz, lasanha e outras variações que atendam aos requisitos previstos em legislação e no regulamento da IG.

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Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

Brasil pode colher safra recorde de café em 2026/27, aponta Safras & Mercado

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A produção brasileira de café para a safra 2026/27 deve atingir um novo recorde, segundo estimativa divulgada pela consultoria Safras & Mercado. O volume projetado é de 75,65 milhões de sacas de 60 quilos, representando um aumento de 4,65 milhões de sacas em relação à previsão anterior.

Clima favorável impulsiona produtividade

De acordo com o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, as condições climáticas tiveram papel fundamental no avanço da produção. O registro de chuvas em bom volume aliado a temperaturas mais amenas favoreceu o desenvolvimento das lavouras.

Esse cenário resultou em uma carga produtiva mais elevada, reforçando as expectativas de uma safra histórica para o país.

Café arábica lidera crescimento da produção

O principal responsável pela expansão da safra é o café arábica. A produção dessa variedade está estimada em 49,95 milhões de sacas, o que representa um crescimento de 29% em relação à safra anterior.

O avanço ocorre após um ciclo anterior impactado por condições climáticas adversas, especialmente a seca, que limitou o potencial produtivo.

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Conilon apresenta leve recuo, mas acima do esperado

Para o café conilon (robusta), a projeção é de uma produção de 25,70 milhões de sacas. O volume representa uma leve queda de 1,2% em comparação ao ciclo anterior.

Apesar do recuo, o desempenho é melhor do que o inicialmente projetado pela consultoria, que previa uma redução de cerca de 6%.

Comercialização da nova safra segue lenta

Mesmo com a perspectiva de produção recorde, a comercialização da safra 2026/27 ainda avança de forma gradual. Segundo a Safras & Mercado, os produtores seguem priorizando a venda do café disponível no mercado.

Até o dia 9 de abril, cerca de 14% da produção estimada da nova safra havia sido negociada. O número representa um avanço de 2 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Vendas abaixo da média histórica

Apesar da evolução mensal, o ritmo de comercialização ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 23% para o período.

O cenário indica cautela por parte dos produtores, que acompanham as condições de mercado antes de intensificar as negociações da nova safra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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