Paraná
Paraná amplia lista de bolsas científicas que podem usar recursos do fundo de inovação
O Governo do Paraná ampliou de quatro para 26 modalidades de bolsa-auxílio para novos projetos financiados com recursos do Fundo Paraná de fomento científico, uma dotação constitucional administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Publicado nesta segunda-feira (17), o regulamento estabelece um dos sistemas de concessão de bolsas mais abrangentes do Brasil, cobrindo toda a trajetória de formação acadêmica e de atuação em ciência, tecnologia e inovação (CT&I).
Os valores mensais agora variam de R$ 2.900 a R$ 16.500, pelo período de até três anos, conforme o cronograma dos projetos, e dedicação máxima de 40 horas semanais para os bolsistas. As medidas são válidas para as novas propostas submetidas a partir de novembro de 2025, sem alteração de modalidade ou reajuste nas bolsas concedidas para os projetos aprovados anteriormente. O teto do valor de bolsa praticado até o mês passado era de R$ 3.200.
A diversificação de bolsas na área de CT&I foi tema de pauta na 34ª reunião do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná), em setembro deste ano. Durante o encontro, os conselheiros receberam uma proposta de minuta que foi discutida e posteriormente melhorada, a partir de um debate colaborativo que envolveu a participação de representantes das diferentes instituições que integram o Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia do Paraná.
Para o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, a medida é um passo decisivo rumo à modernização do ecossistema de CT&I do Paraná. “Esta expansão posiciona o Fundo Paraná como instrumento de política pública estratégica, com capacidade de financiar desde projetos científicos de base até iniciativas tecnológicas aplicadas e empreendimentos inovadores, alinhando-se perfeitamente com as diretrizes da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná proposta para o período de 2024 a 2030”, afirma.
O regulamento detalha os direitos dos bolsistas, garantindo recesso remunerado de até 30 dias para cada ano de atividades, licença-maternidade de 180 dias e seguro de vida custeado pelos projetos. Conforme a legislação federal, os valores de bolsas não são tributados e não integram a base de cálculo para contribuições previdenciárias. Atualmente, são 8.508 bolsistas ativos ligados a 561 projetos que estão em pleno desenvolvimento.
ECONOMIA DO CONHECIMENTO – A melhoria na remuneração de quem atua na área de CT&I no Paraná consolida um ciclo de avanços que começou em 2019 para posicionar o Estado como uma referência nacional nesse segmento. Um dos pilares é o incentivo direto à interação com o setor produtivo, incluindo bolsas para profissionais sem vínculo com instituições de pesquisa e para sócios de startups em processo de validação de tecnologias. Outro destaque é inserção de mestres e doutores na iniciativa privada, para desenvolverem soluções inovadoras.
Nesse contexto, foi implementada a Bolsa Inventor Independente, que atende a uma demanda discutida na 5ª Conferência Nacional de CT&I, assim como nos fóruns regionais e estaduais. Pioneira no Brasil, essa modalidade formaliza a participação de profissionais autônomos, técnicos e inventores sem vínculo institucional em projetos de inovação. O objetivo é aproveitar experiências diferenciadas para desenvolver protótipos e soluções tecnológicas que contribuam para impulsionar uma economia com base no conhecimento.
Segundo o coordenador da UEF, Michel Jorge Samaha, as novas modalidades para o custeio de bolsas consolida um ciclo de avanços regulatórios que tem reposicionado o Estado entre as referências nacionais em pesquisa e inovação. “A implementação de uma série de dispositivos legais possibilitou atualizar a forma como o Estado fomenta a produção científica e tecnológica, garantindo segurança jurídica, transparência e eficiência para a aplicação dos recursos públicos destinados à inovação”, destaca.
INTERNACONALIZAÇÃO – O Paraná também deu um salto estratégico na cooperação internacional, com um conjunto de bolsas tabeladas em dólar e ajustadas ao custo de vida de diferentes regiões do mundo. Os auxílios para os estudantes no Exterior, por exemplo, podem variar de US$ 1.040 para graduação na América Latina até US$ 2.470 para pós-graduação no Reino Unido e Irlanda. Na cotação de hoje, esses valores equivalem a R$ 5.509 e R$ 13.086.
A área de internacionalização conta com bolsas específicas para a mobilidade de pesquisadores paranaenses em instituições estrangeiras. As modalidades incluem Especialista Visitante no Exterior, Pesquisador Visitante no Exterior e Pesquisador Visitante Especial no Exterior, com valores que variam de US$ 1.680 a US$ 3.510, cerca de R$ 8.900 a R$ 18.595, na cotação atual. A ideia é desenvolver projetos de alto impacto e fortalecer a inserção em redes globais de conhecimento e cooperação internacional.
SOCIAL – A ação do Estado reforça o compromisso social com a institucionalização da Bolsa Permanência Estudantil para universitários em situação de vulnerabilidade econômica, alunos neurodivergentes e pessoas com deficiência (PCD). O objetivo é reduzir a evasão com inclusão social e educacional para fortalecer a formação integral dos estudantes, e promover o engajamento em projetos acadêmicos que integram ensino, pesquisa, extensão e inovação. O valor é de R$ 640,00 para essa modalidade, pelo período de até quatro anos.
GESTÃO – Vinculada à Seti, a Unidade Executiva Fundo Paraná (UEF) gerencia a concessão de bolsas de forma digitalizada, pelo Sistema Integrado de Gestão de Projetos (Sigep), plataforma que substitui o sistema anterior (Sistema de Gestão, Cadastro e Execução de Projetos – Sigcep). As seleções de bolsistas são feitas pelos proponentes por meio de editais de chamadas públicas, o que assegura a isonomia e o amplo acesso às oportunidades ofertadas para o desenvolvimento científico e tecnológico paranaense.
A UEF também publicou nesta segunda-feira (17) o manual do Sigep com diretrizes sobre cadastro de projetos, procedimentos para execução orçamentária e financeira e prestação de contas. Além de unificar as orientações que antes eram divulgadas por notas técnicas, o documento define com clareza os diferentes perfis de acesso ao sistema, como gestores administrativos e coordenadores de projeto, organizando as responsabilidades de cada agente.
Fonte: Governo PR
Paraná
Excelência ambiental: Aterro da Sanepar mantém selo internacional ISO 14.001
Operado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos de Cianorte alcançou um marco de excelência ao renovar a certificação NBR ISO 14.001:2015, com registro de zero não conformidades em auditoria externa. A ISO 14.001 se refere a uma norma internacional que estabelece diretrizes para sistemas de gestão ambiental.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destaca o compromisso ambiental como fundamento da sua atuação em todas as áreas da Companhia. “As atividades da Sanepar são pautadas no compromisso com a conservação ambiental. A gestão dos processos é feita com respeito e cumprimento de todas normas que têm o objetivo de promover a sustentabilidade”, diz.
O Aterro de Cianorte foi o pioneiro do Paraná e o primeiro do Brasil, sob a gestão de uma empresa estatal de saneamento, a obter essa certificação internacional. “Isto significa um resultado perfeito em relação às exigências da certificação. Também demonstra a maturidade e a alta competência da gestão ambiental no local, que mantém a certificação ISO 14.001, alcançada pela primeira vez em 2013 e mantida desde então”, explicou o gerente de Gestão Ambiental da Sanepar, Ronald Gervasoni.
ESTRATÉGIA E GESTÃO DE RISCOS – Para Gervasoni, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) da Sanepar aplicado no aterro é a chave para a excelência na operação. “O SGA é o framework da Companhia, sendo essencial para a sua sustentabilidade. Sua implementação vai além dos escopos certificados, sendo um alinhamento estratégico que blinda o negócio contra riscos operacionais e fortalece nossa governança ambiental em toda a Sanepar”, detalhou o gerente.
A metodologia do SGA proporciona a identificação e o gerenciamento de riscos ambientais, além de promover a conscientização dos empregados sobre a preservação ambiental. O resultado reflete diretamente a competência técnica e o empenho da equipe em zelar pela excelência operacional e pelo desenvolvimento responsável das atividades.
O desempenho foi reconhecido pelo Auditor Líder da QMS Certification, Neimar Ricardo. “O resultado de zero não conformidades nesta auditoria é de extrema importância e serve como um poderoso indicador da maturidade do SGA. Isso demonstra também, de forma inequívoca, a eficácia dos controles implementados pela Sanepar, o alto nível de excelência da equipe e a robustez do SGA do Aterro de Cianorte”, comentou Ricardo.
ENGAJAMENTO – Para os empregados do aterro, a manutenção da certificação ISO 14001 é garantia de que todos os processos operacionais sejam padronizados e acompanhados por sistemas de controle ambiental, em conformidade com as normas legais, promovendo segurança à população e respeito ao meio ambiente.
“Ela não apenas valida nossos padrões rigorosos de engenharia e controle ambiental, mas também assegura a prevenção contínua de contaminações, refletindo nosso compromisso com a excelência operacional”, afirmou o gerente da Sanepar que integra a alta direção do Comitê do Sistema de Gestão Ambiental do Aterro, Marcos Moretto.
Lutero Eduardo Lucio, químico responsável pela implementação do SGA no Aterro, reforça que a excelente performance na auditoria externa é mérito, em especial, da equipe operacional que trabalha no local e que conta com empregados dedicados como Marcio Benitz, Paulo Cesar Martins, José Jadir Correia Barros, Marcio Santos e Pedro Fortunato. “A excelência na gestão é resultado direto do envolvimento e da dedicação da equipe. Este resultado de zero não conformidades, após 13 anos de certificação, é um testemunho da responsabilidade e da competência”, comentou Lutero.
GESTÃO DO LIXO – O aterro de Cianorte é operado pela Sanepar desde 2002, por meio de concessão entre a Companhia e o município de Cianorte. O aterro trata ainda, com contratos específicos, os resíduos sólidos urbanos coletados nos municípios de Terra Boa, São Tomé, Indianópolis e Guaporema.
Além do Aterro de Cianorte, a Sanepar opera mais dois aterros no estado: em Apucarana, no Vale do Ivaí, e em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, ambos operados com a mesma metodologia de gestão ambiental. Em Cornélio Procópio, assim como em Cianorte, a Sanepar atua também na coleta dos resíduos.
CERTIFICAÇÃO – Neste ano, a auditoria externa foi realizada pela QMS Brasil, na última semana de maio, com a participação de auditores externos, dos empregados do aterro, das áreas de gestão ambiental da Sanepar e do coordenador Industrial, Ismael Vasquez.
A QMS Certification é um organismo de certificação em processos de qualidade que teve origem na Austrália, atualmente com a matriz nos Estados Unidos e forte atuação global com presença em mais de 30 países.
Fonte: Governo PR
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