Economia
Alckmin: COP 30 é a Conferência da verdade e da responsabilidade
A COP realizada no Brasil 30 marca uma década de aceleração, entregas concretas, novos legados, metas cumpridas e compromissos consolidado, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, na abertura do segmento de Alto Nível e da 4ª reunião conjunta da COP30, nesta segunda-feira (17/11), em Belém do Pará.
A mesa principal contou com a presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock; com o secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell; com a vice-secretária executiva da UNFCCC, Noura Hamladji; e com o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago.
O encontro reuniu cerca de 160 ministros e representantes de alto escalão de diversos países. Foi o momento político central da Conferência, dedicado à aceleração das negociações climáticas.
Segundo Alckmin, o debate ocorre em um contexto decisivo para que compromissos deixem de existir apenas no papel e avancem para ações concretas.
“O tempo das promessas já passou. Cada fração de grau adicional no aquecimento global representa vidas em risco e mais desigualdade. Esta COP deve marcar o início de uma década de entrega”, afirmou.
A presença de Alckmin marca o 8º dia da COP30 e reforça compromissos sólidos do Brasil: avançar na transição energética justa, zerar o desmatamento ilegal até 2030 e manter a redução já alcançada de 50% no desmatamento.
Alckmin mencionou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que já mobilizou bilhões de dólares para unir preservação e inclusão, além da NDC brasileira, considerada ousada, com a meta de reduzir entre 59% e 67% das emissões líquidas até 2035.
“É a Conferência da Verdade, da Implementação e, sobretudo, da Responsabilidade. Com o planeta, com as pessoas e com as gerações que ainda virão. Cada decisão tomada hoje deve preservar as condições de vida na Terra e assegurar justiça entre as gerações”.
A Amazônia foi apresentada como símbolo da relação entre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e dignidade humana.
“Proteger a floresta é proteger as pessoas. A vida humana e a natureza são inseparáveis. Os povos indígenas e comunidades tradicionais são guardiões desse patrimônio, e a Amazônia deve provar que é possível crescer, produzir e conservar ao mesmo tempo”, afirmou.
Para Alckmin, a COP30 inaugura uma nova fase: a transição da negociação para a implementação. As decisões tomadas em Belém devem fortalecer mecanismos globais de cooperação, acelerar a ação climática e orientar políticas públicas efetivas.
Ele destacou ainda que o enfrentamento da crise climática exige ética, ciência, solidariedade e comprometimento entre governos, empresas e comunidades, e que a ambição precisa se transformar em resultados reais, guiados por responsabilidade compartilhada. “Ética, ciência e solidariedade precisam andar juntas”, finalizou.
O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, observou que a COP30 já alcançou um marco, pois não discute apenas o que fará, mas evidencia o que já está realizando.
“Negociadores estão trabalhando dia e noite. A primeira semana já reflete a convicção de que o acordo de Paris é a única maneira de a humanidade sobreviver a esta crise climática e espalhar os benefícios para todas as nações. Vamos mostrar mais uma vez que a cooperação do clima funciona para entregar progressos reais”, concluiu.
Ações, compromissos e legados
O governo federal apresentou na COP30 uma agenda estratégica voltada à aceleração da transição energética, ao fortalecimento da bioeconomia e à ampliação da cooperação internacional. Entre as iniciativas destacadas estão as metas globais para expandir a participação de energias renováveis; o “Compromisso de Belém” para o avanço de combustíveis sustentáveis; e propostas estruturantes; como a criação de uma coalizão global de mercados de carbono.
No Brasil, foram intensificadas as ações em bioenergia, descarbonização industrial, inovação e economia circular, consolidando políticas públicas orientadas a um modelo de desenvolvimento de baixo carbono. No cenário internacional, o país atuou em defesa de metas climáticas compatíveis com o limite de 1,5°C e de um financiamento climático mais justo e proporcional aos desafios globais.
A expectativa é de que a COP30 seja um legado de iniciativas para ampliar a energia limpa, enfrentar o desmatamento e fortalecer a cooperação, marcando a transição do regime climático da negociação para a implementação.
Veja o discurso do vice-presidente na íntegra.
Assista à abertura do Segmento de Alto Nível e da 4ª reunião conjunta da COP30
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Brasil registra superávit de US$ 1,7 bilhão na 4° semana de abril de 2026
Na 4ª semana de abril de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,7 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,6 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 4,9 bilhões.
No mês, as exportações somam US$ 27,8 bilhões e as importações, US$ 18,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 46,5 bilhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 110,2 bilhões e as importações, US$ 86,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 23,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 197 bilhões. Esses, e outros resultados, foram publicados nesta segunda-feira (27/4), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 4° Semana de Abril/2026
Assim, até a 4ª semana de abril/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.907,12 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 572,39 milhões. Comparando-se este período com a média de abril/2025, houve crescimento de 11,6% na corrente de comércio.
Exportações importações por setor
No acumulado até a 4ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 76,3 milhões (19,2%) em Agropecuária; de US$ 53,65 milhões (15,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 113,89 milhões (15,5%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado até a 4ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 3,88 milhões (7,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 59,11 milhões (5,8%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 7,95 milhões (28,1%) em Agropecuária.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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