Brasil
Saúde realiza quase 2 mil atendimentos durante a COP30
Belém (PA) – O Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS) registrou, até esta sexta-feira (14), quase 2 mil atendimentos na rede de saúde durante a COP30 desde o início da operação. O balanço evidencia a capacidade de resposta do SUS em grandes eventos, com uma estrutura planejada para atender visitantes e a população do estado.
Na capital paraense, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a preparação da rede para receber o evento. “Muita gente dizia que Belém não teria capacidade de atender o grande fluxo de visitantes da COP30. Mas, o Centro de Operações e Controle da Saúde já registrou quase 2 mil atendimentos, sem interromper o atendimento regular do SUS à população local”, afirmou.
Desde 3 de novembro, foram realizados mais de 1.950 atendimentos, em sua maioria clínicos, o que demonstra o pleno funcionamento da rede local mesmo com o aumento da demanda. Dos atendimentos registrados, 95% dos pacientes foram avaliados e liberados no próprio local, com queixas principalmente de dor de cabeça, dor abdominal e mal-estar geral.
O monitoramento das ações de saúde em todo o estado é coordenado pelo CIOCS, que opera 24 horas por dia e reúne equipes do Ministério da Saúde, do Governo do Pará e da Prefeitura de Belém. A estrutura acompanha diariamente o fluxo de atendimentos, monitora a situação das unidades de saúde e articula respostas rápidas diante de qualquer necessidade. O trabalho integra serviços municipais, estaduais e federais, além de pontos de assistência instalados próximos aos espaços da conferência.
Entre as principais estruturas da operação está o hospital de campanha da Força Nacional do SUS, que concentra 30% dos atendimentos e já ultrapassou 600 registros desde o início dos trabalhos. A unidade recebe, sobretudo, casos clínicos como dor de cabeça, náuseas, indisposição e dores abdominais.
Durante visita ao CIOCS e ao hospital de campanha, o ministro da Saúde destacou a capacidade de resposta da rede de saúde e o comprometimento das equipes, e elogiou a dedicação dos profissionais em campo.
“Ontem, por volta de meia-noite, visitei o hospital de campanha, era o único horário possível, e encontrei toda a equipe trabalhando. Só o hospital de campanha já somava mais de 500 atendimentos até ontem, mostrando a força e a preparação da saúde paraense”, disse Padilha.
A operação segue ativa durante toda a COP30, reforçando a estratégia de cuidado integral e acolhimento adotada pelo SUS em eventos de grande porte. Para a população e para os visitantes, a mensagem é clara: a saúde pública está preparada, presente e funcionando plenamente.
Amanda Milan
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação
O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados e municípios para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Ao longo do dia, Unidades Básicas de Saúde, pontos móveis e ações em locais públicos, como parques e espaços de lazer, estão abertos para receber as famílias. São mais de 20 doenças que podem ser prevenidas com as vacinas do calendário do SUS. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro.
Durante a ação, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, em papel ou disponível no Meu SUS Digital para que os profissionais verifiquem a situação vacinal e indiquem as doses necessárias.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a ação em Brasília (DF) e reforçou a mobilização em todo o país. “Todos os estados e municípios brasileiros responderam ao chamado do Ministério da Saúde para a atualização da imunização de crianças e dos adolescentes. Essa é uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas que estão no calendário infantil. Leve o seu filho, leve a sua filha para se proteger”, ressaltou.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Na noite de ontem (21), Padilha também fez um pronunciamento em rede nacional para convocar a população para a vacinação e reforçar a importância de manter a caderneta atualizada, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças imunopreveníveis.
Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.
Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
A verificação da caderneta é especialmente importante para crianças que iniciaram um esquema vacinal, mas não receberam todas as doses previstas ou os reforços. A vacinação é seletiva: os profissionais de saúde conferem a situação de cada pessoa e aplicam somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.
Abaixo, as vacinas disponíveis:
- BCG;
- Hepatite B recombinante;
- Penta (DTP/Hib/HB)
- Pólio inativada VIP;
- Rotavírus humano;
- Pneumo 10-v e 20-v;
- Meningo C;
- Influenza;
- Covid-19;
- Febre amarela;
- Meningo ACWY;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Varicela;
- DTP;
- Hepatite A;
- Pneumo 23-v;
- dT;
- HPV 4;
- Dengue tetravalente.
Vacinação contra o sarampo
Como parte da estratégia, a vacinação contra o sarampo foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses locais, a vacina está sendo ofertada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme a situação vacinal e as orientações para cada faixa etária.
A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, previstas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a idade e o histórico vacinal para indicar as doses necessárias.
Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. Durante o Dia D e até o fim da campanha, a vacinação contra o sarampo estará disponível em todos os estados, conforme a indicação para cada faixa etária e situação vacinal.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Abastecimento
Para a Campanha de Multivacinação deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. No total, mais de 177 milhões de doses foram distribuídas no país para abastecimento da rede de vacinação.
Até o momento, foram registradas mais de 94,8 milhões de doses aplicadas das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Novo reforço contra a poliomielite
Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.
A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado no Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é importante que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Vacinação infantil
Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam avanço no cenário da vacinação infantil no Brasil.
Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) — as chamadas crianças “zero-dose” — passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, uma redução de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% em relação a 2023.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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