Paraná
Duplicação em concreto da PRC-466 entre Guarapuava e Palmeirinha chega a 73%
A duplicação e restauração em concreto dos 11,52 quilômetros da PRC-466 que ligam o distrito de Palmeirinha a Guarapuava, na região Centro-Sul, está se aproximando de sua conclusão, com 73,76% dos serviços já executados.
A obra é do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), e deve ser entregue no primeiro semestre de 2026, um investimento de R$ 139.785.485,97.
A melhoria do pavimento asfáltico existente e a terraplenagem da plataforma da nova pista são os serviços mais avançados, seguidos pela execução do pavimento rígido de concreto. Este último está em andamento tanto na pista nova quanto na restauração da pista existente, aproveitando o asfalto melhorado como uma base para as novas placas de concreto, técnica chamada de “whitetopping”.
E já foi realizada mais da metade da sinalização viária prevista, incluindo pintura de linhas e faixas, implantação de placas e de dispositivos de segurança viária. Também está sendo implantado o sistema de drenagem de águas do trecho e a iluminação viária, além de serviços complementares.
A obra inclui ainda a construção de uma segunda ponte sobre o Rio Coutinho, já concluída.
REGIÃO – Outras duas obras semelhantes, de duplicação e restauração em concreto também estão em andamento na PRC-466, ligando municípios da região, de Pitanga a Turvo, e de Turvo a Palmeirinha. O investimento nestes outros dois trechos chega a R$ 807 milhões, atendendo mais de 72,52 quilômetros da rodovia.
Fonte: Governo PR
Paraná
Simepar conta com pesquisadores da Alemanha, Moçambique, Peru e Síria
Moçambique, Alemanha, Síria e Peru. São estes os países de origem de quatro imigrantes que escolheram o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, para desenvolver suas pesquisas científicas. Eles encontraram no Paraná o ambiente seguro e rico para aprender, viver e construir uma nova etapa de suas vidas, e relembram cada passo dessa história neste Dia do Imigrante. O 25 de junho celebra a herança histórica, a miscigenação e o impacto de estrangeiros de diversas nacionalidades na formação da cultura, sociedade e economia brasileira.
Muito além do monitoramento, o Simepar também tem como um de seus pilares a educação ambiental. A instituição estimula o desenvolvimento de projetos que protejam o meio ambiente e a sociedade, como por exemplo o estudo do impacto das mudanças climáticas no regime de chuvas, ou o uso de inteligência artificial para monitorar vazão, nível e qualidade da água dos rios.
Sabendo disso, Leslie Chumbe veio ao Paraná em fevereiro de 2024 de Lima, no Peru, e participou de um processo seletivo para a área de geoprocessamento do Simepar. “Escolhi o Paraná por recomendação de colegas, devido às referências que o estado possui tanto no campo profissional quanto no acadêmico, para realizar meu mestrado na área de Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental na UFPR. Durante esse processo, conheci diversas instituições referência na área ambiental, e quis entrar no Simepar”, explica.
Atuante no setor de Geointeligência, Leslie fiscaliza diversos produtos como Modelo Digital de Terreno (MDT), Modelo Digital de Superfície (MDS) e voos fotogramétricos, com ferramentas e programas especializados. Na pesquisa, ela reconstrói a evolução histórica da qualidade ambiental do Rio Iguaçu ao longo dos últimos 150 anos, correlacionando-a com as mudanças no uso do solo em sua bacia hidrográfica. Ela analisa sedimentos que atuam como arquivos ambientais, integrando marcadores geoquímicos e moleculares para avaliar a carga histórica de nutrientes e matéria orgânica – incluindo análise de DNA de comunidades bacterianas e arqueias. A pesquisa identifica como as transformações antrópicas influenciaram a dinâmica e a saúde do ecossistema fluvial.
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MOÇAMBIQUE – Após pesquisar os melhores lugares do mundo em relação à segurança e qualidade de vida, Faiman Orlando da Silva escolheu o Paraná para viver. Nascido em Maputo, capital de Moçambique, e formado em engenharia florestal, chegou ao Brasil em março de 2025 com o foco de fazer mestrado na mesma área, na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
“Verifiquei as avaliações que a UFPR tem na área florestal e recebi recomendações de vários professores meus da graduação em Moçambique, que também estudaram no Paraná. Sabia que era o estado certo para vir”, afirma Faiman. No mesmo câmpus da UFPR fica o Simepar, e foi na instituição que o pesquisador começou a estudar os detalhes da plataforma VFogo, que monitora focos de calor.
Atualmente, ele pesquisa formas de aprimorar a previsão e detecção de incêndios florestais no Brasil, aplicando índices de perigo de incêndios, como a Fórmula de Monte Alegre, para diferentes regiões do Brasil, além da elaboração de planos de prevenção e combate a incêndios florestais para diferentes áreas de interesse.
“Aproveitando essa ligação que tenho com a UFPR, facilita o desenvolvimento de notas conceituais que jogam tanto no lado acadêmico e de pesquisa como no lado técnico, para apoiar o trabalho do Simepar”, ressalta Faiman.
GUERRA – Hoje pesquisadora do Simepar, Violet Ishak decidiu deixar a Síria em março de 2017. O país estava em guerra, e ela buscava segurança. “Fiz uma pesquisa no Google e encontrei no Paraná a capital mais segura e com custo de vida adequado para mim. Também descobri que é uma cidade que ganhou vários prêmios por ser cuidadosa com o meio ambiente, e era um lugar assim que eu queria para viver”, afirma.
Desde que chegou ao Brasil, ela decidiu que iria focar os esforços na carreira profissional. Engenheira ambiental, Violet concluiu a dissertação de mestrado sobre aplicação de métodos para corrigir vieses em modelos climáticos de chuva, e o trabalho interessou o Simepar.
Atualmente, ela desenvolve na instituição uma pesquisa sobre o impacto das mudanças climáticas nas médias mensais de precipitação em bacias hidrográficas. Para isso, ela utiliza métodos de correção de modelos computacionais capazes de simular o comportamento do clima. “Estes modelos apresentam erros sistemáticos que podem resultar na superestimação ou subestimação da precipitação. Para reduzir esses erros, foram aplicados métodos estatísticos de correção de viés, com o objetivo de obter séries de precipitação mais próximas da realidade e gerar informações mais confiáveis para o planejamento de políticas públicas e para a gestão dos recursos hídricos e energéticos”, explica.
FAMÍLIA – Para ficar mais perto de sua amada uruguaia que já morava em Curitiba, e para assumir o cargo de professor visitante na UFPR, o alemão Tobias Bleninger mudou-se para a capital paranaense há 17 anos. “Gostei dos projetos grandes e desafios no Brasil, e passei em um concurso na universidade em 2011, onde atuo como professor até hoje”, conta.
Ele é doutor em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambientais pelo Karlsruhe Institute of Technology (2006), na Alemanha, e graduado em Engenharia Civil com especialização em Hidráulica e Meio Ambiente na mesma universidade (2000).
Com 24 anos de experiência no desenho e na modelagem de emissários submarinos, incluindo a hidráulica interna de difusores e o acoplamento de modelos hidrodinâmicos, além de experiência na área de Hidráulica e Mecânica dos Fluidos, aplicando métodos numéricos e fazendo medições em campo e em laboratório, ele realizou várias atividades de consultoria, além dos projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Foi através do convênio com a Sanepar que ele chegou ao Simepar, onde desenvolveu um projeto envolvendo equipamentos acústicos para medição de vazão. A parceria de Bleninger com o Simepar continua no projeto Infohidro, para o qual ele criou os indicadores de qualidade de água. O Infohidro é uma plataforma de informações estratégicas, baseadas em dados especializados para o auxílio à tomada de decisão e uso sustentável dos recursos hídricos.
Os temas de pesquisa atuais de Bleninger são estudos de projetos de hidráulica de hidrovias e fenômenos de transporte em reservatórios. Com o Simepar, o professor desenvolve publicações científicas como pesquisador sênior e presta consultoria ao desenvolvimento de produtos que envolvem a ampliação do uso do sensoriamento remoto.
Fonte: Governo PR
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