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MPPR cumpre mandados na 2ª fase da Operação Rota Certa, que investiga fraudes em licitações do transporte escolar

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, deflagrou nesta quinta-feira, 13 de novembro, a segunda fase da Operação Rota Certa, que apura possíveis crimes de fraude a licitação, associação criminosa e formação de cartel por empresários ligados ao setor de transporte escolar. O esquema também contaria com a participação de servidores públicos.

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Áudio do Promotor de Justiça Fabrício Trevizan de Almeida

Oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da Vara Criminal de Francisco Beltrão, foram cumpridos com apoio das unidades regionais do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e do Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As medidas foram executadas em residências e endereços comerciais dos investigados, bem como na sede do Detran de Francisco Beltrão.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos computadores e celulares, que podem ter sido usados para a prática das fraudes, bem como colhidos novos indícios da extensão da associação criminosa e que possam auxiliar na identificação de outros agentes públicos e empresários envolvidos e no rastreamento do proveito dos crimes.

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Primeira fase – As investigações foram iniciadas no ano de 2023, com objetivo de investigar a prática de crimes e fraudes em licitações para contratação de empresas para fornecimento de transporte escolar em Francisco Beltrão. Com os elementos de prova colhidos na primeira fase da operação, deflagrada no ano de 2024, foi possível evidenciar a participação de dois empresários nas fraudes, que atuaram de forma direcionada para fraudarem a concorrência em itens específicos em duas licitações municipais, realizadas em 2023.

Grupo criminoso – Além dos dois empresários, foi identificada a existência de outro grupo que colaborava para a concretização das fraudes. A partir disso, buscou-se indícios da formação de associação criminosa que praticava, de forma reiterada, condutas com a finalidade de fraudar licitações para a contratação do serviço de transporte escolar em Francisco Beltrão (no ano de 2023) e em outros municípios do Estado do Paraná (entre 2023 e 2025). As fraudes em tese incluíam a utilização de empresas de fachada para simular artificialmente a competição nos pregões, e táticas ilícitas de lances inexequíveis para afastar competidores legítimos, visando garantir a contratação de suas empresas por valores mais altos.

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Servidores públicos – Além do núcleo empresarial, a investigação apontou indícios de suposta corrupção e cooptação de agentes públicos para garantir o êxito da fraude. Um dos focos da investigação é um servidor comissionado do Detran. Outro alvo é uma servidora pública municipal com atuação direta no setor de transporte escolar da prefeitura de Francisco Beltrão no ano de 2023.

Crimes investigados – No âmbito da operação, o Ministério Público investiga, entre outros crimes, a prática, em tese, dos crimes de associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitação, fraude à licitação, corrupção passiva, corrupção ativa, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes

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A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.

Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.

De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.

O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.

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AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.

O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.

PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.

A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.

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Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.

Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.

PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.

Fonte: Governo PR

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