Agro
Frete rodoviário registra terceira queda seguida e atinge R$ 7,23 por km em outubro, aponta Edenred Frete
O Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred Frete, elaborado a partir de dados exclusivos da plataforma Repom, revelou que o valor médio do frete por quilômetro rodado no Brasil apresentou uma leve retração em outubro. O preço passou de R$ 7,25 em setembro para R$ 7,23, o que representa queda de 0,28% — a terceira consecutiva no ano.
De acordo com a Edenred Frete, o resultado reflete uma fase de estabilidade nos custos do transporte rodoviário, após um período de maiores oscilações no setor.
Fatores que influenciaram o comportamento dos preços
O leve recuo observado em outubro resulta do equilíbrio entre forças opostas no mercado. De um lado, o agronegócio mantém forte demanda por transporte, impulsionado pela expectativa de uma safra recorde em 2025. De outro, a desaceleração da indústria nos últimos meses reduziu o volume de embarques, o que contribuiu para uma pequena pressão de baixa nos preços.
Segundo especialistas, o cenário atual demonstra uma acomodação natural dos valores, com tendência de estabilidade à medida que o mercado se ajusta às condições de oferta e demanda.
Estabilidade do diesel ajuda a conter variações
A manutenção do preço dos combustíveis foi outro fator que ajudou a estabilizar o custo do frete. O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) apontou que o diesel S-10 manteve o valor médio de R$ 6,21 por litro em outubro, sem variação em relação a setembro.
A ausência de reajustes significativos no combustível, que representa uma das principais despesas do transporte rodoviário, tem evitado oscilações bruscas nos valores cobrados por frete em todo o país.
Fiscalização da ANTT traz maior equilíbrio ao setor
Além dos aspectos econômicos, a fiscalização mais rigorosa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o cumprimento da Tabela de Preço Mínimo de Frete tem contribuído para manter os preços em níveis mais estáveis.
De acordo com Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete, o aumento das ações fiscalizatórias trouxe mais equilíbrio ao mercado:
“A fiscalização mais rigorosa da ANTT contribuiu para manter a média do frete em níveis estáveis. Com mais empresas buscando se adequar às regras, observa-se uma menor dispersão nos valores praticados e uma tendência de equilíbrio entre oferta e demanda”, afirmou o executivo.
Perspectivas para o setor de transporte rodoviário
Com o avanço da colheita agrícola e a retomada gradual da atividade industrial, o setor de transporte deve manter o atual patamar de preços até o fim do ano. A expectativa é de estabilidade moderada, sem grandes elevações, mas também sem quedas expressivas, enquanto fatores como o preço do diesel e o volume de cargas permanecem controlados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Novo marco do crédito rural exige responsabilidade socioambiental e rastreabilidade no acesso ao financiamento
Desde 1º de abril de 2026, o acesso ao crédito rural no Brasil passou a seguir novos critérios de conformidade socioambiental, conforme as Resoluções CMN n.º 5.193/2024, 5.267/2025 e 5.268/2025, que promoveram uma ampla atualização do Manual de Crédito Rural (MCR), sob coordenação do Banco Central (BC). As mudanças impactam diretamente produtores rurais, instituições financeiras, cooperativas de crédito e operadores jurídicos ligados ao agronegócio.
Crédito rural passa a exigir conformidade socioambiental obrigatória
De acordo com especialistas, a concessão de financiamento rural, que antes se concentrava principalmente na análise da viabilidade econômica e da capacidade de pagamento do produtor, agora incorpora critérios obrigatórios de conformidade ambiental.
Entre as novas exigências estão a rastreabilidade territorial e a responsabilidade socioambiental, que passam a ser condições objetivas para contratação, manutenção e renovação das operações de crédito rural.
Segundo o advogado especializado em agronegócio, Vinicius Souza Barquette, a mudança representa uma transformação estrutural no modelo de concessão de crédito no país.
Cadastro Ambiental Rural passa a ser condição obrigatória
A Resolução CMN n.º 5.193, em vigor desde 2024, estabelece que não poderá haver concessão de crédito rural para imóveis que não estejam inscritos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), ou cuja inscrição esteja cancelada ou suspensa.
Para o especialista, a regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR) deixou de ser uma recomendação técnica e passou a ser uma exigência obrigatória para acesso ao financiamento.
Cruzamento de dados ambientais passa a ser exigido
Com as novas regras, a partir de 1º de abril de 2026, imóveis rurais com mais de quatro módulos fiscais deverão passar por análise de dados geoespaciais. Já para propriedades menores, a exigência passa a valer a partir de 4 de janeiro de 2027.
As instituições financeiras ficam obrigadas a cruzar informações do imóvel com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do sistema Prodes, para identificar eventual supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.
Caso seja identificada irregularidade nesse período, a concessão do crédito deverá ser negada.
Crédito rural passa a integrar política ambiental
Segundo análise jurídica, as alterações promovidas pelas resoluções do Conselho Monetário Nacional representam uma mudança estrutural no papel do crédito agrícola no Brasil.
O financiamento rural deixa de ser apenas um instrumento de política financeira e passa também a atuar como ferramenta de política ambiental.
Conformidade ambiental será exigida durante todo o contrato
A modernização do Manual de Crédito Rural estabelece que o acesso ao financiamento passa a depender da comprovação de conformidade com a legislação florestal.
Além disso, será exigido monitoramento contínuo do uso da terra por meio de tecnologias de sensoriamento remoto, bem como o cumprimento permanente das obrigações socioambientais ao longo de toda a vigência dos contratos de crédito rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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