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Preços do etanol sobem na primeira semana de novembro, aponta Cepea/Esalq-USP

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Os preços do etanol registraram alta entre os dias 3 e 7 de novembro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

O avanço foi observado tanto no etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, quanto no etanol hidratado, consumido diretamente por veículos flex e movidos a álcool.

Etanol anidro e hidratado registram aumento nos preços

Durante o período analisado, o etanol anidro apresentou valorização de 0,92%, passando de R$ 3,1801 para R$ 3,2094 por litro.

Já o etanol hidratado teve alta de 0,78%, com o preço subindo de R$ 2,7781 para R$ 2,7997 por litro.

A recuperação ocorre após semanas de movimento instável nos preços, reflexo de ajustes na oferta e da demanda interna, influenciada pelos preços da gasolina e pelo ritmo de vendas nas usinas.

Indicador Diário Paulínia confirma tendência de alta

De acordo com o Indicador Diário Paulínia, referência do Cepea/Esalq-USP para o mercado paulista, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.917,50 por metro cúbico nas usinas na sexta-feira (7).

O valor representa alta de 0,85% em relação ao dia anterior, reforçando o movimento de valorização semanal do biocombustível.

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Perspectivas para o mercado de etanol

Analistas apontam que o mercado segue atento à competitividade frente à gasolina, além dos efeitos da entressafra de cana-de-açúcar, que pode limitar a oferta nas próximas semanas.

A expectativa é de manutenção de preços firmes no curto prazo, com ajustes pontuais conforme o comportamento da demanda e os custos de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos exige protocolos mais rigorosos para garantir desempenho e reduzir custo por arroba

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Adaptação dos animais é o principal desafio no confinamento

O início dos ciclos de confinamento, a partir de abril em diversas regiões do Brasil, reforça a necessidade de atenção à adaptação dos bovinos dentro dos sistemas intensivos. A entrada de animais com diferentes origens e históricos sanitários tem se consolidado como o principal desafio para os pecuaristas.

Ao contrário do que se imagina, os maiores riscos não estão relacionados aos ectoparasitas, mas sim à heterogeneidade dos lotes, que pode comprometer o desempenho e aumentar os custos de produção.

Diferenças sanitárias elevam risco de doenças e perdas produtivas

Animais provenientes de diferentes propriedades chegam ao confinamento com níveis variados de imunidade e exposição a patógenos. Esse cenário aumenta a predisposição a doenças como pneumonias, clostridioses e dificuldades de adaptação alimentar.

A falta de uniformidade impacta diretamente a previsibilidade dos resultados, tornando o sistema mais sensível a variações de desempenho e exigindo manejo mais técnico.

Ectoparasitas têm menor impacto no ambiente de confinamento

Apesar da preocupação comum com carrapatos e mosca-dos-chifres, o ambiente de confinamento não favorece a permanência desses parasitas.

Mesmo quando os animais chegam infestados, os carrapatos tendem a cair entre 7 e 21 dias, sem possibilidade de reinfestação, já que o ciclo biológico não se sustenta nesse tipo de ambiente.

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Verminose compromete desempenho nas primeiras semanas

Por outro lado, a verminose continua sendo um fator relevante, principalmente nos primeiros 30 a 40 dias de confinamento. Animais parasitados apresentam menor ganho de peso inicial, maior variabilidade no lote e dificuldades de adaptação.

Nesse contexto, o protocolo sanitário na entrada dos animais, durante o processamento, é considerado um dos principais pontos de controle para garantir eficiência produtiva.

Padronização sanitária aumenta previsibilidade no sistema

A adoção de estratégias de vermifugação no momento da entrada permite corrigir e padronizar o status sanitário dos bovinos, criando condições mais favoráveis para o desempenho ao longo do ciclo.

O uso de produtos de amplo espectro e a adoção de práticas que reduzam o risco de resistência parasitária são fundamentais para garantir maior uniformidade entre os animais e melhor aproveitamento produtivo.

Estresse impacta consumo e desempenho dos animais

Outro fator crítico no confinamento é o estresse, provocado pela mudança de ambiente, dieta e manejo. Esse processo eleva os níveis de cortisol, afetando o consumo alimentar, a imunidade e o ganho de peso.

A redução do estresse é considerada estratégica para melhorar os resultados produtivos e diminuir perdas no sistema.

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Tecnologias de bem-estar ganham espaço na pecuária intensiva

Diante desse cenário, cresce o uso de tecnologias voltadas ao bem-estar animal e à adaptação dos bovinos. Soluções que auxiliam na redução do estresse contribuem para melhorar o consumo, a ruminação e a hidratação dos animais.

Na prática, isso se traduz em maior ganho médio diário, melhor rendimento de carcaça e menor tempo para atingir o peso ideal de abate.

Resistência parasitária exige manejo mais estratégico

O avanço da resistência parasitária também demanda atenção dos pecuaristas. O uso repetitivo de determinadas bases químicas pode reduzir a eficácia dos tratamentos ao longo do tempo.

Por isso, a adoção de protocolos sanitários mais completos e diversificados se torna essencial para manter a eficiência dos sistemas de produção.

Gestão sanitária define competitividade do confinamento

Mais do que um ambiente de terminação, o confinamento é um sistema de alta precisão, em que cada etapa influencia diretamente o resultado final.

A implementação de protocolos sanitários bem estruturados na entrada dos animais é determinante para garantir maior uniformidade dos lotes, melhorar o desempenho produtivo e reduzir o custo por arroba, aumentando a competitividade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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