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Dólar recua com otimismo sobre fim do shutdown nos EUA e estabilidade nas projeções do mercado brasileiro

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O dólar iniciou a semana em queda frente ao real, acompanhando o movimento global de valorização dos ativos de risco. A desvalorização da moeda norte-americana ocorre diante da expectativa de que o impasse sobre o orçamento do governo dos Estados Unidos — que levou à paralisação de parte das atividades públicas — esteja próximo de ser resolvido.

No domingo, o Senado norte-americano aprovou um projeto que prevê o financiamento do governo até 30 de janeiro, incluindo dotações orçamentárias para todo o ano. A proposta, que agora retorna à Câmara, representa um avanço importante nas negociações para encerrar o chamado shutdown, que já dura cerca de 40 dias. O otimismo dos investidores tem fortalecido moedas emergentes, como o real, o rand sul-africano e o peso mexicano, além de impulsionar os mercados acionários internacionais.

Dólar recua no mercado brasileiro

No Brasil, o dólar à vista caía 0,48% nesta manhã de segunda-feira (10), sendo negociado a R$ 5,3091 na venda, por volta das 9h25. No mercado futuro, o contrato de dólar para dezembro — o mais líquido — também recuava 0,48%, cotado a R$ 5,3305.

Na sexta-feira anterior, o dólar à vista havia fechado em queda de 0,27%, a R$ 5,3347. O recuo da moeda americana reflete o alívio nos mercados internacionais e a expectativa de estabilidade no cenário doméstico, com investidores atentos à divulgação de dados econômicos e eventos políticos relevantes.

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Projeções econômicas seguem estáveis no Boletim Focus

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, manteve as projeções do mercado financeiro para diversos indicadores. A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) segue em 15,00% no fim de 2025, recuando para 12,25% em 2026, com manutenção em 10,50% e 10,00% para 2027 e 2028, respectivamente.

Para o câmbio, o mercado projeta dólar em torno de R$ 5,41 no final de 2025 e R$ 5,50 em 2026, estimativas que também permanecem inalteradas para os anos seguintes. A inflação medida pelo IPCA foi mantida em 4,55% para 2025, 4,20% para 2026, 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028.

Já o crescimento econômico (PIB) deve ser de 2,16% em 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027 — uma leve revisão em relação à previsão anterior, de 1,90%. Para 2028, a projeção foi mantida em 2,00%.

Eventos e agenda do dia movimentam o mercado

Além da divulgação do Focus, os investidores voltam suas atenções nesta segunda-feira para a coletiva de imprensa do Banco Central, que deve detalhar a nova regulamentação sobre ativos virtuais no país. A autarquia também realizará um leilão de 45 mil contratos de swap cambial, referentes à rolagem do vencimento de 1º de dezembro, medida que busca dar liquidez ao mercado e controlar a volatilidade da moeda.

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No cenário político, Belém sedia oficialmente a abertura da COP30, evento que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças globais. O encontro deve pautar discussões sobre sustentabilidade e transição energética, com impacto potencial nas perspectivas econômicas e de investimento do país.

Desempenho recente do câmbio e da bolsa

O dólar acumula queda de 0,81% na semana e no mês, com recuo de 13,65% no acumulado do ano. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, vinha em trajetória positiva, com alta acumulada de 3,02% na semana e no mês, e expressivo avanço de 28,08% no acumulado do ano.

Conclusão

Com o avanço das negociações nos Estados Unidos para pôr fim à paralisação do governo e o ambiente internacional mais favorável ao risco, o dólar recua ante o real no início desta semana. Internamente, as projeções econômicas seguem estáveis, conforme o Boletim Focus, enquanto a agenda local inclui o leilão de swaps do Banco Central e o início da COP30 em Belém, eventos que podem influenciar os rumos do câmbio e da bolsa nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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