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Agro

Colheita de pêssegos avança no Rio Grande do Sul com variedades em diferentes estágios

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A colheita de pêssegos no Rio Grande do Sul segue em ritmos distintos, dependendo da região produtora e das variedades cultivadas, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado em 30 de outubro.

Os produtores estão atentos à qualidade dos frutos e aos cuidados fitossanitários, garantindo que a fruta chegue ao mercado com bom calibre e sanidade adequada.

Caxias do Sul: variedades precoces e médias em colheita

Na região de Caxias do Sul, estão sendo colhidas as variedades BRS Kampai, Charme, Chimarrita e PS 25399. Segundo a Emater/RS-Ascar, os frutos apresentam calibre e coloração regulares, impactados pela baixa insolação recente.

A maior parte da produção é destinada a packing houses e comercializada nas Ceasas do estado e mercados regionais, com pequenos volumes chegando a outros estados. O preço médio nas feiras do produtor varia entre R$ 7,00 e R$ 10,00/kg, e não foram registrados problemas significativos com pragas ou doenças.

Passo Fundo: variedades tardias em formação

Em Passo Fundo, as variedades tardias estão na fase final de formação dos frutos, enquanto as precoces iniciam a maturação. Os produtores mantêm tratamentos preventivos, garantindo a sanidade das plantas e a qualidade da colheita futura.

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Pelotas: foco na indústria de conservas

Na região de Pelotas, os frutos ainda estão em desenvolvimento, com pomares apresentando boas condições sanitárias. Os agricultores seguem realizando manejo contra doenças, especialmente podridão-parda.

Os preços negociados para a indústria de conservas ficaram abaixo das expectativas, com R$ 2,10/kg para o tipo I e R$ 1,85/kg para o tipo II.

Bagé e Santa Maria: início da colheita das precoces

Nas regionais de Bagé e Santa Maria, a colheita das variedades precoces teve início. A Emater destaca que produtividade e qualidade estão excelentes, graças às condições climáticas favoráveis e ao controle eficiente da mosca-das-frutas, aliado a tratamentos de inverno adequados.

Santa Rosa: frutificação e raleio concluído

Em Santa Rosa, as lavouras estão na fase de frutificação, com o raleio concluído. As variedades precoces, destinadas ao consumo in natura e à produção de doces e geleias, já começaram a ser colhidas, com preços entre R$ 4,00 e R$ 5,00/kg.

Soledade: manejo fitossanitário é prioridade

Em Soledade, as variedades precoces Marli e Premier estão em colheita, com ocorrência de podridão-parda, exigindo manejo adicional. Variedades medianas e tardias seguem em formação de frutos, com raleio e poda verde realizados. Foram observados casos de broca-dos-ponteiros (Grapholita modesta), demandando atenção em áreas com maior incidência.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Recorde nos portos pressiona armazenagem no Brasil e acelera demanda por infraestrutura logística no agro

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O crescimento acelerado do setor portuário brasileiro está ampliando um desafio estrutural crítico: a falta de infraestrutura de armazenagem para sustentar o avanço das operações logísticas, especialmente nos corredores de exportação do agronegócio.

Em 2025, os portos do país movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas, um recorde histórico e alta de 6,1% em relação ao ano anterior, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Para 2026, a perspectiva é ainda mais robusta, com investimentos superiores a R$ 47 bilhões previstos no Novo PAC e ao menos 21 projetos em andamento.

Entre os destaques está a ampliação do terminal de contêineres de Porto de Santos, que deve expandir sua capacidade de 6 para 9 milhões de TEUs por ano, consolidando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Gargalos logísticos vão além dos portos

Apesar do avanço nas operações portuárias, o crescimento expõe limitações importantes fora das docas. Transportadoras, operadores logísticos, armazéns gerais e indústrias enfrentam dificuldades para acompanhar o ritmo da expansão.

A limitação de capacidade tem levado operadores a atuarem próximos do limite, o que aumenta custos, reduz eficiência e gera atrasos nas cadeias de suprimento — especialmente no escoamento de grãos.

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Armazenagem se torna elo crítico da cadeia

A pressão sobre a armazenagem reflete diretamente o avanço do agronegócio, que segue ampliando sua produção e demanda por soluções logísticas mais eficientes.

Sem infraestrutura adequada, o fluxo de cargas perde competitividade, impactando desde o produtor rural até os exportadores. O cenário reforça a necessidade de investimentos não apenas em portos, mas também em estruturas de apoio ao longo de toda a cadeia.

Soluções modulares ganham espaço

Diante desse contexto, alternativas mais ágeis e flexíveis têm ganhado protagonismo. Galpões modulares, por exemplo, vêm sendo adotados como solução para ampliar rapidamente a capacidade de armazenagem.

Diferentemente de estruturas tradicionais de alvenaria, esses sistemas permitem instalação diretamente no local de operação, sem necessidade de obras permanentes e com prazos reduzidos — muitas vezes inferiores a 30 dias.

Empresas especializadas, como a Tópico, já registram forte presença em áreas portuárias e retroportuárias, atendendo demandas urgentes por expansão de capacidade.

Expansão acompanha ritmo do agro e da indústria

Com atuação nacional e presença relevante nos setores de agronegócio, indústria e logística, a Tópico mantém entre 150 mil e 200 mil m² de estruturas disponíveis em estoque, garantindo rapidez na entrega e instalação em diferentes regiões do país.

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Atualmente, cerca de 30% das operações da empresa estão concentradas em portos e áreas estratégicas de escoamento, evidenciando a crescente demanda por soluções logísticas integradas.

Perspectiva: crescimento exige planejamento estrutural

O avanço do setor portuário confirma o papel do Brasil como potência exportadora, mas também evidencia a necessidade urgente de planejamento e investimentos em infraestrutura complementar.

Sem expansão consistente da armazenagem e da logística terrestre, o país corre o risco de transformar ganhos produtivos em gargalos operacionais.

Para o agronegócio, o recado é claro: crescer exige armazenar, transportar e escoar com eficiência — e isso passa, necessariamente, por uma nova onda de investimentos em infraestrutura inteligente e adaptável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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