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Agro

Agritechnica 2025 apresenta quatro tendências em máquinas agrícolas com grande potencial para o Brasil

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A Agritechnica 2025, considerada a maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, será realizada de 9 a 15 de novembro, em Hannover, na Alemanha. O evento reunirá mais de 2.700 expositores de 52 países, ocupando 23 pavilhões, além de 37 estandes coletivos oficiais que trazem empresas de pequeno e médio porte. A expectativa é receber 430 mil visitantes profissionais, consolidando a feira como um ponto de encontro global para inovações e tendências do agronegócio.

O Brasil, com seu clima tropical, diversidade de solos e grandes extensões produtivas, se apresenta como terreno fértil para tecnologias que aumentem a eficiência e reduzam custos na agricultura, especialmente com foco em sustentabilidade. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da Agritechnica, a feira evidencia que o futuro da mecanização agrícola passa por automação inteligente, aplicação precisa de insumos e uso de dados em tempo real.

1. Aplicação precisa de fertilizantes e chorume

A aplicação de fertilizantes líquidos e chorume evoluiu para sistemas mais leves, automatizados e eficientes, com distribuição localizada e controle por seções. Isso garante que os nutrientes sejam aplicados apenas onde são necessários, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

“No Brasil, o fertilizante representa um dos maiores custos da produção. A automação na aplicação melhora o aproveitamento dos nutrientes e reduz despesas”, explica Brena Baumle, representante da DLG no Brasil.

2. Semeadura e plantio com inteligência artificial e sensores

Novas máquinas de plantio combinam diversas etapas em uma única passada, incluindo semeadura, capina e adubação localizada. Sensores e sistemas de IA ajustam profundidade, espaçamento e densidade das sementes conforme as características do solo, aumentando a uniformidade, produtividade e economia de insumos.

“O agricultor brasileiro já está habituado à agricultura de precisão. A integração de dados e inteligência artificial representa o próximo passo, trazendo ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade”, afirma Baumle.

3. Irrigação automatizada e de precisão

Sistemas de irrigação inteligente utilizam sensores de umidade e modelos climáticos para calcular automaticamente o momento e volume ideais de irrigação, economizando água, energia e tempo. A tecnologia é especialmente relevante em regiões com déficit hídrico, garantindo maior resiliência das lavouras.

“Irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias tornam o processo previsível e controlável pelo produtor”, reforça Baumle.

4. Sistemas autônomos de capina e controle de ervas daninhas

Robôs de capina, pulverização seletiva e sistemas de controle a laser estão entre as inovações que substituem o uso intensivo de herbicidas. Tecnologias de spot spraying e bicos inteligentes permitem aplicação pontual, reduzindo custos e atendendo às exigências ambientais de mercados internacionais.

“A falta de mão de obra e o alto custo dos defensivos tornam a automação uma aliada estratégica para o produtor brasileiro”, destaca Baumle.

Inovação, sustentabilidade e networking em um só espaço

A Agritechnica 2025, com o tema “Touch Smart Efficiency”, reforça o papel das tecnologias digitais na construção de uma agricultura mais inteligente, sustentável e competitiva. A programação inclui:

  • Digital Farm Center: área dedicada à agricultura inteligente;
  • DLG Expert Stages: cinco palcos técnicos;
  • DLG Spotlights: três espaços com palestras técnicas;
  • Vitrine para startups do agronegócio;
  • Systems & Components: mercado B2B para fornecedores agrícolas;
  • Plataforma de matchmaking: para conexões comerciais internacionais.
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O evento também celebra o Dia Internacional do Agricultor e o Dia dos Jovens Profissionais, atraindo a nova geração de agricultores e fomentando inovação em toda a cadeia do agronegócio.

Segundo Timo Zipf, a Agritechnica vai além de uma feira: “É um espaço de conexão entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Safrinha de milho 2026: colheita começa em Goiás com produtividade abaixo do potencial após estiagem

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A colheita da segunda safra de milho 2026 começou no sudoeste de Goiás e já revela os desafios enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo. Embora as primeiras áreas apresentem produtividade satisfatória, os impactos da estiagem registrada durante o desenvolvimento das lavouras devem limitar o potencial produtivo da safra no estado.

Na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), cerca de 1% dos 1,1 milhão de hectares cultivados já foram colhidos. Em Rio Verde, principal polo agrícola da região, os trabalhos avançam sobre aproximadamente 3% dos 400 mil hectares plantados com milho safrinha.

Primeiras áreas apresentam bons resultados

Segundo informações do departamento técnico da cooperativa, as áreas consideradas mais favorecidas apresentaram produtividade inicial em torno de 7.200 quilos por hectare, resultado considerado positivo para o início da colheita.

Entretanto, a expectativa é que esse desempenho não represente a realidade da maior parte das lavouras que ainda serão colhidas.

A falta de chuvas em momentos decisivos do ciclo comprometeu o desenvolvimento das plantas em diversas regiões produtoras, reduzindo significativamente o potencial produtivo da safra.

“Os primeiros resultados são de áreas nobres, que receberam melhores condições de desenvolvimento. A tendência é de redução dos rendimentos médios à medida que a colheita avance”, avaliam técnicos da cooperativa.

Chuvas recentes podem atrasar os trabalhos

As precipitações registradas no último fim de semana no sudoeste goiano devem provocar uma desaceleração temporária da colheita.

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A expectativa é que o excesso de umidade no campo possa interromper ou reduzir o ritmo das operações por até dez dias em algumas áreas.

Apesar disso, as chuvas chegam tarde para reverter as perdas já consolidadas nas lavouras afetadas pela seca.

Os produtores seguem concentrados na retirada dos grãos do campo e na avaliação dos impactos efetivos sobre a produtividade final da safra.

Estiagem reduz expectativa de rendimento

De acordo com as projeções do setor técnico, a produtividade média da região deve ficar próxima de 4.200 quilos por hectare, número significativamente inferior ao observado nas áreas mais produtivas colhidas neste início de safra.

O resultado reflete principalmente os efeitos da irregularidade climática registrada durante os meses de desenvolvimento das lavouras.

A redução dos rendimentos preocupa produtores e cooperativas, especialmente diante do aumento dos custos de produção observado ao longo do ciclo agrícola.

Produção de Goiás deve cair mais de 3 milhões de toneladas

Levantamento mais recente da Safras & Mercado aponta uma redução expressiva na produção de milho safrinha em Goiás na temporada 2026.

A estimativa é de uma colheita de 12,592 milhões de toneladas, volume inferior às 16,058 milhões de toneladas obtidas em 2025.

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A queda representa uma retração superior a 21% na produção estadual.

O cenário chama atenção porque ocorre mesmo com o aumento da área cultivada.

Área cresce, mas produtividade recua

Segundo as projeções, a área destinada ao milho safrinha em Goiás deverá alcançar 2,421 milhões de hectares em 2026, crescimento de 1,2% em relação aos 2,392 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.

No entanto, o avanço da área não foi suficiente para compensar as perdas causadas pelo clima adverso.

A produtividade média estadual está estimada em 5.200 quilos por hectare, abaixo dos 6.712 quilos por hectare registrados na safra passada.

Mercado acompanha impacto da quebra produtiva

A redução da produção goiana ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro de milho. Goiás é um dos principais estados produtores do país e tem papel fundamental no abastecimento interno, na formação dos estoques e nas exportações.

Com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado acompanhará de perto os resultados efetivos das lavouras para medir o impacto da quebra produtiva sobre a oferta nacional.

Apesar das perdas registradas em parte das áreas, a expectativa é de que o avanço da colheita traga maior clareza sobre o tamanho da safra e contribua para a definição dos movimentos de preços no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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