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Palestras nos Campos Gerais apresentam ações do Programa Mulher Segura

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A cidade de Carambeí, nos Campos Gerais, sediou duas palestras promovidas pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp) focadas na apresentação das ações do Programa Mulher Segura Paraná e no aprimoramento da rede de enfrentamento à violência de gênero. As atividades reuniram aproximadamente 130 pessoas, incluindo representantes de órgãos públicos, forças de segurança, profissionais da rede de proteção e membros da comunidade. Os encontros proporcionaram a troca de conhecimentos e a integração sobre as políticas públicas voltadas à proteção feminina.

Durante as palestras, foram minuciosamente descritas as estruturas que compõem o Programa Mulher Segura, tais como a Patrulha Maria da Penha, as Delegacias da Mulher, as colaborações com secretarias estaduais e a própria rede de proteção, que operam de forma coordenada para assegurar acolhimento e segurança às vítimas. Foram igualmente divulgados os principais canais de atendimento e denúncia, como o 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque-Denúncia) e 180 (Central de Atendimento à Mulher), que servem como vias de acesso para um auxílio rápido e humanizado.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, enfatizou os progressos alcançados por meio do trabalho integrado das forças de segurança e das políticas de enfrentamento à violência de gênero. “Estamos conseguindo alcançar resultados expressivos. Graças a essa atuação conjunta, obtivemos uma redução de 10% nos casos no Estado. Isso não representa apenas um número; são vidas preservadas que demonstram estarmos no caminho correto no combate à violência contra a mulher”, declarou.

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O coordenador do Programa Mulher Segura, coronel Dalton Gean Perovano, reiterou a relevância da continuidade das ações. “Cada palestra, cada encontro e cada rede fortalecida significam um avanço na construção de um Paraná mais seguro para as mulheres. O programa está consolidando uma política permanente, fundamentada na prevenção, no acolhimento e na integração das forças de segurança com a comunidade”, ressaltou.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer também os serviços que integram a rede de proteção primária e de atendimento, composta por instituições como o CRAS, CREAS, CRAM, Procuradoria da Mulher, Defensoria Pública e Conselho Tutelar, além de grupos reflexivos como Alcoólicos e Narcóticos Anônimos, que contribuem para o suporte emocional e a reintegração social das pessoas envolvidas.

Também foram apresentadas as estratégias de gestão da rede de proteção social, com foco no planejamento e na análise territorial para identificar fragilidades, na articulação intersetorial entre diferentes políticas públicas, na vigilância socioassistencial para monitorar a qualidade dos serviços e na busca ativa, que assegura o acesso das famílias aos atendimentos e benefícios disponíveis.

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Durante a palestra, a prefeita Elisangela Pedroso elogiou as ações promovidas pela Missão Paraná no município. “Fiquei surpresa ao saber que Carambeí foi escolhida por critérios estratégicos, e não apenas por números. Isso evidencia a importância da cidade nesse trabalho integrado das forças de segurança. O secretário possui uma visão muito abrangente e nos convida a sair da zona de conforto, levando o trabalho policial para o interior das cidades e estreitando o vínculo com a comunidade”, disse.

SALA LILÁS – O município também recebeu, nesta terça-feira (4), a inauguração da Sala Lilás na Delegacia de Polícia Civil do Paraná (PCPR) em Carambeí, realizada pela Secretaria da Segurança Pública. A iniciativa integrou a programação da Missão Paraná III, reforçando a prioridade da gestão no enfrentamento à violência de gênero. O projeto consiste em um espaço dedicado ao acolhimento e atendimento humanizado de mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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