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MJSP recebe o 5º Encontro Técnico do Pró-Vida

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Brasília, 04/11/2025 – Começou, nesta terça-feira (4), no auditório do Palácio da Justiça, em Brasília (DF), o 5º Encontro Técnico do Programa Nacional de Qualidade de Vida para Profissionais de Segurança Pública (Pró-Vida). Promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a iniciativa vai reunir, até 6 de novembro, representantes da polícia militar, da polícia civil e das secretarias de segurança pública das 27 unidades da Federação.

A mesa de abertura contou com a presença da diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo, e da coordenadora-geral de Valorização Profissional, Juliana Ribeiro, saudando os participantes.

Para a diretora Isabel Figueiredo, esse encontro é fundamental para o Susp. “Essa troca é muito importante, porque o Susp não se faz dentro do Ministério apenas, ele é uma construção a muitas mãos, uma construção coletiva. O envolvimento dos entes federados e a adesão de todos os convidados aos projetos são fundamentais para que a gente chegue a um sistema robusto, e que, de fato, traga padrões de qualidade e referências de funcionamento para os mais diversos serviços na área de segurança pública”, destacou.

O evento tem como tema central as Estratégias de Promoção de Qualidade de Vida no Trabalho, e busca promover o compartilhamento de boas práticas e o intercâmbio de experiências relacionadas à saúde biopsicossocial, à segurança ocupacional, à proteção institucional e à valorização profissional.

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“Esse encontro é significativo para todos nós, pois agrega pessoas que estão atuando na linha de frente da promoção da qualidade de vida no trabalho. São parceiros nessa área que há muito tempo o MJSP coloca à mesa para debate”, comentou Juliana Ribeiro.

A Rede Pró-Vida age como instância colaborativa na governança da política de valorização dos profissionais de segurança, com base na Lei nº 13.675/2018, que institui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Entre as competências da Rede estão a produção técnico-científica, a articulação entre as instituições de segurança pública e a difusão de ações executadas no âmbito do Pró-Vida.

Programação

A programação foi estruturada em uma “trilha de conhecimento” com dois eixos principais: Qualidade de Vida no Trabalho e Gestão de Projetos, com oficinas, rodas de conversa e palestras conduzidas por especialistas da Universidade de Brasília (UnB) e equipes da CGVP/Senasp.

O destaque do primeiro dia foi a palestra Excelência em Gestão se faz com Qualidade de Vida no Trabalho, ministrada pelo professor e psicólogo organizacional Mário César Ferreira (UnB). A programação também contou com duas mesas-redondas. A primeira, com representantes das secretarias estaduais de segurança pública do Espírito Santo (ES), Mato Grosso do Sul (MS), Rio Grande do Norte (RN) e de Roraima (RR), sobre a implementação das equipes de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT); a segunda, a respeito da construção da pesquisa de indicadores em qualidade de vida, com participação da CGVP e da Diretoria de Gestão da Informação (DGI).

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Nos demais dias, os debates vão ocorrer nas salas modulares do Palácio da Justiça, com destaque para o workshop de definição e priorização de problemas e proposição de intervenções, coordenado pelo professor Bruno Honorato (UnB). O encerramento será com a oficina de elaboração de projetos em QVT.

Além de promover o alinhamento nacional das iniciativas voltadas ao bem-estar dos profissionais de segurança, o foco é aprimorar a execução dos recursos destinados à valorização profissional e avançar na aplicação da primeira pesquisa nacional de indicadores de qualidade de vida dos profissionais da segurança pública, com vistas à melhoria contínua do programa.

Pró-Vida

O Pró-Vida foi instituído pela Lei nº 13.675/2018, conhecida como Lei do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Criado para desenvolver políticas que valorizem e protejam esses profissionais ao acompanhar de perto os desafios que enfrentam, como os riscos do cotidiano, as condições de trabalho e a saúde física, mental e social. Para isso, a iniciativa identifica e mapeia problemas que podem impactar o desempenho desses agentes, propõe e executa medidas resolutivas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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