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Paraná

BRDE alcança mais de R$ 1,5 bilhão em contratações no Paraná em 2025

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) contratou até 24 de outubro deste ano pouco mais de R$ 1,5 bilhão somente em operações por meio da agência do BRDE no Paraná, ajudando a impulsionar a economia local. Os números são da própria instituição financeira de fomento, que apoia projetos de desenvolvimento econômico e social nos estados da Região Sul. O banco alcançou nesse período a marca de 4.837 contratos em território paranaense.

Dois setores dominam a maior parte das operações de crédito: a agropecuária, com 41,4% do valor movimentado – o que significa algo em torno de R$ 645 milhões; e comércio e serviços, com uma fatia de 36,8% do bolo, o que representa um montante de cerca de R$ 574 milhões. Outros dois segmentos compõem a lista de áreas atendidas pelo banco. A indústria foi responsável por 13,8% das contratações, enquanto a infraestrutura amealhou 8%. Esses percentuais correspondem a R$ 215 milhões e R$ 125 milhões, respectivamente.

“Tem sido um ano desafiador para crédito, notadamente em função das taxas de juros, no cenário macroeconômico, mas o BRDE tem conseguido cumprir o seu orçamento, especialmente no Paraná. Prevemos fechar 2025 com crédito concedido acima de R$ 2 bilhões. É o desafio da nossa equipe para o restante do ano, mantendo o foco na busca de clientes de pequeno porte – sem concorrer com a Fomento Paraná, que faz microcrédito –, mas atendendo um público que é prioridade para o Estado”, comentou o diretor vice-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior.

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Segundo ele, apesar do foco em empreendimentos de menor porte, há oportunidades para todos os tamanhos de clientes corporativos. “Não deixamos de atender também projetos das médias e grandes empresas, projetos de infraestrutura, como por exemplo os projetos de geração de energia, que continuam com demanda e que o BRDE está com as portas abertas para financiar”, complementou.

Com uma de suas três agências localizada em Curitiba, o BRDE chega a praticamente todos os cantos do Paraná. Ao todo, empreendedores de 381 dos 399 municípios paranaenses têm negócios com o banco, o que significa aproximadamente 95% das cidades do Estado. 

Considerando a divisão por tipo de clientes, os produtores rurais formam o grupo mais numeroso, sendo responsáveis por 87% do número de contratos assinados em 2025 – ou seja, 4.210 de 4.837. Em termos financeiros, eles contrataram quase R$ 593 milhões, ou 38% do total. O cenário é bem semelhante ao das grandes empresas, cujas operações somam apenas 76, mas envolvem cifras muito relevantes: R$ 591 milhões (37,9%). São os dois principais extratos atendidos.

Quem também ocupa uma parcela importante das operações são as pequenas empresas. Ao todo, 306 contratos são desse tipo de negócio, envolvendo R$ 180 milhões (11,5%). Já as microempresas têm uma realidade peculiar. Embora tenham o terceiro maior número de contratações, 214, os valores são mais discretos, abarcando aproximadamente R$ 26 milhões, apenas 1,7% do montante concedido pelo BRDE. São negócios que buscam créditos de menor vulto.

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O banco também é procurado por empresas de médio porte, que representam somente 0,5% dos contratos assinados (28) e 4,8% das cifras movimentadas (R$ 74 milhões). 

Há ainda a contratação de créditos por parte das prefeituras municipais, que são bem menos frequentes, mas que tratam de valores mais altos. Neste ano, foram três operações desse tipo, com quase R$ 95 milhões em recursos negociados – 6,1% do total. 

Em geral, 74,7% de toda a carteira do BRDE estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, incluindo programas de energia renovável, saneamento, agricultura de baixo carbono e eficiência energética, além de incentivos a práticas ESG (ambientais, sociais e de governança).

Para conhecer as linhas e acessar os detalhes das possibilidades basta acessar o site oficial do BRDE ou procurar as agências.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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