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Paraná

Fundação Araucária investe R$ 3 milhões em Data Lake para pesquisa genômica

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Desenvolver um Data Lake para o armazenamento e integração de dados, direta e indiretamente relacionados à saúde, da população da cidade de Guarapuava é o objetivo do projeto SABIÁ – Saúde Avançada com Big Data e Inteligência Artificial, financiado pela Fundação Araucária. O investimento é de R$ 3 milhões.

O SABIÁ está conectado ao Programa Genomas Paraná, que vem consolidando uma base inédita de dados genéticos da população paranaense. Ele ampliará esse legado ao integrar as informações com dados clínicos e ambientais, potencializando descobertas e aplicações em medicina de precisão e saúde pública.

“Esse projeto representa um marco para a consolidação de uma infraestrutura científica e tecnológica integrada no Estado. A Fundação Araucária tem atuado de forma estratégica no financiamento desse tipo de iniciativa, por compreender que a ciência de dados, biotecnologia e inteligência artificial são áreas estruturantes para o desenvolvimento mais sustentável do Paraná”, destacou a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan.

“O nosso compromisso é apoiar ações que promovam a integração entre pesquisa, formação de recursos humanos e aplicação tecnológica, ampliando, portanto, o alcance social e econômico da ciência produzida nas nossas instituições”, complementou.

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Ao combinar Big Data e Inteligência Artificial, o SABIÁ permitirá análises preditivas em larga escala sobre determinantes sociais, ambientais e comportamentais da saúde. “Isso possibilitará prever surtos epidemiológicos, identificar riscos populacionais, personalizar tratamentos, reduzir custos hospitalares e apoiar decisões de gestão pública. Trata-se de um investimento que prepara o Paraná para uma nova era de políticas baseadas em evidências e cuidado centrado no cidadão”, informou o coordenador da iniciativa, David Livingstone.

O projeto é resultado de uma parceria entre a Fundação Araucária e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e será replicado no município de Pompeia (SP), sob coordenação do professor André Ponce de Leon, responsável pelo IARA – projeto de Cidades Inteligentes. As atividades do SABIÁ estão previstas para serem iniciadas neste mês.

GENOMAS PARANÁ – O projeto Genomas Paraná, também financiado pelo Governo do Estado, já sequenciou milhares de amostras biológicas fornecidas por moradores de Guarapuava e também de residentes nos distritos de Palmeirinha, Entre Rios e Guairacá. Ele busca identificar marcadores genéticos associados a doenças prevalentes na população, abrindo caminho para a medicina de precisão. Com os dados recolhidos, será possível desenvolver tratamentos personalizados, reduzir diagnósticos tardios e implementar estratégias preventivas eficazes para os cidadãos.

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Fonte: Governo PR

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Paraná

Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes

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A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.

Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.

De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.

O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.

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AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.

O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.

PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.

A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.

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Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.

Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.

PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.

Fonte: Governo PR

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